Eu estava perdendo o controle. Observava Taynara falar ao telefone com aquele moleque e algo dentro de mim escurecia. Cada palavra doce que ela dizia para ele era como uma faca girando na minha garganta. “Carlos... estou bem... eles cuidaram de mim...” Minhas mãos tremiam ao lado do corpo. Eu tentava respirar. Tentava me lembrar de tudo que Matteo e Diego tinham dito sobre paciência, sobre conquista lenta, sobre o Contrato. Mas a visão dela ali, falando com outro homem... era demais. Ela desligou. E eu surtei. Em dois passos largos eu estava na cama. Segurei seus ombros com firmeza, talvez forte demais, e a puxei para mim. — Você não vai com ele — rosnei, a voz sainha rouca, quase animal. — Você não vai a lugar nenhum. — Alek! — Diego gritou atrás de mim. Eu não ouvi. Não consegui

