LOUISE NARRANDO Estamos no carro, Brian dirige o carro com uma das mãos enquanto segura carinhosamente a minha mão com a outra. Nunca pensei que fosse encontrar alguém tão parceiro. Ainda me pergunto porque Brian não se entregou para uma mulher de verdade e preferiu um contrato. Qualquer mulher iria querer um homem como ele, qualquer uma mesmo. — Chegamos. — Ele disse. Eu respirei fundo e ele saiu do carro, eu também, não esperei que ele fosse abrir a porta como sempre faz. Brian segurou minha mão e nós cruzamos o estacionamento escuro do hospital. Há um ar gélido e esquisito em estacionamentos de hospital, como se uma aura sobrenatural pairasse ali. Meu corpo arrepiou, mas logo entramos no hospital e o arrepio passou. — Viemos visitar a senhora Murphy. Pelo que estou sabendo, está na

