TOC TOC
Alguém bateu na porta, Sasuke imediatamente se levantou se mantendo em uma posição de contra-ataque. Olhei de relance para o rapaz que não retribuiu, existia uma tensão entre nós dois naquele momento, e eu me senti decepcionada o suficiente para pensar que ele devia estar arrependido do momento intimo que compartilhamos a alguns segundos atrás.
Quem será a pessoa que se atrevera a interromper o momento mais esperado de toda minha vida?
Sasuke rapidamente se moveu para dentro do banheiro, era impressionante a forma com que ele ocultava seu chakra tão facilmente, ele me lançou um olhar que eu entendi; não baixar a guarda, de qualquer forma estou aqui. Eu ate poderia escutar a voz dele dizendo isso na minha mente, o conhecia o suficiente para saber que era isso que ele quis dizer. Assenti, andei em direção a porta e abri.
— Doutora Haruno? — Era a voz de Yuago, respirei tranquila, mas Sasuke continuou precavido, preparado para ataque. Ela não podia vê-lo, somente eu que estava dentro do quarto.
— Yuago, aconteceu alguma coisa?
— Doutora, me desculpe vir tão tarde em seus aposentos, é porque eu consegui mais rápido que esperava a lista com todas as ervas presentes na nossa aldeia e também algumas coisas das quais a senhorita solicitou — observei na mão da enfermeira um livro e alguns materiais, ela mantinha um sorriso simpático.
A simpatia de Yuago tirou a amarga sensação que eu sentira em pensar na pessoa que tinha interrompido o meu momento com Sasuke, recebi os materiais que ela me trouxe.
— Obrigada Yuago, você é bem rápida e eficiente. A propósito, qual a condição atual do Kazekage?
— Depois do brilhante trabalho da Doutora... acho que não precisamos nos preocupar, por enquanto.
— Você é muito amável, de qualquer forma, se acontecer algo, pode me chamar — ela assentiu e saiu, fechei a porta em seguida, trancando-a novamente.
Me virei buscando a imagem do Uchiha, que dessa vez já se encontrava relaxado, ele não me olhava mas encarava o chão, estava tímido e eu não sabia o que dizer ou o que fazer, porque naquele momento eu sabia que não existia possibilidade para tocar no assunto, senti minhas bochechas corar e um frio na minha barriga ao lembrar do nosso primeiro beijo, de dizê-lo tão próximo que o amava depois de tanto tempo, e ele sequer me respondera, sequer vi alguma reação no Uchiha.
— Veneno.
Dessa vez ele me olhou, mas era da mesma forma que ele olharia para qualquer um que lhe fornecera uma informação, não do jeito carinhoso e diferente que eu esperava. É difícil saber o que Sasuke pensa e sente, sempre reservado em relação seus sentimentos e emoções, foi somente depois do Vale do Fim que Sasuke se permitiu deixar entrar suas emoções que antes haviam sido excluídas, e então foi o primeiro momento que eu senti, mesmo que de forma bem discreta, que ele reconhecia de alguma forma algum sentimento por mim, qualquer sentimento que fosse; de respeito, amizade, carinho... fosse qualquer um, pra mim já era o suficiente.
— Continue.
— Talvez seja loucura dizer isso, mas... do tipo de veneno do SANSORI.
— Improvável.
— Eu também penso, mas... Quando o vi, soube que ele não teria vida no máximo em algumas horas. Logo percebi que as reações eram idênticas ao estado em que seu irmão Känkuro se encontrou a alguns anos atrás, achei impossível, mas foi após extrair que. — Fiz uma pausa — existe a possibilidade de...
— Sasori está morto.
— EU SEI! Porque eu mesma o matei. — Disse alto, eu sabia que aquilo era uma opção impossível. — De qualquer forma, é um veneno muito perigoso e bem estudado. Quanto a você e Shikamaru, descobriram algo?
