O dia amanhecia frio em Portugal, e Afonso já estava de pé antes mesmo do sol nascer.O quarto ainda escuro, silencioso, mas sua mente já estava desperta, cheia de pensamentos que ele evitava enfrentar. Vestiu-se em silêncio e seguiu para os estudos. As horas passaram entre livros abertos, anotações e explicações difíceis.Ele estava cada vez mais avançado, aprendendo com rapidez, impressionando professores.Mas por trás de toda aquela dedicação… havia fuga. Fuga da saudade. Fuga da dor. Amir estava ao lado dele, concentrado, lendo com atenção, repetindo palavras em voz baixa, escrevendo com cuidado.Ele evoluía a cada dia, cada letra dominada era uma vitória. —Você tá indo bem demais. Afonso comentou, sem tirar os olhos do livro. Amir sorriu de leve. —Eu preciso aprender… não só por

