- Mãe! Eu 'to indo! - Grito da sala.
- Vai com cuidado! Cuidado com esse fone no ouvido. Você sempre ouve muito alto e as ruas são movimentadas. - Grita da cozinha.
— Tudo bem.
Saio de casa e ponho meus fones de ouvido. Eu amo ouvir música, mas acredito que isso seja ponto pacífico entre a maioria das pessoas. Cada música me provoca uma emoção diferente e eu adoro usar a música como pano de fundo para criar diversos cenários em minha mente. A forma como uma certa música me tocava ditava a história ou o rumos da trama em minha cabeça. Confeço que isso já era um vício, eu não conseguia apenas ouvir uma música sem pensar ou imaginar nada, era difícil para mim me concentrar ou manter minha mente calada.
Começo a passar as músicas até achar a que eu quero: house of cards.
Tto witaerwo tto wihomae. So bad (whay) uri yeah! - Eu comecei a balbuciar a música enquanto ia para o colégio.
Eu comecei a balbuciar a música enquanto ia para o colégio.
Engraçado, eu sempre achei o V muito parecido com o Taehyung, só que o V é fofo e engraçado. Já o i****a do meu colégio...
Entro na escola e vou para direto para minha sala. Na maioria das vezes eu não chegava no colégio com muita folga de tempo, prezava por dormir o máximo de tempo que podia e aproveitar aquela sensação gostosa de sonolencia e quentura que se manter na cama assim que se acorda traz, por isso não conseguia aproveitar o ambiente escolar, sentar no jardin, passear pelos corredores, sentar na quadra conversando com a Sun ou outros colegas antes do início das aulas como a maioria faz. Meu sono em primeiro lugar sempre!- Oi! - Digo para Sun quando me sento ao seu lado.
— Oi! - Digo para Sun quando me sento ao seu lado.
— Oi... - Sua voz estava triste e baixa. Ela não olhava para mim. Parecia envergonhada ou como se precisasse esconder algo.
— O que houve? - Minha testa curva-se em preocupação. Eu me sentia responsável pela pequena Sun, sentia como se ela fosse uma preciosidade, uma florzinha delicada que poderia se desmanchar com um toque muito brusco.
Eu sou completamente encantada pela Sun desde o nosso primeiro contato. Os olhos grandes refletiam doçura, fragilidade e um Q de tristeza. A pele era muito pálida, parecia que se ela recebesse um corte nenhuma gosta de sangue sairia de si. Seus cabelos eram negros e brilhosos e se encerravam em seus ombros a exceção de sua franja que findava um pouco acima dos seus olhos. Era um corte de cabelo fofo, combinava com sua personalidade e aparência. A estatura pequena e esbelta, sem excessos... Tudo em Sun era delicado, fofo e, a exceção dos seus olhos, pequeno harmonizando perfeitamente. Eu até mesmo sentia um pouco de inveja de toda a sua delicadeza, de como as mãozinhas pequenas pegavam as coisas com levaza, de como sua voz era doce e aguda ao passo que eu sempre fui um pouco mais bruta. O problema é que a delicadeza de Sun não residia apenas em sua aparencia, ela era muito frágil também, estremamente sensível e preocupada e não magoar mesmo aqueles que a feriam. Ela precisava ser protegida e eu me sentia obrigada a protege-la.
- Nada, por que? -Sua voz falha um pouco e ela me encara para dar um sorriso lateral forçado.
- Você não fez de novo, não é? -Sua voz falha um pouco e ela me encara para dar um sorriso lateral forçado.
Ela balança a cabeça negativamente e retorna a fitar a mesa mantendo suas mãos unidas em cima da madeira, mas posso sentir que ela não está sendo sincera. Eu a fito por alguns segundo analisando seu perfil e então separo suas mãos trazendo uma delas para mais perto de mim. Sun tenta puxar o braço de volta enquanto me pede, com um certo desespero, para eu parar, mas eu consigo ser mais forte e puxo a manga de tom amarelo pastel que cobria seu braç observando os cortes recentes.
- Foi só dessa vez eu juro...
Senti meu estomago embrulhar quando vi os cortes recentes por cima das inúmeras cicatrizes. Toda vez que eu via um corte nela era como um se um corte pior fosse feito em mim. Eu me sentia impotente, sentia como se eu não estivesse conseguindo fazer a única coisa que que eu deveria fazer como uma boa amiga: protege-la.