— Nada importante, ainda. — Virou-se e saiu andando em direção a janela, fez uma pausa e me olhou de lado — Não baixa a guarda.
Se cuida... foi isso que eu entendi
— Sasuke-kun? — antes de sair pela janela, ele virou-se confuso. — Só nesse momento, eu já te quis uma vida inteira.
Ouvi um sorriso inalado e captei uma sombra de sorriso surgindo no canto de seus lábios, bem sutil, lá se foi ele. Comecei a pular animadamente, balancei minha cabeça sentindo meus cabelos voarem, joguei-me sobre a cama sorrindo bobamente. Eu estava muito feliz, toquei meus lábios lembrando-me da sensação, do gosto. Ele retribuiu meu beijo.
— AH SASUKE-KUN... — sorri.
***
Acordei bem disposta, fui ao banheiro e fiz minha higiene matinal, vesti o jaleco e saí do quarto, passei pela cozinha onde tomei um café e percebi que Shikamaru já não estava.
— Você está muito bem hoje, com uma luz própria.
— Obrigada Temari – sorri animada, me lembrando dos motivos e do motivo da minha disposição.
Temari levantou-se para buscar algo, percebi um chakra se aproximar e logo avistei a imagem de Shikamaru andando calmamente e sentando-se na mesa.
— Bom dia Shikamaru!
— Oh entendi, ainda estou sonhando. – pronunciou preguiçosamente.
— SHIKAMARU-NARA! — surgiu rapidamente próxima dele, pegou-o pela gola da camisa, fazendo com que ele arregalasse os olhos.
— TE-TEMARI...? — estava com os olhos arregalados.
Eu encarava assustada com a confusão.
— EU ESPERAVA MAIS DE VOCÊ! — ela esperou um argumento, mas logo continuou. — POR QUE ESTÁ SENTADO TONTO ASSIM?
Eu não sabia o que fazer, Temari suspendia Shikamaru pela gola da camisa que sequer tocava no chão, e a cara do Nara era de medo e isso me divertia internamente.
TAC! Me assustei quando vi o soco que ela depositou na cara dele, levei minhas mãos tapando a boca surpresa com a cena.
— Temari, pare com isso agora! — finalmente alguém chegara, Känkuro surgiu na cozinha.
— CALE-SE! — Kankuro arregalou os olhos – Shikamaru, isso é pela hora que você chegou ontem!
— Desculpe Temari — ele andou em direção a mesa e sentou-se novamente, encostou seu cotovelo na mesa e bocejou sonolento.
Que sínico. Eu me sentia uma boba por me preocupar, Temari demonstrou satisfação ao escutar o pedido de desculpas do companheiro. Em seguida era como se nada tivesse acontecido.
— DOUTORA! — Yuago surgiu.
Gaara...
Corri em direção ao gabinete onde estava Gaara, as portas estavam abertas e os ninjas agitados em frente a porta, entrei rapidamente, ele estava sofrendo uma convulsão, pedi que Yuago fechasse as portas. Depressa fui ao encontro do corpo de Gaara, o posicionei de lado de forma que o excesso de sua saliva não causasse asfixia. Rasguei sua camiseta a fim de facilitar a respiração e permaneci ao lado dele até que a crise amenizasse. Quando aconteceu, coloquei seu corpo deitado normalmente, seu rosto estava pálido chegando à uma cor azulada, tremendo sem parar. Aqueles sintomas e manifestações era sim de Veneno, pior do que o do Sasori.
O veneno estava privando as células do organismo de oxigênio, sua frequência cardíaca estava descontrolada, comecei a fazer massagens cardíacas mas não estava resolvendo, seu coração estava parando, Gaara estava morrendo. Dei um soco no seu tórax, em alguns segundos começou a descer lentamente um líquido denso de cor preta sobre sua boca. Limpei com um pano, assim fui em direção ao seu coração e comecei a transferir chakra medicinal, nesse momento sua cor passou a voltar aos poucos.
