Jamila entrou na casa grande e foi direto para a cozinha, tentando se ocupar.
— Chinara, posso ajudar?
— Pode sim.
Ela começou a organizar as coisas, ainda abalada.
Sol entrou animada, jogando a bolsa de lado.
— Cheguei!
Olhou ao redor.
— Cadê o Afonso?
Chinara respondeu sem olhar muito.
— Não vi.
Sol virou para Jamila.
— Você viu?
— Não.
Sol parou, observando melhor.
— Você tá estranha.
Jamila tentou sorrir.
— Eu não tô.
— Tá sim.
— Não tô triste…
Sol cruzou os braços.
— Então por que essa cara?
Jamila respirou fundo.
— Eu tô feliz.
— Feliz?
— Vou casar.
Sol arregalou os olhos.
— Casar?
— Sim.
— Com o Afonso?
Jamila balançou a cabeça.
— Não.
— Então com quem?
— Com o feitor.
Sol deu um passo pra trás.
— Você tá mentindo.
— Não tô.
— Isso não faz sentido!
— Faz sim… faz uns dias que a gente começou a se gostar.
Sol ficou confusa.
— E o Afonso?
Jamila desviou o olhar.
— Não dava…
— Por quê?
— A gente não podia ficar junto.
Silêncio.
Sol abaixou um pouco a cabeça.
— Eu imaginei…
— A mãe… as pessoas…
Jamila assentiu.
— Era impossível.
Sol respirou fundo.
— Eu vou falar com ele.
Ela saiu apressada.
Encontrou Afonso no celeiro, guardando o cavalo.
— Afonso…
Ele nem virou.
— O que foi?
— Eu falei com a Jamila.
Ele parou.
— E aí?
— Ela disse que vai casar com o feitor.
Silêncio.
Afonso fechou os olhos por um instante.
— É verdade.
Sol se aproximou.
— Você sabia?
— Fui eu que ouvi dela.
— E você tá assim?
Ele soltou um riso fraco.
— Assim como?
— Destruído.
Silêncio.
— Eu não vou aguentar isso.
— Afonso…
— Eu não vou aguentar ver eles juntos.
Sol abraçou ele.
— Eu tô aqui.
Afonso encostou a cabeça nela.
— Eu amava ela…
— Eu sei.
— Eu ainda amo.
Sol apertou o abraço.
— Vai passar…
— Não sei se vai.
— Eu vou te ajudar.
Afonso ficou em silêncio.
Mas pela primeira vez…
não estava sozinho.
Os dias passaram arrastados.
As lágrimas já tinham acabado… só restava a dor.
Jamila já não chorava mais. Trabalhava em silêncio, evitava olhar para Afonso, evitava sentir.
Cristiano observava de longe, respeitando o espaço dela.
Chinara organizava as coisas da casa, mas a cabeça estava em outro lugar.
— Esse casamento vai acontecer mesmo…
Olhava os tecidos, as panelas, tentando imaginar.
— Como vai ser isso…
Na sala, Ofélia conversava com um homem.
— Quero que resolva isso logo.
— Já está sendo providenciado.
— Eu não gosto de esperar.
— Em poucos dias estarão aqui.
Ofélia assentiu.
— Ótimo.
Do lado de fora, Jamila carregava algumas roupas quando Chinara se aproximou.
— Você tá pronta pra isso?
— Não…
— Mas vai ter que estar.
Jamila respirou fundo.
— Meus irmãos vão estar aqui…
— Vão.
— Então já vale a pena.
Chinara olhou com tristeza.
— E seu coração?
Jamila desviou o olhar.
— Esse já não importa mais.
Mais afastado, Afonso observava escondido.
— Eu não acredito que isso tá acontecendo…
Sol apareceu ao lado dele.
— Para de se machucar assim.
— Eu não consigo.
— Ela já fez a escolha dela.
— Não foi escolha…
Sol suspirou.
— Então foi o destino.
Afonso olhou fixo.
— Eu odeio esse destino.
No fundo da casa, Cristiano mexia em algumas coisas, pensativo.
— Eu vou fazer isso dar certo…
Chinara voltou a falar, mais preocupada.
— Dona Ofélia já tá organizando tudo.
— Eu sei.
— Não vai ser um casamento comum.
— Nada na minha vida é comum.
Chinara segurou a mão dela.
— Você ainda pode ser feliz.
Jamila deu um leve sorriso, triste.
— Eu vou tentar.
E enquanto tudo se organizava…
o casamento se aproximava.
Mas não era um dia de alegria.
Era um acordo.
Um sacrifício.
Cristiano estava no quarto, organizando algumas coisas em silêncio.
Ouviu uma batida leve na porta.
— Pode entrar.
A porta se abriu devagar. Era Jamila.
— Posso?
— Claro.
Ela entrou, um pouco tímida, e fechou a porta atrás de si.
Ficaram em silêncio por alguns segundos.
— Você tá bem? — ele perguntou.
— Tô tentando…
Jamila sentou na beira da cama.
Cristiano se aproximou, mantendo distância respeitosa.
— Eu tô aqui pra você… pra tudo que precisar.
Ela olhou pra ele, com os olhos carregados de emoção.
— Eu sei… por isso eu vim.
— O que foi?
Jamila respirou fundo.
— Eu preciso da sua ajuda em mais uma coisa.
— Pode falar.
Ela hesitou por um instante.
— Eu preciso esquecer o Afonso.
Silêncio.
Cristiano ficou sério.
— E como você acha que eu posso ajudar nisso?
Jamila levantou o olhar… e tomou uma decisão.
Se aproximou.
E o beijou.
No começo foi um beijo tímido… inseguro.
Mas Cristiano correspondeu.
Com cuidado.
Sem pressa.
As mãos dele tocaram de leve a cintura dela.
— Tem certeza disso?
— Tenho…
O beijo voltou, mais intenso,ele a puxou com mais firmeza,enquanto suas mãos deslizava pel suas curvas perfeitas.
Cristiano lembrou o quanto queria aquele corpo,para tocar e beijar e enquanto lembrava dela tomando banho no rio e o bico do seus s***s amostra no tecido fino e molhado.
Ele não suportou o desejo começou tirar sua roupa com força,como se tivesse medo daquele momento acabar.
Por um momento Jamila teve medo,mais quando ele começou a beijar seus s***s daquela forma,como se não quisesse parar nunca mais,Jamila se entregou mais,é não segurou os gemidos.
A língua dele aquecendo sua pele,era muito bom.
Cristiano naquela noite teve em seus braços a mulher que ele desejava.