📓 Isabela Duarte O quarto estava mergulhado naquela penumbra calma que antecede a noite. O abajur derramava uma luz dourada sobre o rosto dela minha Sera. Adormecida, com o urso azul enroscado nos braços, o cabelo bagunçado no travesseiro e aquele meio sorriso que parecia sonhar acordada. Fiquei ali, sentada na beira da cama, só olhando. Respirando devagar, tentando me convencer de que aquele era um momento comum, simples, seguro. Mas o coração não obedecia. O coração nunca obedece quando é irmã que a gente ama. Fechei os olhos por um segundo, sentindo o corpo finalmente relaxar depois de uma noite inteira de insônia. Encostei a cabeça na beira do colchão, e antes que percebesse, o sono me puxou pra dentro leve, cansado, necessário. Nem sei quanto tempo passou. Só sei que aco