— Yuago, por favor traga água fresca. – Virei-me para encará-la, estava indiferente.
— Ah, sim — ela estava dispersa — Me desculpe Doutora, perdi meus sentidos. Assenti e ela saiu. Voltou depois de alguns minutos, trocando a água, a interrompi.
— Yuago?
— Sim doutora, posso ajudá-la? – disse docemente.
— Vá para sua casa descansar. – Ela passou a ter uma expressão aflita.
— Senhorita Haruno me perdoe, eu perdi a atenção mas eu juro que jamais acontecerá novamente, mas não me dispense, por favor. – Seus olhos lacrimejaram.
Sakura, no que você estava pensando... Yuago é tão doce e dedicada...
— Não me entenda m*l — sorri simpática — você passou a madrugada toda acordada, precisa descansar para que possa me ajudar.
Ela assentiu e saiu, Temari entrou logo em seguida.
— Ele teve uma crise, talvez tenha restado alguma quantidade de veneno no organismo dele, necessito realizar o antídoto o quanto antes. Vou pegar o livro com as pesquisas das plantas, Yuago me entregou ontem no meu quarto, só um instante.
Deixei Gaara com Temari e fui no meu quarto buscar o livro, voltei imediatamente.
— Temari eu entendo sua preocupação, mas se não se importa, é que agora eu farei alguns estudos e preciso me concentrar. Não se preocupe, estarei aqui. — Sorri fraco.
— Tudo bem — saiu.
Comecei a estudar as listas das plantas medicinais da região, mas notei que algumas páginas foram arrancadas, que estranho. Peguei o livro e comecei a fazer anotações, analisei as plantas existentes mas não era o suficiente, foi nesse momento me lembrei de um planta pouco conhecida com propriedades perfeitas para um antídoto referente a venenos tão poderosos quanto ao do Sasori, eu tinha uma intuição grande em relação ao veneno que eu já tinha visto antes e este. No livro não mencionava sobre a planta que eu pretendia incluir no antídoto, então chamei um dos ninjas de plantão no corredor e requisitei com urgência a planta e outras coisas necessárias para fazer os testes, como não havia na aldeia, avisei que eles tinham que procurar em aldeias vizinhas. Fiquei horas estudando plantas e venenos, até o momento que chegaram com as coisas que solicitei, e comecei a fazer os testes.
5 horas depois
O antídoto estava quase pronto, era necessário esperar algumas horas para estar completamente pronto para realizar o primeiro teste em Gaara, se desse certo ele iria voltar a consciência após algumas horas. Levantei-me espreguiçando, todo o meu corpo doía, me aproximei do corpo dele, toquei em sua testa para sentir sua temperatura, estava com febre altíssima. Peguei umas toalhas, molhei na água fresca e coloquei sobre sua testa, comecei fazer a limpeza dos ferimentos abertos no dia anterior para a extração do veneno. Quando estava limpando, reparei que o corte maior tinha algumas substâncias estranhas presentes no tecido da hipoderme, alterando a coloração, havia secreção amarelada com mau cheiro saindo de dentro da ferida, a pele apresentava necrose tanto interna quanto ao redor do corte, por isso o processo de cicatrização estava prejudicado, havia também infecção. Existia risco da infecção se espalhar por outras regiões do corpo, lembrei-me da crise anterior. Ele foi envenenado novamente, através de seu ferimento, assim não seria possível ser avistado facilmente. A febre alta foi causada pela infecção através do veneno na hipoderme, e isso causou a convulsão.
Alguém entrou aqui? Com quem estou lidando? Me sentia perturbada, olhei para todos os lugares do quarto, fui até a janela e analisei se existia algum vestígio ou alguma presença anormal, não havia nada, voltei minha atenção ao paciente. Se a bactéria for a do tétano, isto pode ser fatal. Tratei de fazer os primeiros procedimentos, começando pela remoção do veneno cuidadosamente para não se esparramar, fiz uma limpeza do local, rapidamente passei a fazer uma introdução de chakra medicinal a fim de curar o tecido infectado e deter as bactérias. Finalizei tampando o ferimento com uma faixa e gazes.
