Acordei antes do sol nascer. Na verdade, nem dormi direito. Passei a madrugada inteira sentado na varanda do segundo andar, fumando um cigarro atrás do outro, pensando no risco real de Taynara não voltar. Depois do surto de Aleksandr, tudo poderia ter ido por água abaixo. Desci para a cozinha por volta das seis e meia. O clima na casa estava pesado. Aleksandr estava encostado na ilha, braços cruzados, olhar perdido na xícara de café preto. Parecia destruído. Diego andava de um lado para o outro, tenso, irritado com o russo. — Hoje ninguém encosta nela sem minha autorização — declarei, servindo meu café. — Nem você, Alek. Nem você, Diego. Vamos fazer do jeito certo. Aleksandr assentiu sem dizer nada. Diego parou de andar e me olhou. — Você acha mesmo que ela vem? — perguntou. — Ela ve

