Capítulo III

1173 Words
O ponto das retas colineares, xa + xb sobre y alguma coisa, pontos equidistantes... Mas do que diabos esse homem está falando? Finalmente o horário toca. - Obrigado pai! - Digo. - Ah, matemática não é tão r**m assim. - Sun fala. - Você só fala isso por que é de exatas. - Sorry bae. Reviro os olhos. — Vou pegar meu trabalho de Geografia para a próxima aula. Mesmo com toda aquela coisa de mapa e roda dos ventos... É uma matéria mais agradavel que matemática. — Mas você também reclama, viu? - Ela estreita os olhos para mim sorrindo levemente. — O que posso fazer se não nasci para um ambiente escolar regado a matéria, química, física, geografia... - Encosto minhas costas na parede me deixando descer lentamente para o chão compondo minha cena dramática. - Podiamos ter apenas matérias relacionadas a artes ou ciências biológicas, mas não... - Encaro o chão com uma expressão devastada quando finalmente chego ao chão. Sun ri do meu drama. — Bom, mas você sabe que veterenários precisam saber pelo menos um pouco de matemática, não é? A encaro desesperada. Ela sabe que amo bichos e veterenária está na minha lista de possíveis profissões futuras. Eu faço uma careta de desagrado para ela me levantando do chão. — Então é melhor eu focar nas minhas outras opções. Sun ri da minha resposta e eu a deixo na sala para ir até meu armário onde meu trabalho estava guardado. Estavamos estudando a parte política da geografia e eu preciso confessar que é interessante, por isso me empenhei bastante em fazer esse trabalho e o guardei com todo cuidado no meu armário para que ele não tivesse nenhum amassado. Quando eu já estava fechando meu armário sinto meu corpo ser virado e encostado na lataria do armário. — Mas o qu... Ya! Kim Taehyung! - Digo irritadada quando vejo a figura a minha frente. Não era a primeira vez que ele deixava para fazer um trabalho de qualquer jeito nos últimos cinco minutos antes do início da aula. Eu já o salvei várias vezes, mas não ia fazer isso dessa vez, não depois dele ter me irritado tanto desde o final da última semana e ter me feito pegar quatro castigos quase que seguidos.  - Você fez o trabalho? - Ele olha o papel em minhas mãos. - Eu preciso das respostas. Eu empurrei seu corpo para mais longe porque ele havia estabelecido uma distancia mínima entre nós e então suspiro irritada. — Não vou te dar nada, Kim Taehyung. Você teve tempo de sobra para fazer o trabalho. Já levei muitos castigos por sua causa, dessa vez vou me divertir vendo você se ferrar sozinho. - sorri com as mãos na cintura. - Eu não pedi. - Não.  Você precisa que eu desenhe? - Eu devolvo. Só vou copiar as respostas. - Não.  Aproveite o tempo que lhe resta para responder por conta própria! - Me dá logo essa porcaria! - Segura o papel e o puxa. - Não! - Puxo no sentido oposto. - paboya! Solta isso!  - Puxa com mais força. - Larga o meu.... Aaaarrrr! - Puxo o ar preenchendo meus pulmões de desespero. O trabalho havia se dividido em duas metades inúteis. — Olha o que você fez seu.. Seu inconsequênte! Agora eu vou ficar sem nota! - Grito. Minha voz saiu aguda devido a minha indignação.- Se tivesse me emprestado nada disso teria acontecido! - Grita em retorno. — Se tivesse me emprestado nada disso teria acontecido! - Se defende. — E ainda me culpa? Seu... - Começo a distribuir pequenos socos em seu ombro fazendo ele se encolher enquanto ria. - Os dois. Na minha sala. Agora. - A mensagem foi data de forma pausada e firme. Senti meus olhos sairem das órbes quando a voz do diretor ecoou. Eu conhecia bem aquela figura alta, barriguda e calva graças a Kim Taehyung. — Sim senhor. - Falo baixo encarando o chão. Seguimos o homem alto e imponente até a sala do abate, digo, diretoria. Entramos no local e ele se senta em sua cadeira larga e acachoada atrás da mesa restando para nós cadeiras duras e estreitas. - O que foi aquilo lá fora? Por que estavam brigando? Encaro Kim Taehyung de soslaio e vejo sua cara despreocupada. Que ódio. — Estamos sempre brigando. - Respondo encarando a mesa. O diretor suspira derrotado. — Os dois estão na detenção. Não sei mais quantos castigos terei que dar a você para aprenderem a se comportar como pessoas civilizadas. - Sua voz estava irritada. Bom, isso é melhor em que a vez que tivemos de limpar os banheiros. - Sim senhor. - Respondo ainda sem encara-lo. - Podem sair. Nós saímos da sala e começamos a caminhar. — E mais uma vez é tudo sua culpa. Não sei por que somos colegas ou sei lá que tipo de relação estranha é essa, mas deveriamos cortar tudo e nem olharmos mais na cara um do outro. Você não me irrita, eu não me ferro por sua causa. Simples. - Ponho a mão na cintura muito decidida. — É só uma detenção. - Diz de forma entediada enquanto caminha em direção oposta a sala de aula. - Onde vai? - Já estou de detenção mesmo, eu é que não vou assistir aula. - Ele continua a andar. Eu olho para a direção que deveria ir e para a direção que ele estava seguindo mordendo o lábio inferior. Bom, ele não estava de todo errado. Já estavamos de castigo e nenhum de nós tinhamos um trabalho para entregar o que significava ouvir uma bronca na frente de todos. Talvés se eu faltasse conseguiria inventar uma desculpa qualquer e entregar o trabalho depois. — Espera! - Grito enquanto corro para alcança-lo. - O que você quer?  - Eu vou ficar com você. Também não quero assistir aula. - Quem disse que eu quero você comigo, pabo? O olho como se ele tivesse dito a coisa mais sem sentido que poderia ser dita. — Por que você fala como se tivesse alguma escolha? Ele sorri de lado e caminha para a área de esporte. - O que acha de tênis? Eu o encaro. - k k. Engraçadão você. Comédia  andante. Ele sabe da minha pontaria horrível e tá tirando sarro de mim. Típico do Kim insuportável Taehyung. - Arco e flecha? Vôlei? Peteca... - Eu vou dar com uma bola na sua cara. — Calma, pabo. Você tem estado muito violenta ultimamente. Estou te levando ao limite? Acho que é porque você não sabe como agir diante da minha presença e fica desnorteada. — Ah não. -Meus olhos varrem o local em que estavamos . - Cadê a flecha? — Vem cá pabo. - Kim Taehyung ri e pega meu pulso me pulxando para cairmos em uns puffs gigantes que ficavam numa parte sombreada. Brigávamos muito, mas raramente, beeeeeeeem raramente, tínhamos uns momentos de trégua. — Tem certeza que não quer jogar dardos? — YA! KIM TARHYUNG!
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