📓 Adrian Monteiro O dia amanheceu cinza, daqueles que parecem feitos pra negócio sujo e decisão definitiva. E eu acordei com o gosto amargo da insônia e a lembrança dela ainda grudada na pele. Vesti a camisa preta, fechei o terno devagar, prendi o relógio no pulso e, pela primeira vez em semanas, senti que a mente tava no lugar ou, pelo menos, no controle da loucura. O espelho me devolveu a imagem que o mundo conhece: o empresário frio, o olhar calculado, o homem que compra o que quiser. Mas lá no fundo, eu sabia eu não queria só o clube. Queria o poder de fazer a Vênus voltar a dançar. Desci pro estacionamento e entrei no carro. O motorista nem teve tempo de perguntar o destino. — Aurora Club. — foi tudo que eu disse. O trajeto passou lento, São Paulo acordando com buzina, chuv

