Capítulo 135 — O perigo observa

1125 Words

A noite se estendia profunda e silenciosa, fria o suficiente para que cada sombra parecesse ter peso próprio. O céu estava encoberto, sem lua à vista, e a chuva fina tamborilava contra os telhados da mansão, espalhando reflexos difusos pelos vidros. O vento agitava as árvores ao redor, fazendo os galhos se contorcerem como mãos invisíveis tentando tocar a escuridão. Cada som da noite parecia amplificado o farfalhar das folhas, o tilintar da água nas calhas, o sussurro distante do mundo acordado e inquieto. Dentro da mansão, o silêncio contrastava com a tempestade lá fora. Tudo estava calmo, mas pesado, como se a própria noite carregasse lembranças, decisões e segredos, aguardando o amanhecer para revelar seu peso. O quarto parecia seguro, mas lá fora a noite era um manto sombrio e úmido

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