- Por que fez isso? Você prometeu. - Eu não deveria, mas eu não consegui evitar transparecer a decepção e a tristeza em meus olhos.
Eu não posso julga-la, não posso esperar que ela supere um hábito de anos tão rapidamente, mas era difícil para mim vê-la afundar daquele jeito e de forma tão pacífica. A fragilidade de Sun me irritava as vezes porque permitia que qualquer um fizesse o que quisesse com ela. Naquele momento eu estava agindo contra sua vontade, estava de certa forma invadindo sua privacidade e exigindo explicações e ela não se irritava, não xingava, não me repreendia, apenas estava ali se esforçando para me dar uma explicação. Eu queria que ela tivesse mais raiva, talvés se ela tivesse um pouco disso não faria o que faz.
Eram sentimentos confusos que se passavam dentro de mim na quele momento e sempre que algo semelhante acontecia. Tristeza por ela estar sofrendo, decepção por ela ter sedido e não cuprido o promentido, raiva porque ela parece aceitar tudo passivamente e culpa por sentir tantas emoções quando a Sun é a vítima e tudo o que importa.
- Eu precisei... - Seus olhos se enchem de lágrimas e ela dá um suspiro profundo.
Eu analiso seu rosto triste por alguns segundos e sinto minha expressão suavizar. Só a culpa e a vontade de protege-la me prenchiam agora.
- Eles brigaram de novo? - Pegunto com um tom mais doce.
Assente.
- Ele bateu nela de novo... Isso não acontecia faz um tempo e mais uma vez foi tudo por minha culpa! - Sua voz sai tremida devido ao choro preso na garganta.
- Sun você não tem culpa de nada! Você não é reponsável pela atitude dos outros! Não é culpada por seu pai ser... - Eu me calei quando percebi que a raiva já estava me tomando de novo e eu não queria chatea-la. Eu sei que ela ama os pais mais que tudo e que não gosta que eu fale deles mesmo que o que eu diga seja a verdade.
- O Hoseok terminou comigo.
Tudo bem, isso foi como um soco no estomago.
- O QUE? POR QUE?
- Acho que... - Engole em seco. - Ele cansou de mim.
Meu coração está sangrando por vê-la assim. Apesar de todas as coisas que acontecem em sua vida Sun está sempre sorrindo e tentando fazer com que os outros não sintam a dor dela, mas seus olhos a denuciam, esses ela não consegue dominar.
Os pais dela vivem brigando e o pai da Sun bate na mãe dela as vezes, eu nunca entendi porque a senhora Choi ainda não o denunciou e pediu o divórcio. É bem verdade que isso é só a ponta do ice berg, aquela família é construída sobre alicersses bem conturbados e a pequena Sun é quem mais sofre com tudo desde a infância. A resposta que ela conseguiu desenvolver para isso, a forma que ela encontrou para sobreviver foi assumindo o papel de cristo. Ela se sente responsável por toda a desgraça da família dela e vive em completa submissão, sempre pedindo desculpa e se comportando da forma mais perfeita que pode. Eu não consigo nem mensurar o quão exautivo e quanta dor há dentro dela.
O Hobi... O Hobi além de mim era a única coisa que fazia a pequena Sun se esquecer de seus problemas. Ele sempre foi um cara alegre e carinhoso, podia oferecer a ela um suporte diferente, um acolhimento e um amor que eu não poderia dar e saber que ela tinha alguém como o Hoseok me alegrava e me deixava mais tranquila. Eu não entendo por que ele fez algo assim sendo que sempre demonstrou ter muito sentimento por ela.
- Ele era minha esperança. - Ela murmura com dificuldade me trazendo de volta para aquele momento doloroso. As lágrimas percorriam suas bochechas delicadas e palídas enquanto seus olhos se mantinham fixos na mesa.
— Sun, eu não faço ideia da dor que você tá sentido, mas eu tenho certeza que é muito pior do isso que eu estou sentido por ver você assim. - Minhas mãos seguram as laterias de seu rosto fazendo com que ela me encare - Mas eu preciso que você saiba que eu sempre vou estar aqui com você e para você. Eu te amo. Você é minha pequena Sun e eu sempre vou fazer tudo o que puder por você.
Suas mãozinhas acariciam minha mão esquerda enquanto ela sorri levemente em meio as lágrimas.
— Eu sei. Eu também amo você.
Eu sorrio diante de sua resposta e a abraço. A aperto bem forte como se quisesse guardá-la dentro do meu coração onde mais nínguém poderia lhe fazer m*l.
