capítulo dez

4050 Words
21 de setembro de 1991: _ Ah, eu só quero minha cama. - Falou Draco choroso. _ Eu não quero ver pergaminhos e penas na minha frente por pelo menos um século. - Ele se esparrama todo no sofá. _ Isso não será possível, você tem que fazer seus deveres. - Falei me sentando no puff. _ Eu lhe disse para ter feito o dever nas duas aulas livres, mas você preferiu provocar os Grifinórios. _ Você sabe que ela está certa, não sabe? - Riu Thomas. _ Ei! Não olhe para mim assim, eu sou inocente e eu apenas concordei com a Sienna. _ Que belos amigos eu tenho. - Sorriu. _ Pelo menos sabemos que se você não fosse selecionado para Sonserina você não seria um Corvino. - Os olhos de Draco ficaram alarmados. _ Talvez você fosse um... _ Não diga essa palavra! Prefiro ser um Lufano do que vestir roupas vermelhas. - Riu sem emoção. _ O amarelo iria realçar os seus cabelos. - Proferi risonha. _ Mas duvido muito que você teria as qualidades de um Lufano. _ Espere, por que eu não seria um Corvino? Só porque não gosto de fazer dever isso não quer dizer nada. _ Ora essa, os Corvinos são de mente fria e equilibrada e você é muito cabeça quente e explosivo. _ Meu pai vai ficar sabendo disso. - Imitou Thomas. _ Perfeito. - Ri como se o mundo fosse acabar. _ Ei! Eu não falo assim e que frase é essa? Quando falei uma frase dessa? - Nós nos olhamos e acabamos rindo. Olho para o Draco e faço que suas vestes ficassem vermelhas como da Grifinória, antes que alguém falasse alguma coisa, o professor Snape entra no salão comunal. _ Senhor Malfoy, por que suas vestes estão vermelhas? - Perguntou intrigado. _ Vermelhas? - Em confusão ele olhou para suas vestes e viu que estavam vermelhas e antes de perguntar quem fez aquilo, ele me olhou e se levantou. _ Vou te matar, Sienna! Corro para trás do professor Snape, o fazendo de escudo. _ Professor, ele quer me matar, socorro. - Gargalhei atrás do professor e ele me olhou com sua carranca de sempre, mas ele tinha um pequeno sorriso. _ Sai de trás do professor. - Falou Draco com sua varinha apontada para o professor. _ Eu não! Espera, você sabe algum feitiço de azaração? - Perguntei risonha. _ Não. - Falou emburrado. _ Então estou salva. - Falo dramática. _ Venha, professor, vamos nos sentar e fofocar. - O empurrei para o sofá e percebi que todos me olhavam abismados. _ O que foi? _ Você acabou de convidar o nosso professor e diretor de casa para fofocar? - Thomas estava me olhando como se eu tivesse duas cabeças. _ Sim, isso é errado? Professor, isso é errado? _ Não, senhorita Olwey, mas a maioria dos alunos tem medo de mim. _ Mudando de assunto. - Sentei-me no puff. _ Professor, como foi sua época de escola? _ Teve dois anos que foram os melhores anos de minha vida, mas depois que certas pessoas saíram da escola porque se formaram, o inferno se fez presente no meu dia a dia. _ Corvinos ou Grifanos? - Perguntou Thomas. _ Corvinos ainda são uns anjos, meu caro Thomas, os Grifinórios ficaram piores com a chegada de Dumbledore como diretor. _ Pensei que eles sempre foram assim. - Draco ainda tentava tirar o vermelho de seu uniforme. _ Não, eles eram mais discretos e menos cabeça quente. - Respondeu o professor. _ Mas o que vocês estavam falando? _ Estávamos falando sobre o Draco ser da Grifinória. - Respondo. _ Grifinória? Se seu pai ouvir isso, ele vai ter um infarto. - Zombou. _ Professor, como você soube que queria lecionar? - Perguntei. _ Não é uma resposta simples, mas uma amiga minha me disse para seguir o que eu achava certo e eu queria ensinar a arte de fazer poções. _ Mas tem alguns alunos que falam que você não explica o que é para fazer. - Pontuou Thomas. _ Tento explicar, como, por exemplo, Corvinal, Lufa-Lufa e Sonserina; são três casas