Peguei o antídoto e coloquei em sua boca, levantei sua cabeça para que assim ele chegasse até o organismo. Tem que dar certo!
Por enquanto, ninguém saberá que eu consegui realizar o antídoto, não até Sasuke e Shikamaru descobrir quem são os traidores. Guardei o restando do antidoto dentro do bolso de meu jaleco, me lembro bem de quando aconteceu minha luta com Sasori e eu estava prevenida com aquele antídoto. Em seguida fiz um bilhete relatando o acontecido para Sasuke, provavelmente ele e Shikamaru estavam juntos buscando informações e isso poderia ajudá-los. Fui até a janela, abri e assobiei, em resposta um pequeno falcão voou até meus ombros.
— Leve-o para Sasuke Uchiha. — Enrolei o papel em seu pé e logo ele partiu. Fechei a janela travando novamente, voltei minha atenção para Gaara, era um bom sinal, ele não tinha tido reações negativas ao antidoto.
Chamei um dos ninjas anbu e relatei o acontecido, busquei ter informações sobre as pessoas que tiveram contato com o Gaara durante a madrugada, se houve algum movimento suspeito, mas não havia nada.
— Doutora Haruno-San, depois que a senhorita saiu, somente o senhor Bika entrou, mas não demorou muito. Hoje cedo a senhorita Temari juntamente com o senhor Kankuro tiveram acesso ao senhor Kazekage, fora isso, não houve nenhum movimento suspeito.
— Fiquem com a atenção dobrada. — disse firme — e quanto a Yuago?
— Avisou que iria descansar, com sua permissão Doutora.
Entrei novamente na sala resolvi organizar as coisas, quando peguei na bacia de água ao tocá-lo percebi que tinha uma textura escorregadia, passei o dedo indicador na textura estranha, esfreguei com meu dedo polegar analisando a densidade, logo o cheirei. Toxina baseado em metais pesados, lembrei-me.
FLASHBACK ON
— Toxina baseado em metais pesados. Trabalha atacando os tecidos musculares e a integridade celular. O musculo cardíaco está morrendo, isso levará até o colapso do coração e aí haverá uma parada cardíaca." Aquela substância era do veneno.
FLASHBACK OFF
Não pode ser! Meus olhos esgrilados, estava boquiaberta. Corri até a porta.
— Eu proíbo todo acesso, seja de quem for na sala do Kazekage até eu voltar! — eles assentiram. Corri em direção a saída da casa dando de frente com Temari.
— Sakura? Aconteceu alguma coisa?
— Onde fica a casa da Yuago? — Falei exasperada.
Temari me explicou onde ficava a casa da Yuago, fui o mais rápido possível. Entrei devagar pela porta que não estava trancada, estava escuro. Fui em direção ao quarto onde ela deveria estar descansando. Nada.
POV (Point of View) SASUKE
— Sasuke, finalmente descobri o local onde os ninjas e o Gaara foram atacados. Vamos, não temos muito tempo.
Assenti e logo saímos, chegamos em uma caverna distante da aldeia, aparentemente abandonada. Escutei o barulho de um falcão aproximando, logo pousou-se em meu ombro, tinha um bilhete, tirei de seu pé e ele voou novamente, pensei na possibilidade de ser uma má noticia sobre Gaara.
— Não me diga que o Gaara... – Shikamaru exibiu um semblante abismado.
Ignorei a pergunta do Nara e abri o bilhete, como esperado era da Sakura, nele ela relatava todo o acontecimento e suas recentes descobertas.
— Sakura disse que houve uma nova tentativa de assassinato contra o Kazekage, ela descobriu que foi novamente através de envenenamento.
