Evelyn ficou na frente dele e continuou se movendo ao ritmo da música sensual, jogou seu cabelo de lado e passou as mãos pelo pescoço.
— Já chega, tenente. Devemos entrar!
Evelyn ficou tensa e seu sorriso desapareceu. O capitão não podia ser tão ïdiota, ele mesmo havia dito que precisavam ficar sozinhos para capturar o Vittore. Aquele pedaço de mërda estava começando a deixá-la löuca. Ela virou lentamente, dando as costa para Araciel e fingiu estar dançando enquanto sussurrava para o ïdiota que tinha como capitão.
— Nem pense em entrar sem que eu dê a ordem.
— Esta é a nossa chance, Carter. Ele está distraido...
— Não. — Evelyn continuou andando. — É uma ordem.
— O superior sou eu, vamos entrar em dois minutos.
Dröga, que Deus me dê paciência porque se me der forças eu vou conseguir matá-lo. Evelyn não teve nem tempo de se virar quando os tiros começaram.
Ela agachou e se escondeu atrás de um móvel, tinha uma arma escondida, mas ela tinha que parecer inofensiva se o plano A desse errado. O loiro se levantou e começou a atirar. Ele amaldiçoou e rosnou enquanto seus guardas começavam a inundar o local. O maldiro Vittore estava mais protegido do que a pörra de um presidente e o idïota do Liam realmente teve coragem de atacar com tantas pessoas inocentes por perto.
— Cessar fogo, Vittore! Você está cercado. — Gritou o Liam apontando para a cabeça de Araciel, por um segundo ele olhou para ela com deboche.
Você está comemorando muito cedo ïmbecil.
O loiro riu e se virou para ele com calma, Araciel apontou a arma para o Liam e inclinou a cabeça como um louco que tinha um plano magnifico.
— Que bela visita! Não seja tímido, vá em frente. Você gostaria de beber alguma coisa? — Araciel zombou e evelyn não pôde evitar sorrir da cara de Liam.
— Você está cercado, seria melhor se você se rendesse.
— Acho que não concordo com isso, mas tenho certeza que você vai gostar de saber que tenho mais convidados lá. — Ele levantou um dedo apontando para o telhado e então tudo ficou um caos.
Os tiros começaram a cair do céu, atirando nos companheiros dela como se não fossem nada. Muitos cairam e o coração dela se apertou pensando nas centenas de vítimas que teria por causa daquele idïota.
Tiros, estrondos, xingamentos, todos tipo de coisa foi ouvido. Ela não poderia ficar mais tempo sem fazer nada, tinha que colocar as coisas em ordem antes que o Liam levasse todos para o túmulo com seu maldito ego. Tentou se afastar, mas esse simples movimento fez os olhos do loiro cairem sobre ela.
— Traga a morena. — Araciel ordenou.
Um dos homens que estava bebendo como ele agarrou seu braço e ela temeu o pïor. Até segurou sua arma sultilmente, sem se importa que isso pudesse entregar seu disfarce. Seus agentes tentaram intervir, mas era impossivel. O homem a arrastou até a deixar na frente do loiro, que a pegou pela nuca, exercendo um pouco de força. Araciel olhou para ela com um sorriso torto, embora quisesse olhar para baixo com todas as forças de sua alma, não o fez. Evelyn permaneceu calma e até retribuiu um sorriso de lábios fechados.
Ela queria deixar claro que não tinha medo, nem dele, nem da morte. E ele entendeu isso imediatamente. Araciel a agarrou pelo pescoço, pressionando seus dedos com força e podia sentir a raiva dele em todos os poros, sentia até como seu toque queimava, era como se... não, impossível.
— Uma dançarina... — Ele sussurrou e sua respiração atingiu a bochecha dela fazendo seu corpo formigar. — Uma dançarina com dons escondidos, não é mesmo, tenente Carter?
Evelyn ficou tensa até o último osso, seu coração parou e seus olhos se concentraram friamente nos dele. Tinha que ser um piada ou um pesadelo, era impossivel ele saber sua identidade. Mas para sua infelicidade, o olhar dele diz que ele sabia de tudo, ela poderia até jurar que ele estava zombando de todos ali. Mas como? Ela tinha planejado tudo perfeitamente desde o inicio.
— Parabéns. Você tem muita técnica como dançarina, mas suas informações são muito extensas e interessantes, Tenente.
Os tiros continuaram atordoando seus sentidos, ela tentou fugir mas o loiro apertou ainda mais, a impedindo de mover qualquer músculo. A outra mão dele segurou as dela, puxando-as para trás. Ela estava amarrada em seu próprio corpo e seu coração batia como um löuco.
— É preciso mais do que uma deusa para tentar o dïabo. — Ele sorriu cinicamente, deixando claro que esta ele ganhou.
Ela não queria parecer estúpida naquela situação, estava claro que havia falhado e tudo por causa de algum maldito traidor. Agora, mais do que nunca ela podia garantir que alguém na sede estava se vendendo para aquela familia criminosa. Porque isso não tinha como ser coincidência.
— Embora eu não possa negar que foi um belo show. Você nunca pensou em se dedicar a isso ao invés de um uniforme?