đź““ Isabela Duarte O sol já tinha se escondido atrás dos prĂ©dios quando o celular vibrou em cima da cĂ´moda. Peguei o aparelho sem nem olhar o nĂşmero, ainda distraĂda com o jeito que Seraphina ria do urso azul aquele bicho enorme que agora dominava metade da cama. — Isa, atende logo, vai que Ă© o Adrian. — ela provocou, com o riso m*****o. Revirei os olhos, mas atendi. — Fala. Do outro lado, a voz da Lola veio afiada, urgente e levemente rouca, como sempre. — Isa, amor, mudança de planos. O dono novo quer uma dança particular hoje Ă noite. E adivinha? — fez uma pausa dramática. — Ele pediu vocĂŞ. SĂł vocĂŞ. Meu estĂ´mago gelou. — Como assim “dono novo”? — Sei lá, menina. — respondeu, apressada. — SĂł sei que o Aurora mudou de mĂŁos, e o gerente quase teve um treco hoje. Disse que o cara