— Houve invasão?
— Não, disse que não tem evidências nenhuma de arrombamento ou invasão.
— Então, como?
— Ela descobriu que introduziram veneno entre os ferimentos.
— Entendo, dessa forma ninguém identificaria e quando houvesse o óbito, todos pensaríamos que seria por uma provável infecção. — observei a forma com que Shikamaru decodificava a situação — Mas a Sakura é muito engenhosa, descobriu antes. E quanto ao estado do Gaara?
Analisei as circunstancias e assumi, ela realmente era uma gênia, encarei o bilhete em minhas mãos.
— Ela disse que algumas páginas do livro que ela precisava para criar o antídoto foram arrancadas, mas que ela conhecia outros métodos e conseguiu realizar um antídoto, que Gaara irá ficar bem em breve.
O Nara olhou para o céu e abaixou a cabeça respirando aliviado com a mão na testa.
— Cara, fico cansado só de pensar nisso tudo.
— Hunf — soltei uma respiração inalada — ela não contou para ninguém a não ser para nós dois. Precisamos adiantar, agora mais do que nunca, nosso tempo está acabando.
— Vou na frente, você me dá cobertura, com certeza há armadilhas. — Entrou na caverna, a principio era escura, mas havia fim.
— É Genjutsu! — ativei meu Sharingan, interrompi o meu próprio fluxo de chakra utilizando a dissipação de Genjutsu. — KAI! — Parei totalmente a circulação de meu chakra por um breve período, fazendo com que o usuário perdesse o controle da ilusão sobre ele.
Assim que quebrei o Genjutsu a paisagem logo foi alterada, dando visibilidade a um esconderijo subterrâneo construído inteiramente com a entrada sendo na base de uma formação rochosa.
— HAHAHAHA — ouvimos risos, preparei minha espada.
— Vamos. — andamos cuidadosamente, analisei um laboratório, várias experiências, a sala coberta de prateleiras do comprimento do teto empilhadas cheias de experimentos em boiões, livros, pergaminhos, engradados e ferramentas. Andei mais a frente, onde pude perceber que estava coberto de equipamentos médicos, que vão desde bisturi até tubos de ensaio.
— Equipamentos médicos, plantas medicinais e folhas rasgadas...
Rapidamente fiquei em choque, lembrei-me do meu encontro com Sakura na noite passada e do momento em que fomos interrompidos.
FLASHBACK ON
— Doutora Haruno? — Era uma voz feminina, eu continuei prevenido.
— Yuago, aconteceu alguma coisa?
Era uma enfermeira, vestia adequadamente como outras que eu já havia visto, sorria de forma bajuladora para Sakura.
— Doutora, me desculpe vir tão tarde em seus aposentos, é porque eu consegui mais rápido que esperava a lista com todas as ervas presentes na nossa aldeia e também algumas coisas das quais a senhorita solicitou — observei na mão da enfermeira um livro e alguns materiais, ela mantinha um sorriso simpático.
A simpatia de Yuago tirou a amarga sensação que eu sentira em pensar na pessoa que tinha interrompido o meu momento com Sasuke, recebi os materiais que ela me trouxe.
— Obrigada Yuago, você é bem rápida e eficiente. A propósito, qual a condição atual do Kazekage?
— Depois do brilhante trabalho da Doutora... acho que não precisamos nos preocupar, por enquanto.
— Você é muito amável, de qualquer forma, se acontecer algo, pode me chamar — ela assentiu e saiu, fechei a porta em seguida, trancando-a novamente.
Existia algo naquela enfermeira, que não me agradava.
FLASHBACK OFF
— Uma enfermeira entende muito bem sobre plantas medicinais, estuda as reações químicas que ocorrem nos seres vivos e a relação estrutural dos órgãos e seus sistemas. — Estava assimilando as coisas em voz alta.
