Capítulo VI - Parte 2

1365 Words
Finalizando a ligação, prontamente Rebekah mandou mensagem para Joey explicando o que aconteceu e dizendo que iriam ao baile mais tarde. Ela optou por um vestido de seda preto, de alça, cavado até a metade das costas e deixava seu colo à mostra. O vestido tinha uma f***a que ia até a metade da perda direita. Escolheu um salto alto preto, combinando com a pequena bolsa apenas para levar celular, dinheiro e documentos. Às 19 horas em ponto, Joey havia chegado para buscá-la. O caminho foi rápido. Joseph pegou o carro do pai emprestado e Rebekah agradeceu por ele não ter questionado nada sobre o que aconteceu. Assim que chegaram, ela enviou uma mensagem para Jonathan. Logo ele apareceu em frente a faculdade. — Ei! Uau, você está linda! — Jonathan Caminhou até eles e abraçou Bekah. — King! — Fez um toque com ele. — Vamos lá para dentro. Rebekah notou quão bem ele ficava de smoking, mas logo dispersou os pensamentos, lembrando-se da estranha conversa que teve com Cher meses atrás. Eles eram amigos, apenas isso. Porém não conseguia deixar de reparar como ele estava maravilhoso naquela roupa, o cabelo perfeitamente ajustado, a barba por fazer. Seus olhos mais azuis do que nunca. — Bekah! — Ray chamou a atenção da garota. — Ray! — Ela abraçou o amigo. — Cher! — Abraçou ela também. — Enxuga a babinha que estava escorrendo olhando para o Jonathan. — A loira brincou enquanto a abraçava. — Andou pensando sobre o que conversamos? — O quê? — Bekah soltou ela e a encarou. — Seu segredo está seguro comigo. — A loira piscou, parando ao lado do namorado. — Eu não vejo a hora de vir para a faculdade. A bebida tem álcool! — Joey exclamou, com um copo na mão. — E você não vai beber. — Rebekah pegou o copo da mão dele. — Está dirigindo, lembra? — Você pode muito bem dirigir na volta. — Ele resmungou. — Volto já. — Falou com um sorriso sacana, caminhando na direção de duas meninas que sorriam para ele. — Esse Joseph, não muda nada. — Raymond comentou. Uma música começou a tocar e Ray e Cher saíram dali, indo para a pista de dança. Jonathan estendeu a mão para Bekah, que aceitou de imediato. Ele passou a mão em volta da cintura dela e a garota colocou seus braços acima dos ombros dele. Rebekah estava completamente encantada com os perfeitos olhos azuis do amigo. Será que esse seria o seu destino, como Cher disse? E se ele realmente gostasse? Seria uma boa companhia. Eles se conhecem desde sempre, Jonathan sabia tudo que ela gosta ou não. — Ei, Jhonny. Eu amo você. — Ela soltou, sem pensar muito. Não era a primeira vez que dizia para o amigo que o amava, mas sentia que era diferente. — Eu… — O garoto estava desconcertado com a fala da amiga, afinal ele sempre foi apaixonado por ela. — Amo você, Bekah. Jonathan estava sentindo-se calmo e, de certa forma, seguro. Sabia que nada poderia ser tão r**m enquanto tivesse Bekah por perto. E ele sempre a manteria por perto. Bekah por outro lado estava confusa, não entendia ao certo o que estava sentindo. Seu coração estava acelerado e sua mente voava confusa. Distraída, não notou a aproximação do amigo. Jonathan, por outro lado, estava firme. Não completamente, mas tomou a coragem que precisava e aproximou seu rosto da amiga. A música, as luzes, os movimentos lentos acompanhando a melodia, tudo influenciava e estava a favor do garoto. Colando os lábios no da garota, Jonathan iniciou um beijo lento, que causou mistos de emoções em ambos. Bekah estava confusa, mais ainda por estar gostando. Já Jonathan sentia milhões de borboletas em seu estômago, estava realizando um sonho que desejava a muito tempo. Embalados pela melodia lenta, continuaram embarcando naqueles turbilhões de sentimentos que apenas um beijo estava causando. Bekah sentiu um choque de realidade ao cair em si e perceber que estava beijando seu melhor amigo. Aquele que estava com ela desde a infância. Com medo