que me deixam explicar, mas se juntar a Grifinória com uma dessas casas, eles não me deixam explicar. - Suspirou recordando uma das aulas com a Grifinória. _ Por que os Sonserinos implicam tanto com a Grifinória? - Perguntei estranhando o comportamento deles. _ Sempre foi assim, eu não sei o porquê ou como começou, apenas sempre foi assim. _ Não era devido aos fundadores? - Concluiu Draco. Olhamos para ele e concordamos, mas era estranho pensar que devido aos fundadores, implicamos com os Grifinórios. _ Tem alguns livros que dizem que Salazar e Godric eram melhores amigos, mas tem outros que falam que os dois eram inimigos jurados. - Pontuou Thomas. _ Então pegamos como verdadeiro aquele que dizia que os dois eram inimigos jurados? Somos idiotas? - Perguntei rindo. _ Draco, nenhum feitiço que você saiba vai tirar o vermelho do seu uniforme e o vermelho realça seus olhos e sua pele pálida. _ Vou te matar. - Falou entre dentes. _ Temos uma regra que diz: não matar o colega de casa. - Digo me sentando com o professor. _ Nunca ouvi essa regra. _ Claro, eu acabei de inventar. _ Olá? - Uma menina veio até nós e disse: _ Eu me chamo Leesa, Leesa Avery. - Estendeu sua mão para nós. Ela talvez fosse maior do que eu alguns centímetros, tinha cabelos negros ondulados e olhos verdes e a pele tão pálida que parecia que ela estava doente. _ Ela não é do outro livro? - Sussurrei no ouvido do Thomas. _ Ninguém se importa, apenas siga o roteiro. - Sussurrou de volta. _ Você é do terceiro ano, não é? - Pergunto. _ Sim, apenas queria cumprimentar os primeiros anos. - Sentou-se no puff onde anteriormente eu estava sentada. _ Eu gostaria de perguntar algo, posso? _ Claro. _O que você faria se estivesse numa guerra? - Perguntei e automaticamente todos Sonserinos me olharam. _ Que foi? _ É estranho um aluno do primeiro ano perguntar sobre o que eu faria numa guerra. - Respondeu Leesa. _ Mas respondendo sua pergunta, eu acho que para ter uma guerra precisamos ter um objetivo. Levantei-me do sofá pegando meus óculos de dentro da minha capa e os colocando no meu rosto. Sentei-me no chão e pego pergaminhos, penas e tinta que estavam em cima da mesinha de centro que eu estava me apoiando. Alguns alunos de outros anos começaram a fazer uma rodinha em nossa volta e o professor Snape resmungou algo, mas ninguém ligou. _ Ok, objetivo, vocês têm alguma ideia? - Perguntei olhando em volta. _ Vamos primeiro falar sobre o que é um objetivo de guerra. - Pontuou Snape. _ Na primeira guerra bruxa o você-sabe-quem tinha objetivo de acabar com todos os nascidos trouxas e alguns mestiços. _ Isso é verdade, meu pai me contou sobre isso, mas fiquei pensando que ele era meio. - Leesa começa a falar, mas tomo suas palavras. _ Burro? Sim, eu já falei isso para Draco e Thomas ontem. _ Nunca mais quero ter uma conversa intelectual com ela. - Resmungou Draco. _ O nosso objetivo seria ter um mundo bruxo de equidade? _ Equidade? O que seria isso? - Draco perguntou. _ Significa que todos precisam de atenção, tipo os Lobisomens e Vampiros, eles diferentes e por causa disso precisam ter soluções diferentes. Eles não precisam ter necessariamente os mesmos atendimentos. Cada um teria uma lei e julgamento diferente. _ E de que forma eles poderiam conviver com os bruxos? Porque afinal eles são criaturas. - Perguntou Derrick. Peregrine Derrick é um garoto moreno com olhos negros, maior que Thomas alguns centímetros. _ Teriam leis que essas pessoas teriam que seguir, mas nada muito fatal. - Terminou Liz Tuttle. Já Liz, era n***a com cabelos encaracolados com olhos marrons, usava óculos lilás e era do tamanho de Derrick. _ E quais seriam as leis? - Perguntou Snape. _ Nós ainda não sabemos, mas estamos falando do objetivo ainda. - Olhei