Vick narrando As semanas passaram mais devagar que tartaruga em subida. Cada dia era um arrasto, uma luta pra não enlouquecer dentro de casa. Matteo tava cada vez mais paranóico, e eu? Eu já nem discutia mais. Só bufava, revirava os olhos e deixava ele falar. Mas hoje… hoje era diferente. As contrações tinham começado de manhãzinha, fraquinhas, quase tímidas, mas agora? Agora o bagulho tava doido. — Ai, c*****o! — gemi, segurando a beirada do sofá com força. — Que foi, amor? Tá doendo muito? — Matteo veio correndo da cozinha, o olhar desesperado. — Claro que tá doendo! Parece que tem um tatu cavando saída aqui dentro! — respondi, entre dentes, enquanto outra contração vinha com tudo e eu fechava os olhos com força Matteo ficou branco. Ele, que já encarou tiroteio, fuga da polícia e

