Capítulo IV

1627 Words
Eu estou com o queixo sobre a mesa enquanto batuco os dedos sobre ela e encarava o relógio. Era como se estivessemos em uma batalha silenciosa e ele segurasse o passar do tempo apenas para me provocar. Eu posso jurar que seus ponteiros etavam anunciando os segundos de forma mais lenta que o habitual e posso jurar que ele está fazendo isso de propósito. Apenas 15 minutos. Faltam apenas 15 minutos. 15 minutos. Desde quando 15 minutos demoram tanto? Já estou nessa sala com Kim Taehyun há exatos quarenta e cinco minutos. Só estavamos nós dois na sala porque ninguém mais era i****a o suficiênte para se por nessa situação juntamente a uma mulher que supostamente deveria nos supervisionar, mas estava ocupada de mais com seu celular enquanto nós tinhamos que ficar olhando para as paredes sem nada para fazer.  — Ah. - O Kim geme de tédio e se afunda mais na cadeira. - O que há de mais atraente em mim, pabo? - Suas pernas estão em cima da mesa enquanto encara o teto mantendo suas mãos sobre sua barriga roçando um polegar no outro. — Como? Eu acho que não entendi bem, ouvi uma incoerencia. - Estou tentando puxar assunto sobre algo legal para matar o tempo. — Primeiro, estamos na detenção e não podemos conversar aqui. Segundo, falar sobre você nem de longe é um assunto legal. E, terceiro, eu sinto muito, mas não há nada de atraente em você. - Sorri perversa. — As garotas não pensam isso. - Suas mãos foram para trás de sua cabeça e seus lábios se moldaram em um sorriso convencido. - Você já foi a um oftomologista, pabo? Acho que não está enxergando bem. - Força uma feição de falsa preocupação.  Ele estala a lingua. — Você é completamente apaixonada por mim, mas é tão pabo que nem percebe. Eu não consigo evitar rir diante de suas palavras. — É mesmo? - Apoio minha mão no encosto da cadeira pondo o peso da minha cabeça na minha mão enquanto o encarava de forma divertida. - Conte-me mais sobre isso. Kim Taehyung se senta corretamente na cadeira. Seu cotovelo esquerdo estava sobre a mesa com o indicador e o polegar segurando o próprio queixo como se estivesse me analisando e sua mão direita foi para sua cintura. — Eu acho - aponta para mim com a mão que estava no queixo - que ou você é muito pabo e ainda não conseguiu perceber que gosta de mim ou você sabe e tem medo porque sabe que não teria chances com um cara tão incrível como eu e ai tenta me afastar. - Levanta sombrancelha sugestivamente e seu sorriso faz suas bochechas inflarem em duas esferas perfeita. Ele estava fofo. Eu ri com vontade de sua teoria absurda. Kim Taehyung era realmemte um filho da p**a convencido. — Não adiantra tentar disfarçar, pabo, eu já percebi tudo. Todo mundo já percebeu. — Uhm - faço uma careta de deboche - acho melhor riscar atuação da minha lista de futuras profissões, então. — A detenção acabou. Estão liberados. - A moça que deveria nos supervisionar avisa. - Espero não vê-los pelo resto da semana pelo menos.- Já era a hora. - Taehyung passa por ele e eu corro atrás. — Tudo depende daquele lá. - Aponto por cima do ombro com meu polegar para mostrar Kim Taehyung enquanto caminhava em direção a saída. — Ela me ama, por isso arruma confusão apenas para ficar pertinho de mim. - Ele se aproxima de mim passando uma das mãos por volta da minha cintura e me puxado para mais perto. - Mas eu já te disse que não combinamos, querida. - Sorri e sai da sala. Eu encaro a moça que estava nos supervisionando e agora nos observava. — Dá pra lidar com uma coisa dessas? - Pergunto inconformada. [...] — Voltei, pode voltar a respirar tranquila. Eu sei que você estava morrendo de saudade. - Brinco com a mulher que estava distraída em seu celular assim que entro em casa. Ela estava sentada no sofá com os pés estirados na mesinha de centro o que eu considero uma atitude bem hipócrita, uma vez que sempre sou repreendida quando eu faço o mesmo. Qualquer um que visse a mim e a minha mãe nunca diria que eramos parentes porque fisicamente ela e eu não pareciamos em nada. Sua pele era clara, mas devido a exposição aos sol apresentavam um tom brozeado agora. Seus cabelos pretos e originalmente cacheados já haviam se habituado a um estrutura linear devido aos anos de químicas, chapinha e escova. Ela não era muito alta, era mais baixa que eu, na verdade, tendo 1.54 de altura. Seu rosto vinha ficando mais maduro com o passar dos anos e algumas marcas de expressão se faziam presente em sua face nada