đź““ Isabela Duarte Fiquei olhando pra ela pelo espelho, tentando processar. “Dono novo. Sala vermelha. Dança particular.” Tudo nessa frase tinha cheiro de problema e perfume caro. — Eu tenho mesmo que dançar pra esse novo dono sem nome? — perguntei, girando devagar na cadeira. — Nem um nome, Lola? Um rosto, um detalhe? Alguma pista? Ela deu de ombros, mordendo a tampa do batom. — O gerente falou que ele Ă© discreto. Daqueles que nĂŁo aparecem, sĂł mandam. — E entĂŁo completou, com aquele sorrisinho sacana: — Mas o homem vai pagar bem, Isa. É o jeito dele dar as boas-vindas. — “Boas-vindas”? — repeti, o riso vindo amargo. — Que tipo de boas-vindas precisa de uma mulher mascarada e um copo de uĂsque? Lola arqueou a sobrancelha. — As melhores, amor. Revirei os olhos. — VocĂŞ fala isso como

