Luci havia fugido sorrateiramente de casa durante a madrugada para se encontrar com o sr. John. Por Deus, ninguém em hipótese alguma poderia sonhar com algo do tipo, nem mesmo Abby, ou brigaria com ela, não, na verdade a mataria. A mataria sem sombra duvidas. A jovem estava começando a entrar em um leve desespero, pois seus pais estavam tentando tramar uma aliança planejada entre ela e um dos filhos de um amigo do casal. Henry, por Deus, ele era um tremendo porre e Luci não podia nem pensar na hipótese de se casar com alguém como ele.
Estava decidida, se necessário fosse fugiria com John.
Quando o viu Luci se lançou nos braços do homem que amava e ele a abraçou com força. Já não se viam a algumas luas, Luci sabia que seus pais nunca permitiram o relacionamento graças a fama precária que ele carregava e era um tanto quando difícil fugir durante a madrugada - e aquele havia sido a primeira noite que tivera coragem. - Portando, o encontro do casal tendia a ser um episódio raro. Mas o que Lucia não sabia era que e aquela fora a primeira vez de uma noite que ela com certeza jamais esqueceria.
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Abby abriu os olhos enquanto se espreguiçava na cama. Estava cedo, mais cedo do que as pessoas normalmente costumavam acordar, mas ela tinha muito o que fazer. Muita colheita a conferir, animais a tratas e cálculos a fazer. E além do mais, teria uma reunião com um novo empreendedor de seu pai. O dia seria cheio, sem sombra de dúvidas.
Ela escovou os dentes com o ** dental e desceu alegremente para o café enquanto cantarolava uma baixa melodia. Seu pai e sua mãe já estavam postos a mesa, apenas aguardando a filha para darem início ao desjejum.
- Bom dia querida. - Ecoaram em uníssono como era de costume.
- Bom dia papai, mamãe.
Abby engoliu seu café rapidamente, vestiu uma calça - o que fazia sua mãe quase ter uma síncope -, subiu no cavalo - o que fazia sua mãe ter uma síncope - e seguiu até a plantação.
A sra. Cooler tendia a ser uma mãe superprotetora, Abby era a única filha do casal, e havia tido diversos problemas respiratórios não identificados na infância. Mas até que, para uma garota " adoentada " - como dizia a mãe - ela ainda tinha muita liberdade. Não que alguém conseguisse convencê-la do contrário, e quando tentavam, Abby batia o pé, vestia sua calça e ia para o mato.
Ela plantou a mão na cintura enquanto observava os homens de seu pai com as mãos na massa. Amava tomar conta da terra, dos gastos, dos ganhos e ter tudo na ponta do tinteiro, mas sabia que jamais seria capaz de um trabalho daquele, e por isso gostava de admirar o esforço daqueles homens. Eram empenhados e ótimos trabalhadores, portanto, todo ano Abby os dava um aumento significativo.
- Como está sr. Brown? .- Ela perguntou ao chefe da colheita enquanto colocava a mão sobre os olhos na expectativa de tampar o sol.
Ele era o empregado mais antigo de seu pai e já não achava nem um pouco estranho a presença dela ali, diferente dos outros que talvez nunca fossem se acostumar. Ele limpou uma gota de suor que escorria em sua testa.
- Está tudo nos conformes srta. Cooler. Tudo me leva a crer que teremos uma ótima safra essa lua.
Ela sorriu satisfeita e deu de ombros após um sorriso empenhado para o homem.
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