Eduarda narrando Não sei explicar exatamente o que foi, mas teve um momento, ali no meio daquela sala silenciosa, com o som baixo da televisão e os brinquedos espalhados pelo chão, que eu senti que tinha conquistado o Benjamim. Talvez tenha sido o jeito que ele riu quando eu fiz uma voz engraçada imitando um dos personagens do desenho, ou a forma como ele começou a me olhar com mais confiança, como se já me conhecesse há muito tempo. A verdade é que eu também me senti leve. Pela primeira vez em dias, talvez semanas, minha cabeça não estava completamente afogada em preocupação. Eu só estava ali… presente. Fiquei um bom tempo brincando com ele. Depois que brincamos na pista, Montamos blocos, desmontamos, inventamos histórias completamente sem sentido, e ele gargalhava de um jeito gostoso