SAKURA ESTÁ EM PERIGO!
Quando me preparei para sair dali e ir atrás de Sakura, escutei atrás de mim o som de um ataque. Um par de pinças afiadas tentou me atacar, na rapidez de meus movimentos consegui desviar, mas Shikamaru não possui a mesma rapidez que eu. Tentei me mover antes dele ser atacado, mas não foi possível.
— Shikamaru! — gritei.
— UGHH, — ele caiu no chão, notei um corte em seu braço esquerdo, respingava um líquido esverdeado misturado com seu sangue, ele estava sob efeitos de veneno. Shikamaru se encolheu ofegante de dor. Andei na direção dele, soltei a faixa que usava em minha cabeça e rapidamente apertei acima do ferimento para que o veneno não espalhasse .— AHHHHHHHHHHHHH.
Os gritos de dor do rapaz eram altos.
— Não se incomode — soltou gargalhadas, logo tratei de me levantar e então pude ver o meu oponente.
Era alto e forte, porém tinha uma aparência distinta, no lugar de seu braço direito ele tinha um par de pinças como garras de escorpião; pequenos olhos redondos pretos, marcas faciais em seu rosto com pequenos traços de ser humano, apresentava uma cauda com um ferrão na ponta, apresentando um liquido respingando, era veneno, através dele que atacou Shikamaru.
— Você não perguntou meu nome, a proposito, mas direi assim mesmo, para que reconheça a pessoa quem te matou. — risos — Eu sou o Shink, e é um prazer lutar contra o grande Uchiha Sasuke, o ultimo Uchiha.
Sua cauda era extensa, despejava respingos de veneno a cada segundo, mirei Shikamaru se contorcendo de dor.
— Não se preocupe, dei ao seu amigo uma morte lenta, eu prefiro que minhas presas tenham tempo para se despedir desse mundo.
— Então, foi este o veneno que usou contra o Kazekage?
— Ah não, foi realmente uma pena. Contra o Kazekage foi algo bem... — ele fez uma pausa— PIOR!
Soltou uma gargalhada bastante sonora, senti inquietação ao lembrar que Sakura não sabia o risco que estava correndo. Tenho que acabar logo com isso.
— E o que está esperando, peçonhento? — Sorri de canto.
Ele atacou, apontou o ferrão por minhas costas, quase fui surpreendido pelo par de suas pinças mas consegui desviar. O peçonhento levantou a cabeça para cima me procurando, confuso, quando finalmente me enxergou com equilibrando meu chakra sob os pés no teto. Shink ergueu sua cauda, eu desci de volta ao chão. Sem expressão ele correu em minha direção e tentou me atacar novamente com suas pinças travando o vazio, pois eu já havia me esquivado para baixo de seu corpo. A luta a favor de Shink se baseava em curta distancia, dessa forma eu tinha que evita-la, ou sua cauda me deixaria em uma situação semelhante a Shikamaru, o que nos mataria. Enquanto ele preparava seu contra-ataque, fui rápido e depositei um chute no seu queixo, com o velho golpe copiado de Rock Lee em uma luta na época do exame Chünin, imediatamente dei um segundo golpe e antes de deferir o terceiro, a cauda longa com o ferrão aterrissou para o lado, analisei seus movimentos através de meus olhos e usufrui novamente da velocidade, peguei-a com minha mão evitando contando direto no ferrão e concentrei toda minha força e a puxei, fazendo com que o peçonhento perdesse o equilíbrio, o lancei contra as paredes rochosas da caverna, quebrando uma grande parte. Senti a onda de chakra inundando meus olhos, logo ativei meu jutso, numa tentaiva de arrasta-lo para um Genjutsu.
BAQUE
O peçonhento foi jogado no chão, mas não demorou e se pôs de pé erguendo o cabo com o ferrão em minha direção. De certa forma, eu carrego a fama de ser ágil em termo de velocidade, mas ele era muito rápido também. Seu ferrão passava perto o suficiente para me dar uma bicada, seu par de pinças passou perto o bastante para arrancar uma mecha de meu cabelo.
