KEYLA Toda quarta-feira eu tenho ido na igreja. É meu jeito torto de tentar me libertar desse desejo absurdo pelo Ben, de botar na cabeça que é errado, muito errado, se envolver com um menino da idade do meu filho. Ainda bem que ele não apareceu de novo aqui em casa depois daquele beijo e tudo mais, que quase me fez perder o juízo. Fiquei sabendo que a correria no morro tá grande, polícia em cima, então ele deve estar ocupado. Mas, meu Deus, como eu queria que ele aparecesse. Que ele invadisse minha casa de novo e me beijasse daquele jeito gostoso que faz eu esquecer até o meu próprio nome. — Chega, Keyla. Para de pensar bobagens. — falei em voz baixa, no meio do culto, como se alguém pudesse ouvir meus pensamentos proibidos. As irmãs da igreja me cumprimentam com sorrisos que não che