[...]
— Ya! Eu não acredito que você quase se intalou colocando uma fatia inteira de bolo na boca apenas para não me dar um pedaço. - A expressão de Jaebeom era de pura indignação enquanto eu apenas dava de ombros fazendo pouco caso.
Sun e eu estavamos no refeitório com Mark, Jaebeom e Calissa. Eles estudavam em nossa sala e nós nos davamos muito bem. Eu gostava do jeito avoado e engraçado dos meninos, sempre conseguiam arrancar boas risadas minhas e da Sun com suas histórias loucas e encenações. Calissa também era bem espoleta, o tipo de pessoa que fala tudo sem filtro, que age impulsivamente, mas que é gente boa.
— Já são três anos JB, você ainda não aprendeu? - Mark perguntou batendo nas costas do amigo que estava ao seu lado.
— Com a minha comida e meu sono ninguém mexe. - Completo orgulhosa.
— Não fica assim JB, - Sun diz - um dia ela amadurece.
— Eu não acredito que você disse isso. De que lado você está? - Viro-me para Sun que estava sentada ao meu lado enquanto forjo uma expressão indignada a fazendo rir junto com os outros.
— Poxa, Sook. Eu achava que, pelo menos do drama, eu era a rainha. - Calissa diz rindo.
— Sun, eu falei com o representante do clube de leitura e consegui uma vaga para você. Ele pediu que você fosse vê-lo ainda hoje para acertar tudo. - Aquela voz tão conhecida surgiu no ambiente. Kim Taehyung jogou a bandeja com seu lanche em cima da mesa em que estavamos e sentou-se ao lado de Jaebeom. Kim Taehyung era popular, então ele inevitalmente, e as vezes até mesmo indiretamente, fazia parte do meu cículo de amigos e isso só contribuia para que nós brigassemos mais afinal de contas ele é insuportável e está sempre por perto.
O desgraçado era prestativo, ele até que era legal com os outros. Talvés fossem esses surtos de gentiliza que emcobrissem para os outros olhos quem ele realmente é, caso contrário eu teria que pensar que o problema é comigo, mas eu sou incrível de mais para ser o problema da situação. Claramente os outros se deixavam influenciar pela falsa gentileza dele.
— Obrigado Taehyung. - Sun sorri. - Passarei lá logo após as aulas.
— E eu não teria esperanças, Sun. Acho que ela é um caso perdido, não há muito o que fazer. - Ele retoma o assunto anterior proferindo as palavras enquanto me olha fixamente com um sorriso provocativo.
Revirei meus olhos suspirando com impaciência.
— Ah, eu ainda acho que vocês casam. -Mark pós o cotovelo em cima da mesa e apoiou o rosto em sua mão enquanto fazia uma cara fofa como se torcesse muito por nós.
Senti meu rosto contocer-se em uma careta no exato momento em que meu cérebro assimilou o que ele havia dito. Analisei Kim Taehyung de cima a baixo enquanto mantia minha careta.
— Com isso? - Apontei para ele enquanto indagava e encarava Mark. Então voltei a olhar o insuportável. - Deus não me castigaria tanto. Três anos são o suficiênte.
Kim me olhou com cara de deboche.
— Eu acho que não nos casariamos porque você não merece tanto. - Sorri ladino. - Eu sou areia de mais para você.
Não pude evitar rir de sua fala a da expressão que fazia.
— Que brega. - Digo entre meu riso.
— Eu vou querer ser padrinho. - JB ignora completamente o que haviamos dito.
— Nada disso! Eu torço mais por eles e foi eu quem disse que eles iam se casar primeiro. - Mark faz um biquinho emburrado.
— Bom, - Sun se pronuncia - a única certeza que temos aqui é que eu serei a madrinha. - Ela sorri se juntando a brincadeira.
— Ei! - Calissa se ofende. - Então eu vou ser madrinha por parte do Taehyung. Não é justo não fazer parte do momento final depois de ter acompanhado tudo até aqui.
— Acho que vocês estão passando muito tempo com a Sook. O cérebro de vocês já não está mais funcionando direito. - Taehyung alfineta.
— Me segura que eu vou partir essa bandeja na cara desse menino!
O Kim me olha assustado afastando um pouco o corpo da mesa.
— Talvé o casamento seja num ring de MMA. - JB se pronuncia fazendo todos rirem menos o insuportável e eu.