para todos e eles acenaram com a cabeça. _ Temos o objetivo e agora? - Vaisey perguntou comendo sapo de chocolate. O garoto era loiro de olhos azuis e estava sentado no chão. _ Temos que ter uma tática ofensiva, o que podemos fazer que seja ofensivo para os nossos inimigos? - Liz se sentou no chão e olhava o pergaminho que já continha algumas linhas escritas nele. _Como o Lorde das Trevas morreu, com certeza nosso inimigo será a antiga Ordem da Fênix e eles são apenas alguns aurores e um bocado de gente sem nada para fazer. - Sorriu Derrick. _ Se eles são isso o que você acabou de falar e supondo que também teremos alguns alunos nessa "causa", nossa tática ofensiva precisa de dois elaboradores de pegadinhas. - Sorriu Leesa. _ Você está pensando nos gêmeos? - Perguntou Snape. _ Sabe muito bem que não pode entrar alunos de outras casas no salão comunal. _ Sei, professor, mas é só por hoje, vai por favor? - Leesa e o restante dos Sonserinos que se davam bem com os Demônios da Grifinória começaram a fazer biquinho. _ Lhe daremos ingredientes de poções por um mês. _ Tudo bem, mas apenas por hoje. _ Isso! Eu já volto. - Correu Leesa. _ Você realmente deixou? - Thomas estava espantado. _ O que você queria? Ingredientes de poções estão caros hoje em dia. Alguns minutos se passaram e três pessoas entraram no salão comunal e os gêmeos estavam rindo e olhando em volta. _ Uau, aqui é frio, não é? Será que é devido ao sangue-frio de vocês? - Zombou Fred. _ Se tivéssemos sangue-frio, gostaríamos de coisas quentes e não geladas. - Argumentou uma Sonserina. _ Segura o veneno por alguns minutos, aí, cobrinha, nós viemos aqui para pôr em prática nossa sabedoria de pegadinhas. - Falou Jorge. _ Nossa querida Leesa nos disse que vocês queriam uma tática ofensiva numa possível guerra. - Fred se sentou perto dos pés do Draco e seu gêmeo se sentou perto dos pés de Snape. _ Primeiro de tudo temos que saber onde que seria o local da guerra, sabemos que na Inglaterra bruxa o que é mais importante é o ministério e Hogwarts e se tomarmos um desses dois, a guerra já é nossa. _ Não seria tão fácil tomar Hogwarts e o ministério. - Pontuei. _ Isso é verdade, cachinhos, por isso que os sétimos anos fará um grande favor a nós, se a guerra realmente acontecer e eu suponho que sim. - Fred pegou um sapo de chocolate de Vaisey. _ Os sétimos anos precisarão trabalhar no ministério e em um setor que seja essencial para nós. _ Eu já ia trabalhar no ministério mesmo, eu consegui uma vaga no Departamento de Execução das Leis da Magia. - Sorriu Liz. _ Que perfeito. - Professor bateu palmas e todos o olharam, mas depois sorrimos balançado a cabeça. _ Como a maioria de vocês já tem uma vaga garantida no ministério, então estamos um passo à frente nesta guerra. - Sorrimos com sua frase. _ Precisaremos do mapa do ministério e esse é um dos motivos que queremos pessoas trabalhando no ministério e em Hogwarts já temos o mapa. - Sorriu Fred e Jorge. _ Vocês são incríveis. - Falo animada e o resto do salão concordou. _ Se tivermos os mapas, a nossa tática ofensiva e defensiva seria mediante a isso. _ Agora temos que pensar na cooperação. - Thomas se levantou e foi até a estante de livros pegando alguns sobre guerras e táticas. _ Ter cooperação apenas dos bruxos seria desumano, lutaremos por todos e não apenas pelos bruxos. _ Você está certo, cara pálida. - Fred deitou a cabeça na perna de Draco e ele, sem saber, estava fazendo cafuné nos cabelos ruivos do garoto. _ Teremos que arrumar algum jeito de falar com os chefes e isso não será fácil. O chefe da matilha central dos Lobisomens, se eu não me engano, é Greyback. _ Mas ele não é um estuprador? - Perguntou algum Sonserino. _ Mentiras contadas pela Luz. - Comentou