Capítulo 40

961 Words
Jamila entrou na casa grande e foi direto para a cozinha, tentando se ocupar. — Chinara, posso ajudar? — Pode sim. Ela começou a organizar as coisas, ainda abalada. Sol entrou animada, jogando a bolsa de lado. — Cheguei! Olhou ao redor. — Cadê o Afonso? Chinara respondeu sem olhar muito. — Não vi. Sol virou para Jamila. — Você viu? — Não. Sol parou, observando melhor. — Você tá estranha. Jamila tentou sorrir. — Eu não tô. — Tá sim. — Não tô triste… Sol cruzou os braços. — Então por que essa cara? Jamila respirou fundo. — Eu tô feliz. — Feliz? — Vou casar. Sol arregalou os olhos. — Casar? — Sim. — Com o Afonso? Jamila balançou a cabeça. — Não. — Então com quem? — Com o feitor. Sol deu um passo pra trás. — Você tá mentindo. — Não tô. — Isso não faz sentido! — Faz sim… faz uns dias que a gente começou a se gostar. Sol ficou confusa. — E o Afonso? Jamila desviou o olhar. — Não dava… — Por quê? — A gente não podia ficar junto. Silêncio. Sol abaixou um pouco a cabeça. — Eu imaginei… — A mãe… as pessoas… Jamila assentiu. — Era impossível. Sol respirou fundo. — Eu vou falar com ele. Ela saiu apressada. Encontrou Afonso no celeiro, guardando o cavalo. — Afonso… Ele nem virou. — O que foi? — Eu falei com a Jamila. Ele parou. — E aí? — Ela disse que vai casar com o feitor. Silêncio. Afonso fechou os olhos por um instante. — É verdade. Sol se aproximou. — Você sabia? — Fui eu que ouvi dela. — E você tá assim? Ele soltou um riso fraco. — Assim como? — Destruído. Silêncio. — Eu não vou aguentar isso. — Afonso… — Eu não vou aguentar ver eles juntos. Sol abraçou ele. — Eu tô aqui. Afonso encostou a cabeça nela. — Eu amava ela… — Eu sei. — Eu ainda amo. Sol apertou o abraço. — Vai passar… — Não sei se vai. — Eu vou te ajudar. Afonso ficou em silêncio. Mas pela primeira vez… não estava sozinho. Os dias passaram arrastados. As lágrimas já tinham acabado… só restava a dor. Jamila já não chorava mais. Trabalhava em silêncio, evitava olhar para Afonso, evitava sentir. Cristiano observava de longe, respeitando o espaço dela. Chinara organizava as coisas da casa, mas a cabeça estava em outro lugar. — Esse casamento vai acontecer mesmo… Olhava os tecidos, as panelas, tentando imaginar. — Como vai ser isso… Na sala, Ofélia conversava com um homem. — Quero que resolva isso logo. — Já está sendo providenciado. — Eu não gosto de esperar. — Em poucos dias estarão aqui. Ofélia assentiu. — Ótimo. Do lado de fora, Jamila carregava algumas roupas quando Chinara se aproximou. — Você tá pronta pra isso? — Não… — Mas vai ter que estar. Jamila respirou fundo. — Meus irmãos vão estar aqui… — Vão. — Então já vale a pena. Chinara olhou com tristeza. — E seu coração? Jamila desviou o olhar. — Esse já não importa mais. Mais afastado, Afonso observava escondido. — Eu não acredito que isso tá acontecendo… Sol apareceu ao lado dele. — Para de se machucar assim. — Eu não consigo. — Ela já fez a escolha dela. — Não foi escolha… Sol suspirou. — Então foi o destino. Afonso olhou fixo. — Eu odeio esse destino. No fundo da casa, Cristiano mexia em algumas coisas, pensativo. — Eu vou fazer isso dar certo… Chinara voltou a falar, mais preocupada. — Dona Ofélia já tá organizando tudo. — Eu sei. — Não vai ser um casamento comum. — Nada na minha vida é comum. Chinara segurou a mão dela. — Você ainda pode ser feliz. Jamila deu um leve sorriso, triste. — Eu vou tentar. E enquanto tudo se organizava… o casamento se aproximava. Mas não era um dia de alegria. Era um acordo. Um sacrifício. Cristiano estava no quarto, organizando algumas coisas em silêncio. Ouviu uma batida leve na porta. — Pode entrar. A porta se abriu devagar. Era Jamila. — Posso? — Claro. Ela entrou, um pouco tímida, e fechou a porta atrás de si. Ficaram em silêncio por alguns segundos. — Você tá bem? — ele perguntou. — Tô tentando… Jamila sentou na beira da cama. Cristiano se aproximou, mantendo distância respeitosa. — Eu tô aqui pra você… pra tudo que precisar. Ela olhou pra ele, com os olhos carregados de emoção. — Eu sei… por isso eu vim. — O que foi? Jamila respirou fundo. — Eu preciso da sua ajuda em mais uma coisa. — Pode falar. Ela hesitou por um instante. — Eu preciso esquecer o Afonso. Silêncio. Cristiano ficou sério. — E como você acha que eu posso ajudar nisso? Jamila levantou o olhar… e tomou uma decisão. Se aproximou. E o beijou. No começo foi um beijo tímido… inseguro. Mas Cristiano correspondeu. Com cuidado. Sem pressa. As mãos dele tocaram de leve a cintura dela. — Tem certeza disso? — Tenho… O beijo voltou, mais intenso,ele a puxou com mais firmeza,enquanto suas mãos deslizava pel suas curvas perfeitas. Cristiano lembrou o quanto queria aquele corpo,para tocar e beijar e enquanto lembrava dela tomando banho no rio e o bico do seus s***s amostra no tecido fino e molhado. Ele não suportou o desejo começou tirar sua roupa com força,como se tivesse medo daquele momento acabar. Por um momento Jamila teve medo,mais quando ele começou a beijar seus s***s daquela forma,como se não quisesse parar nunca mais,Jamila se entregou mais,é não segurou os gemidos. A língua dele aquecendo sua pele,era muito bom. Cristiano naquela noite teve em seus braços a mulher que ele desejava.
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