Capítulo 3

986 Words
Evelyn não respondeu nada, pensou em cada palavra com muito cuidado tentando manter a calma. Ela era uma mulher desconfiada e não gostava de dar um passo sem saber para onde estava se encaminhando. Ainda mais quando atrás dela tinham outras vidas. — Que tal termos uma conversa pacífica e inteligente, Vittore? — Araciel sorriu para ela e afastou um pouco o rosto, examinando o dela. — Palavras sábias, não muito racionais. Considerando que você trouxe um exército para me assassinar. Porque eu teria alguma consideração por você? — Você ataca muito devagar, Vittore. Deve saber que não sairá daqui, a menos que seja para uma prisão ou para o cemitério. O que for da sua vontade. Ela estava apenas provocando e ele sabia disso. Os tiros cessaram e o silêncio tornou o momento ainda mais desconfortável. Ela olhou por cima do ombro para seus agentes apontando para os guardas dele, enquanto os guardas dele imitavam a ação. Um grupo estava de frente para o outro e no meio do campo de batalha estava ela e o loiro. — Discordamos nisso, tenente. Você tentou capturar meus irmãos e agora a mim, mas falhou em ambos. Você não acha que sua inépcia ultrapassou os limites? Digo... Porque você quer algo que está fora do seu alcance? Você nunca será capaz de colocar qualquer um de nós de joelhos. — Cale a boca. — Ela ordenou encarando o oceano azul dos olhos dele. — Eu tenho poder suficiente para quebrá-los em minhas mãos se eu quiser. — Ah, que assustador. — Ele riu. — Mas agora você está nas minhas mãos tenente. Vou te dar cinco minutos para me dar todas as informações, não vou dizer que não vou te matar, porque seria um mentiroso descarado. Mas serei rápido. Araciel liberou a trava de segurança de sua arma ao mesmo tempo que seu aperto nas mãos dela se desfez. Ele sorriu e colou o cano da arma na têmpora dela. Evelyn tinha que pensar em algo rápido. A probabilidade de sobreviver era quase nula, mas não podia deixar que aqueles desgraçados ganhassem outra vez. Ele tinha uma arma, mas ela também. Ele era inteligente, mas ela era o dobro. Ele era ágil, mas ela seria ainda mais. Evelyn se aproximou dele, tanto que seus lábios ficaram a poucos centímetros dos dela, notou como ele prendeu a respiração ao mesmo tempo que o aperto ao redor do pescoço dela enfraqueceu. Então o ponto fraco dele é mesmo as mulheres. — Mërda... Araciel não se deixou cair no canto da sereia. Suas mãos a agarraram pela cintura e ele a jogou no chão, deixando seu corpo por cima do dela. Aquela reação rápida não a deixou pensar em nada, só conseguiu soltar um pequeno grito de choque. O corpo grande e musculoso cobriu o dela, deixando-a imobilizada e indefesa embaixo dele. Uma rajada de balas quebrou as janelas, os homens dele se jogaram no chão e os agentes se protegeram. — Você tem muitos inimigos não é? — Ela murmurou tentando alcançar sua arma, mas o corpo dele era um grande impedimento. — Mas o que se podia esperar de um maldito gangster. Distraí-lo tinha sido sua melhor saída, mas tinha que admitir que a rapidez com a qual ele agiu sob ameaça a impressionou um pouco. Ninguém tinha notado os tiros, só ele reagiu. — Não tenho inimigos deusa. Sou apenas um empresário importante que todo mundo adora. — Ele responde segurando os braços dela. — Talvez eles tenham vindo atrás de você. Aquele sorriso mälicioso estava deixando ela löuca. Queria bater nele e ao mesmo ficar horas naquela posição. Dröga! Tenho que controlar meus hormônios antes que trabalhem contra mim. — É melhor você sair de cima de mim. — Ela respirava pesadamente com a pressão do corpo dele contra o seu. — Ou vou mandar que atirem em você. Ele não parava de sorrir em nenhum momento, que tipo de cara löuco era aquele? — Você não parece mais tão inteligente nessa posição. — Evelyn fechou os olhos tentando inspirar o ar que faltava em seus pulmões. — Vai me ajudar muito, tenente. Ela ficou tensa e decidiu tomar uma atitude antes que as ideia malucas dele fossem mais longe. Ela usou as pernas nas costas dele e o empurrou contra ela. Seu rosto ficou próximo ao dele, tão próximos que suas respirações se tornaram uma só, seus narizes se tocavam sutilmente, assim como seus lábios. Ela pôde ver o choque nos olhos dele e aproveitou esse instante de controle para se libertar anter que tudo fosse por água abaixo. Quem esse maldito pensa que é para achar que pode me usar para beneficiá-lo? Nem nos seus maiores sonhos. Ele era um imbecïl com ares de grandeza, neste momento ela era a responsável por baixa o ego de mërda que ele tinha. — É uma pena eu não poder dizer o mesmo. Para mim você não vale nada. Ela conseguiu desestabilizá-lo e quando ele estava de joelhos, deu um soco no rosto dele, fazendo-o cair no chão e montou em cima dele. Evelyn pegou rapidamente uma faca em sua coxa e colocou no pescoço dele. Araciel a observou limpando o sangue da boca com a mão livre. Os homens dele tentaram atacá-la, como resultado forçaram os agentes dela a atacarem de volta. O olhar dele continuava no dela, a carranca que se formou no rosto dele indicava que não gostava da mudança no jogo e Evelyn não podia negar que estar assim lhe dava certa satisfação. Eram eles dois, Araciel com sua arma e ela com sua faca, eram os únicos que podiam dar o resultado dessa batalha. — Acho que nós dois vamos morrer aqui, Vittore. — Ela apertou o pescoço dele ao mesmo tempo que ele ergueu sua arma. — Então, será um prazer dividir o inferno com você, deusa. — Ele respondeu sorrindo malïciosamente.
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