Snape. _ E sim, você está certo, mas ele está desaparecido desde que aquele-que-não-deve-ser-nomeado morreu. - Pontuou Snape. _ Eu acho que os sextos anos podem fazer isso. - Falou pela primeira vez, Cristal Smigle, mestiça. Ela era loira com olhos verdes e tinha a altura de Leesa, talvez fosse 1,63? _ E como faremos isso? - Perguntou Chistalya Lesath, mestiça. Ela era morena com olhos de cor cinza e tinha a altura de Thomas, 1,60. _ Temos nossas férias e os passeios de Hogsmeade, podemos até mesmo aparatar onde estão as matilhas e as tribos. - Argumentou Cristal, indo até a estante de livros e pegando alguns que falavam onde ficavam as matilhas, tribos e seus costumes. _ Então os alunos do sexto ano irão estudar sobre esse assunto. - Falei. _ Tudo bem. - Falaram os sextos anos já começando a ler sobre. _ Nossa concentração seria divido como? - Perguntei já fazendo desenhos sobre a guerra no pergaminho. _ 50 a 50? _ Seria cansativo para nossas tropas. - Proferiu Draco. _ Imagine que temos uma tropa de mil pessoas, e temos que dividir 500 para o ministério e os outros 500 em Hogwarts, se a batalha do ministério acabar primeiro, as nossas forças iriam direto para Hogwarts, e como eles acabaram de vencer uma guerra, lutar novamente seria cansativo e teríamos baixas. _ Você está certo, doninha, por isso que não teremos duas guerras no mesmo dia. - Comentou Jorge. _ Iremos apenas ter uma guerra que será em Hogwarts. O ministério podemos ter uma guerra política e democrática e isso eu espero de vocês, sétimos anos. _ Pode contar conosco, iremos dar uma aula de equidade para aqueles velhos caducos. - Riu Malline Syma, mestiça. Cabelos castanhos ondulados, olhos castanhos que eram ampliados por seus óculos vermelhos em sua face. _ E chegamos na parte chata, economia. - Bocejou Fred. _ Precisamos de recursos para guerra, poções, curandeiros, comida, uma base para ficarmos. - Comecei a listar alguns itens. _ Base pode deixar comigo. - Draco sorriu ladino. _ Poções e curandeiros podem deixar comigo. - Tossiu Snape. _ Comida pode deixar com os quintos anos. - Sorriu Marleu Sovick, mestiço. Ele era n***o com olhos verdes e era do tamanho de Thomas. _ E os recursos? - Perguntei fitando todos. _ Deixa comigo. - Thomas levantou a mão._ Só que com os recursos, precisamos de uma pessoa para administrar. _ Administração pode deixar comigo, sou experiente com números. - Dei de ombros. _ Eu e Fred fabricaremos nossos "brinquedos". - Sorriram travessos. _ Manobras, o que seria isso? - Franzi a testa. _ Ataque surpresa, somos Grifinórios então isso já conta como ataque surpresa e podemos até mesmo ter uma guerra em Hogwarts por causa que temos um mapa da escola. _ Mas já não teríamos uma guerra em Hogwarts? _ Estamos apenas supondo, cachinhos. _ Então precisamos de mais "surpresas", irei conversar com alguns Corvinos. - Respondeu Liz. _ E eu com os Lufanos. - Sorriu Leesa. _ Temos que conversar com os adultos sobre isso também, temos que ter bases não apenas na Inglaterra e sim, no mundo bruxo todo. - Sorri para eles, me sentia feliz com essa conversa e pensar que isso começou por causa de uma pergunta minha. _ Eu tenho alguns contatos no exterior. - Falou Snape retórico. _ Professor Snape, mesmo você apenas escutando e dando um pouco de sua opinião já ajuda a dar vida a nossa guerra. - Sorri. Eu sei que essa guerra era apenas um faz de conta, mas era cativante falar sobre isso. _ Surpresa. - Retomou Thomas. _ Não fiquem confusos, manobras é ataque surpresa e surpresa é uma emboscada falsa. _ Podemos muito bem atacar algum vilarejo, mas sem matar ninguém. - Derrick se levantou. _ Não iríamos fazer igual os bruxos das trevas? - Perguntou um Sonserino. _ Estaremos em guerra, quem liga se iremos fazer