O tempo não parava, e com ele o menino crescia rápido demais. Já não era mais um recém-nascido nos braços de Jamila. Agora engatinhava pela casa, ria alto, começava a dar os primeiros passos, tropeçando e se levantando com insistência. Mas não era só o crescimento que chamava atenção. Eram os traços. Cada dia mais definidos. Cada dia mais claros. O cabelo, que antes era apenas claro, agora brilhava dourado sob o sol. Os olhos, atentos e vivos, carregavam uma expressão que Jamila conhecia bem demais. E o jeito… o jeito era o que mais doía. O modo como ele olhava. Como franzia a testa quando algo não dava certo. Como sorria de lado. Era impossível não ver. Era impossível não lembrar. Afonso. Jamila observava em silêncio, sentada na porta do alojamento enquanto o menino brinc