ELE NÃO CAIU NO MEU GENJUTSO, deduzi.
Me esquivei virando, o ataquei com um contragolpe, jogando seu corpo para longe, foi possível escutar um estrondo alto da parede onde ele se chocou. Ele surgiu entre a poeira e fechou a distância que havia entre nós, introduzi meu olho vermelho em seus olhos, mas o resultado foi o mesmo. Ele era imune ao meu Genjutsu. Já chega.
— Já chega, você está me amolando! — Me lembrei da situação de Shikamaru envenenado e de Sakura com o inimigo ao lado sem saber.
Com minha única mão pulei para uma a******a logo abaixo de seu corpo, levei a palma contra o peito do peçonhento com força impulsionando-me de costas, seu corpo chocou-se no chão dando um alto estrondo, foi possível escutar seus ossos se quebrando, me distanciei rápido. Para minha surpresa, logo seus olhos se abriram. Tentei criar uma distância entre nós a cada momento, mas o peçonhento buscava uma brecha, jogou-se para cima de mim, evitei o ataque me afastando imediatamente, ele preparou-se para me dar um ataque mortal, por muito pouco fui atingido, senti uma gotícula de seu veneno escorrer por minha testa, evidenciou o quão perto ele chegou. Usei meu jutso estilo raio chidori nagashi, consegui apunhalá-lo e golpeá-lo a certa distância , perfurando fundo, apressadamente sumi dali evitando um contra-ataque de seu ferrão.
— GYAN! — Rosnou. Seu peito passou a derramar quantidades copiosas de sangue, uma ferida terrível se estendeu por todo o cumprimento de seu peitoral. Ele começou a tropeçar, olhei para minha mão coberta de sangue e certifiquei-me do quão profundo o raio entrou no coração do peçonhento. Mas fui surpreendido por um contra-ataque do peçonhento, como era possível ele ainda estar de pé?
Claro, o veneno... Assim como animais peçonhentos, ele estava reagindo a estímulos e por isso, ainda podendo liberar um ataques. Depressa alcancei a bainha de minha espada que ficava escondida, a posicionei, fechei meu olho esquerdo e abri novamente ativando meu Rinnesharingan, mirei minha espada arremessando-a em sua direção, ele desviou confiante, achando que foi um movimento falho, aproveitei que ele baixou sua guarda e troquei de lugar com minha espada, surgindo em suas costas com a Chidori, o apunhalado fatalmente. Sua calda foi arrancada de seu corpo o tornado naquele momento quase um humano, seu corpo ainda mexia-se, eu tinha nítida noção de que a resposta era que o efeito do metabolismo lento dos répteis sustentando os órgãos internos por mais tempo do que o dos mamíferos, logo ele morreria de forma muito mais vagarosa.
— Oh, Perdoe-me, minha senhora... não pude realizar seu sonho. — Exprimia com dificuldade.
Andei em direção ao Shikamaru, ele já apresentava uma coloração diferente (pálida) peguei nos meus braços e parti em direção a casa de Gaara. Depois de algum tempo, entramos na casa residência do Kazekage pela janela, os Ninjas logo nos encontraram, se prepararam para atacar, Temari surgiu.
— OH, Shikamaru! — correu em busca do corpo do rapaz.
— Ele precisa de cuidados imediatos. Onde está a Sakura? — A busquei com meus olhos.
— El-la f-foi atrás da Yuago! — estava aflita. — Keiko, busque imediatamente um médico para Shikamaru!
— HAI! — Um anbu sumiu rapidamente.
— Cuide dele. — Saí em busca dela. Mirei todos os cantos da aldeia afim de ver qualquer movimentação anormal. Escutei um estrondo, notei um grande prédio ser demolido. Disparei para o local.