de estragar toda a relação que havia entre eles, a morena empurrou ele, finalizando o gesto de maneira brusca. — Jonathan... É... — Procurava maneiras para dizer o que estava pensando sem acabar com o clima. — Nós somos apenas amigos. Por favor, não vamos estragar tudo. — É… Está tudo bem. Me desculpe. — Atordoado, o garoto saiu dali, deixando Bekah confusa. — Ei, o que aconteceu? Achei que finalmente tinha me escutado. — Cher se aproximou dela. — O quê? Não! — Bekah exclamou. — Estou confusa. — A morena passou as mãos sobre o rosto. — Preciso beber alguma coisa. Horas depois, Rebekah já estava mexida pelo álcool. Não conseguia controlar o que estava sentindo. Jonathan havia desaparecido. Cher dançava animadamente com Ray. E Joseph… Bom, da última vez que o notou ele estava dançando bem animado com duas gêmeas. Bem no meio da pista de dança, a garota movia seu corpo de maneira sensual. O álcool já tomava conta da sua mente, ela estava vendo as coisas embaçadas. Era como se não conseguisse controlar seu corpo e sua mente. Dando mais um gole em seu copo, sentiu o álcool descer rasgando sua garganta. Já estava bastante alterada, quando sentiu um par de mãos em sua cintura acompanhando seus movimentos. Virou-se dando de cara com um par de olhos azuis. — Olá, gatinha. — O moreno falou com a voz rouca. — Olá. — Sorriu sacana. Depois de uma curta conversa, talvez até curta demais, Rebekah sentiu os lábios do moreno encostando nos seus, iniciando um beijo longo e intenso. Ela pensava em Jonathan, no momento que eles tiveram, no que estava sentindo. Porém, o moreno rapidamente a fez esquecer seu amigo. O beijo se intensificava cada vez mais, o desejo estava falando mais alto. Ela se arrependeria no dia seguinte? Com toda a certeza! Mas, por alguma razão não conseguia parar. — Podemos ir para outro lugar? — O garoto propôs. O arrependimento com certeza viria, mas Bekah não estava muito preocupada com isso. Ela queria mais era esquecer o que aconteceu naquele longo dia, e uns bons pegas em um desconhecido talvez não era a melhor solução, mas era o bastante para o momento. Ela não fazia ideia do nome do cara, na verdade m*l conseguia enxergar seu rosto nitidamente. Rebekah sorriu sacana e concordou. O belo jovem pegou sua mão e a puxou para a saída dali, indo em direção ao estacionamento. Puxou a chave do carro do seu bolso e desativou o alarme de um dos carros, abrindo a porta para ela. — Não posso sair daqui, meus amigos estão me esperando. — Rebekah ponderou. Sua voz estava confusa e embolada por conta do álcool. — Relaxa. — Retrucou o moreno. — Não vai ser preciso sair daqui. Ele abriu a porta de trás do carro e fez um sinal com a mão para que ela entrasse. A morena pensou um pouco, mas que m*l haveria? Ela queria, o garoto mais que evidente que queria. Ignorando pensamentos que voltavam para o seu amigo Jonathan, ela entrou no carro e o jovem rapaz a acompanhou, fechando a porta e voltando seu rosto para ela. Ele se aproximou dela e depositou pequenos beijos em seu pescoço, subindo a mão em sua coxa, levantando o vestido. Acariciava a perna de Rebekah enquanto ela iniciava um beijo quente. Desceu suas mãos pelo braço do garoto e levantou sua camisa, tirando com a ajuda dele. Ela passou a perna por cima do menino, encaixando uma de cada lado do seu corpo. O moreno subiu o vestido de Bekah até certa altura, rapidamente desabotoou sua calça. Sentiu seus dedos passarem pelo elástico da calcinha e mordeu o lábio para abafar um gemido. Desceu suas mãos pelo abdômen até sua boxer e a puxou para baixo um pouco. Bekah puxou levemente seus cabelos mordendo seu lábio, seu queixo e começou a beijar seu pescoço sentindo-o apertar sua cintura com força. O garoto se movimentava rapidamente enquanto distribuía beijos por seu ombro e pescoço, e ela puxava seus cabelos e arranhava suas costas.
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