algo igual a eles? Guerra não é brincadeira de criança. - Quase gritou Derrick. _ E somos o quê? - Sorriu Fred. _ O nervosinho está certo, temos que atacar em algum lugar para que a Ordem se separe para nos conter. - Comentou Jorge. _Mas isso é apenas num futuro próximo. _ Segurança. - Um silêncio mortal caiu no salão comunal, aquela era a parte que eles temiam. _ Teremos uma base, como podemos fazer ela ser segura? _ Feitiços avançados seria uma boa, mas a maioria daqui não aprenderam ainda. - Falou Thomas. _ Então temos que aprender, teremos aulas extras para ensinarmos vocês e praticarmos. - Liz falou se levantando do chão. _ Pedirei meu pai para me enviar alguns livros sobre barreiras e alas mágicas. _ Temos que ter uma base de informações codificadas. - Draco pensou alto. _ E quem seria o bruxo corajoso para fazer isso? - Perguntou Snape. _ Pessoas em situação de rua, é só dá dinheiro ou comida e talvez até mesmo uma casa para eles, que eles podem descobrir coisas para nós. _ E como criaremos essa base de informações sabendo que as coisas que recebemos são verdadeiras? - Pergunto. _ Minha querida cachinhos, preste atenção, a ideia de Draco faltam algumas coisas importantes, mas já temos o conceito, se pegarmos essas pessoas e ensiná-los a como conseguir as informações e como confirmá-las, ganharemos muito com isso. _ Tudo bem, você está certo, mas isso é apenas na Inglaterra e não no mundo todo. - Argumentei com Fred. _ E é aí que entram os sétimos anos. _ Nós? - Perguntou um sétimo ano. _ Não temos tarefas de mais não? _ Não, loirinho, alguns de vocês trabalhará no Departamento de Cooperação Internacional em Magia e com esse cargo teremos várias pessoas viajando pelo mundo e fazendo nossa base crescer. _ Você esqueceu Fred que estaremos em serviço e não teremos tempo para ensiná-los. - Liz falou. _ E é aí que trazemos a nossa querida chave de portal, se você vir uma pessoa em situação de rua, é só pegá-lo e trazê-lo para nós, que ensinaremos de bom grado. _ Sequestraremos essas pessoas? - Perguntou Snape. _ Espera, por que o Snape está participando da conversa? Ele é um professor, ele não vai dedurar a gente não? - Zombou Jorge. _ Ele estava desde o começo aqui, Jorge, mas esqueça esse detalhe e continue. - Falou Leesa. _ Tudo bem, nossa segurança é as barreiras e as alas junto com essas pessoas, é isso? - Pergunto anotando no pergaminho. _ Eu tenho mais uma ideia. - Sorriu Fred. _ E o que seria? _ Quando formos um pouco mais velhos podemos muito bem abrir uma loja e ali também conseguiríamos informações privilegiadas. - Sorriu Fred. _ Gostaram? _ Sim. - Falaram uníssono. _ Simplicidade é o último. _ Temos que ter uma ideia simples, mas eficaz. - Pensou Cristal. _ Não temos um Basilisco? - Pergunto divagando. Thomas quando escutou essa palavra, ele quase cospe a água que estava bebendo e fica pálido como um papel. Realmente o apelido dele é cara pálida. _ Alguns livros afirmam que existe uma b***a nos encanamentos de Hogwarts, mas nenhum confirma ser um Basilisco. - Snape falou. _ E mesmo que realmente existisse uma b***a, Salazar Slytherin não seria doido o suficiente para colocar um Basilisco em Hogwarts, não é? _ É Hogwarts, tudo pode ser possível. - Argumentou Chistalya. _ Isso está ficando interessante, se tiver um Basilisco em Hogwarts teremos que matar algumas galinhas. - Zombou Jorge. _ Em primeiro lugar, teríamos que falar Parseltongue para entrar na câmera e nós não falamos. _ Podemos apenas achar a entrada e depois explodi-la. - Draco riu. _ Faria um barulho imenso. - Zombei. _ E o Basilisco não iria cooperar conosco. _ Temos Abaffiato para quê? E podemos achar uma pessoa que fale com cobras. _ Só que nós ainda não sabemos esse feitiço. - Argumentei. _ E