que retirasse sua jovialidade e beleza, na verdade se tinha uma coisa que a minha mãe tinha esra jovialidade principalmente psicológica. Eu até mesmo sentia como se ela fosse mais jovem do que eu eu. — Graças a Deus, achei que fosse morrer. - Ela brinca dirigindo sua atenção à mim e eu rio. - Eu fiz uma comida bem gostosa para você, mas não tenho certeza se você está merecendo. - Seu olhar era desafiador. Um certo pânico se instala em mim. — Seja o que for eu garanto que posso explicar. - Digo com as mãos para o alto me aproximando dela. — O diretor da sua escola me ligou, de novo, - eu sabia que ela estava se divertindo com aquilo. O poder de me ter como submissa, o pânico em cada célular do meu ser. Como é c***l a vida de uma filha. - E me disse que já não sabe mais o que fazer com você. Segundo ele, você é até uma boa aluna, e ele sabe que é uma boa pessoa, mas não sabe o que está dando em você e já está sem ideias de punições. Me pediu encarecidamente que eu conversasse com você. - Ela não estava irritada até porque ela manteve um tom de diversão durante todo o seu discurso. Nós tinhamos uma relação muito boa e ela sabia que podia confiar em mim e que eu escutaria e acataria tudo que ela me dissece. Estalo a língua no céu da boca. Jogo minha mochila no chão e me sento desleixadamente no sofá desviando meu olhar para outro canto da sala. — É tudo culpa do insuportável do Kim Taehyung - Volto a encará-la. - Ele fica me provocando e acaba que eu sempre me ferro por causa dele. — Kim Taehyung é aquele garoto adorável de cabelos negros que estava com você quando eu fui chamada à escola para ouvir uma advertência sobre você ter interrompido a aula de vários professores com seus gritos e de ter quebrado o vridro da janela da escola tentando acerta-lo com tudo o que via pela frente tendo até mesmo distruído o projeto de ciências de um dos meninos da escola fazendo chorar horrores por todo seu esforço perdido? Ela realmente se divertia, não precisava lembrar de tudo aquilo. — Esse mesmo, mas ele não tem nada de adorável. É um demônio, mamãe. Kim Taehyung era realmente um filho da p**a inteligente. Ele era como que o criminoso perfeito, aquele que comete o crime e ninguém desconfia. Com certeza aquela falsa gentileza é a responsável por cegar a todos. — E se ele é um demôni por que você ainda mantém contato? - Aqueia uma sombrancelha desafiadora. Eu dou de ombros. — Meio que não dá pra fugir dele já que ele conversa com praticamente todo mundo e mesmo que indiretamente estaria presente no meu círculo de convívio. De alguma forma conturbada e estranha... Até que somos amigos, colegas... algo por ai. - Faço pouco caso. — Sei. - Dá um sorriso sujestivo. — Já basta as pessoas da escola, não me faça passar por isso aqui também. - Me endireito no sofá colocando minha mochila nas costas. - O papai deu notícias? - Eu queria mudar de assunto, mas também estava curiosa. — Anm.. Não. A última vez que falei com ele foi há dois dias. Eu sei que o trabalho dele exige que ele viage muito e ocupa muito tempo dele, mas as vezes me questiono se ocupa tanto a ponto dele não conseguir nos fazer uma ligação. Seu olhar mirava o chão e as unhas dos seus polegares travavam um pequena briga. Ela estava triste, claro que estava. Mesmo sendo muito compreensiva, ela sentia falta do meu pai, sentia falta de ter o marido dela de forma mais presente ou pelo menos que ele tentasse manter contato, se manter mais próximo mesmo quando longe. Eu também sentia falta do meu pai, em pouco tempo completaria um mês que ele está longe e nesse tempo ele fez pouquissimas ligações, o que me entristesse. Eu e ele temos uma boa relação também. Ele é carinhoso e faz todas as minhas vontades quando está presente, mas quando sai para cuidar de seus trabalhos é como se ele se tornasse uma outra pessoa e quisesse manter o máximo de distância de nós. Sempre que há alguma discução sobre o assunto ele diz que não deveriamos reclamar do trabalho dele já que graças a ele podemos ter uma vida confortável e sem preocupações. Talvez o importante seja que ele sempre volta para nós no final. — Não fique triste, mulher. Você é gostosa. - Brinco a fazendo sorrir. — Obrigada. Devo dizer que os anos foram generosos comigo. Continuo linda como sempre e ainda consegui duplicar minha beleza e passá-la para você. Deveria ser grata, viu? — Vou até tomar meu banho depois dessa.
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