não é tão fácil achar uma pessoa que fale. _ Nós não teremos aula extra, senhorita Olwey? E podemos achar algum livro que nos ajude, tudo é possível se estivermos em Hogwarts. _ Merda. _ Vocês realmente estão dizendo que vão destruir uma parte da escola na frente do professor Snape? - Pontuou Fred risonho. _ Sonserinos são mais loucos do que os próprios Grifinórios e nós que temos o apelido de corajosos e cabeça quente. _ Somos corajosos, mas pensamos em várias opções para não acabarmos morrendo, então não somos iguais a vocês. - Zombou Leesa. E depois de horas e horas conversando sobre uma guerra que algumas pessoas pensavam que não iria acontecer, eles finalmente foram para seus dormitórios pensando: será mesmo que irá ocorrer a guerra que estamos planejando? Não seria melhor nos sentarmos e conversarmos como pessoas civilizadas? E a resposta foi não, não podemos apenas nos sentar e ser civilizados, alguns ainda não tinham essa palavra no vocabulário. _ Espera! - Draco quase gritou e aquilo assustou o restante dos alunos que estavam indo para os seus quartos. _ Eu não fiz o dever e meu uniforme continua vermelho. - Falou tentando tirar novamente o vermelho de seu uniforme e pegando seu material para fazer o deve em seu quarto. Sienna de vez de entrar para o seu quarto ela vai e bate na porta de Thomas, ela não sabia exatamente o que ela estava fazendo, mas ela achava que era o certo. Thomas abriu a porta sem camisa e a menina quase teve uma hemorragia nasal. Por Merlim, ele só tinha onze anos e já tinha gominhos na barriga, pensou a garota. _ O que devo a honra de sua presença? - Sorriu na batente da porta. _ Thomas, você se lembra do que me disse mais cedo? _ Talvez, por quê? - Perguntou cruzando os braços. _ Você viu que várias pessoas começaram a concordar com as minhas palavras e eu me lembrei que você disse que ninguém iria me seguir, que ninguém iria ser meu amigo, mas, você estava errado. - Sorri de lado, ainda estava chateada com suas palavras e suas ações de mais cedo, mas eu queria que fossemos colegas ou talvez até mesmo amigos. _ Sim, eu estava errado e não tenho medo de dizer isso. - Sorriu de lado. _ Sabe, cachinhos, nunca pedi desculpas a ninguém ou muito menos reconheci uma pessoa pelas suas ideias. Eu pensava que eu era o melhor, mas você me mostrou que tem vários pontos de vista e talvez alguns deles estejam certos. _ Sabe, eu te desculpei e podemos começar novamente. - Sorri me aproximando. _ Prazer, me chamo Sienna Olwey. - Estendo minha mão. _ Prazer, Sienna, me chamo Thomas Calluni e seremos bons amigos e eu continuarei sendo um babaca. - Riu apertando minha mão. _ E eu continuarei chamando você de babaca e lhe odiando nas horas vagas, mas seremos bons amigos. _ Sim, amigos que se odeiam, mas se gostam. - Sorrimos um para o outro em entendimento tácito. Depois daquele aperto de mãos eu vou para meu quarto e fecho a porta, coloco meus livros no chão e entro no banheiro retirando meu uniforme e óculos, logo entro no chuveiro que saia água quente. Quando terminei de tomar banho, peguei a minha toalha e vou para o meu quarto deixando meus óculos no criado mudo e pegando um pijama e colocando, faço um feitiço parar secar a toalha e a deixo na porta do guarda-roupa. _ Hoje foi divertido, mas será que sempre vai ser assim? - Odiava a minha mente me pregando peças, bato no meu rosto me fazendo acordar. _ Sim, todos os dias a partir de hoje serão animados e eu irei sorrir de verdade. Aconcheguei-me na minha cama e durmo sonhando com o futuro e torcendo para que ele seja bom. Que pena que não foi assim. Faltava 3 meses e 4 dias para o sequestro de Sienna... E faltava 6 anos, 7 meses e 12 dias para guerra.
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