Capítulo 66 - Perdendo o controle ( Fim )

1865 Words
Continuação do flashback… Bryan não respondeu. Apenas puxou Mia pelo braço e a abraçou, encarava Axel como um Predador, a respiração dele acelerada o peito subindo e descendo. A boate ficou em silêncio por um momento, até que os mais velhos vinheram para ver o que estava acontecendo. O clima na boate estava elétrico, os irmãos ainda se encarando como lobos prontos para o próximo ataque, quando uma voz cortou o ar como um trovão: — BASTA! QUE MERDA VOCÊS IDIOTAS ESTÃO FAZENDO? Gustavo Blackwolf, um dos tios mais velhos da família, avançou entre a multidão, seu porte imponente e a autoridade na voz fazendo até os mais corajosos recuarem. Ele era um guerreiro, um dos líderes do bando, e ninguém ousava desafiá-lo. Ao seu lado, Gabriel Blackwolf, outro irmão mais velho e figura respeitada, seguiu com passos firmes, os olhos ardendo de desaprovação. — Que vergonha! — Gustavo rugiu, agarrando Bryan pelo colarinho e Axel pelo braço, separando-os com força bruta. — Dois alfas, dois irmãos, se batendo como animais em frente a todos! Vocês não têm orgulho? Bryan, com o sangue escorrendo pelo rosto de um corte na sobrancelha (fruto da queda violenta na mesa de drinks), bufou, mas não resistiu. Axel, com o lábio partido e o nariz sangrando, também recuou, ainda respirando pesado. — Para a sala reservada. AGORA. — Gabriel ordenou, a voz gelada. Ninguém discutiu. Ben, Brandon , Gael e Niel imediatamente cercaram os irmãos, evitando que a briga recomeçasse, enquanto Selena e as outras garotas se aproximaram de Mia, que estava pálida, os olhos vidrados em Bryan. Ela não aguentou. Assim que a comitiva começou a se mover em direção à sala VIP, Mia escapou das amigas e correu para Bryan, ignorando o sangue, a raiva, tudo. — Você tá machucado… — Ela murmurou, tentando tocar seu rosto. Ele desviou, os olhos ainda ardentes de fúria e algo mais—culpa? Frustração? Mas quando ela insistiu, segurando seu queixo com firmeza para examinar o corte, ele não a afastou. — Não foi nada. — Ele resmungou, mas a voz já estava menos áspera. Axel, vendo a cena, revirou os olhos. — Se fazendo de durão, para ganhar atenção irmão. Bryan lançou-lhe um olhar assassino, mas Gustavo interveio antes que as palavras virassem golpes de novo. — Cala a boca, Axel. Vocês dois sendo fracos…dois alfas como não perceberam que hoje é lua cheia? Eles foram levados para a sala reservada, um espaço luxuoso e à prova de som. Lá, os tios, Gustavo e Gabriel, obrigaram os dois Alfas a sentarem-se um de frente para o outro, em sofás separados, a tensão palpável no ar. Enquanto Axel encarava Bryan com uma fúria nítida, Bryan retribuía o olhar com um desafio debochado, o canto dos lábios manchado de sangue. Mia, ainda ao lado de Bryan, puxou um lenço limpo da sua bolsa e, com mãos trémulas, tentou estancar o sangue do corte na sobrancelha dele. Bryan, observando o irmão, passou os braços pelas nádegas de Mia, puxando-a para que ficasse sentada no seu colo. Ele não a segurava com carinho; sua pegada era possessiva, um gesto claro para Axel e para quem mais estivesse olhando. “Ela é minha”, seus olhos pareciam dizer. “Pode lutar o quanto quiser, mas ela pertence a mim e sempre pertencerá.” Mia sentiu o desconforto, mas não se moveu. Aquele gesto dele, tão público e tão possessivo, era a forma dele de reafirmar o seu domínio, mesmo enquanto era repreendido pelos tios. Ela sabia que ele a via como sua propriedade, seu prêmio. E, naquele momento, Bryan não a afastou, ele a usou. Ela sabia que aquela noite ainda não tinha acabado. Depois de um tempo, foram para a casa de Bryan, a imponente mansão à beira-mar dos Blackwolfs, seu segundo lar. Mia passava mais tempo nos Blackwolfs do que na própria casa, a Mansão Ashowrth. A porta do quarto bateu com força quando Bryan empurrou Mia para dentro, seus lábios já se encontrando em um beijo feroz que roubou seu fôlego. A escuridão do quarto era quebrada apenas pelos raios prateados da lua cheia que entravam pela janela, iluminando parcialmente seus corpos enquanto ele a pressionava contra a parede. Suas mãos grandes e quentes subiram por baixo da blusa dela com urgência, os dedos explorando cada curva antes de puxar o tecido para cima com força, arrancando a peça e jogando-a em algum canto esquecido do quarto. A saia dela deslizou pelo corpo com um simples puxão, seguida pela calcinha que ele removeu com os dentes, fazendo Mia gemer quando o calor de sua respiração atingiu sua pele sensível. Bryan já estava completamente nu - seu corpo impressionante mesmo na juventude, cada músculo definido, e seu m****o enorme, já totalmente ereto e pulsando visivelmente, pressionando contra a coxa dela com insistência. Mia arqueou as costas quando ele subiu sobre ela, sua boca quente fechando em torno de um mamilo enquanto a outra mão apertava o seio oposto. A língua dele circulou o bico antes de sugar com força, fazendo-a gritar seu nome. Ela podia sentir sua umidade escorrendo, seu corpo já totalmente preparado para ele. Sem pensar, esfregou-se contra o comprimento duro dele, fazendo o p.a.u escorregar entre seus lábios inferiores úmidos. Bryan rosnou baixo, seus olhos azuis brilhando como fogo líquido na escuridão quando se afastou por um instante. "— Você é maravilhosa", ele disse, a voz rouca de desejo enquanto suas mãos grandes percorriam cada centímetro do corpo dela, "— É toda minha." Cada palavra era carregada de pura posse. " — Toda minha..." O rugido que saiu de sua garganta foi quase animal antes que ele descesse. Mia gritou quando a boca dele encontrou seu c******s, a língua quente e hábil começando a torturá-la sem piedade. Seus dedos se enterraram em seus cabelos loiros, pressionando-o mais contra ela enquanto as pernas tremiam. " — Bryan... não para..." ela suplicou, a voz trêmula e quebrada. Ele respondeu com outro rosnado gutural, aprofundando seus movimentos. Quando dois dedos largos se enfiaram dentro dela sem aviso, seu corpo arqueou violentamente da cama, os músculos contraindo em torno deles. "— Po.r.r.a Mia, você é muito deliciosa!" ele exclamou contra sua pele, a língua trabalhando incansavelmente até fazê-la explodir em um clímax convulsivo que a deixou vendo estrelas. Mas Bryan não esperou. Antes que ela pudesse recuperar o fôlego, ele já estava sobre ela, seu m****o enorme pressionando contra sua entrada inchada e sensível. "— Olha pra mim", ordenou, a voz rouca e dominadora "— Eu quero que você me olhe nos olhos quando eu estiver dentro de você". Mia obedeceu, encontrando seus olhos azuis ardentes como brasas. Então, com um movimento fluido e potente, ele enterrou-se até o fim dentro dela num único empurrão, fazendo-a gritar alto. "— C.a.r.a.l.h.o, como você é gostosa!" Ele começou a se mover com uma fúria primitiva, cada estocada mais forte que a anterior, a cama batendo contra a parede com o ritmo brutal. Mia agarrou-se a seus ombros largos, as unhas cravando em sua pele musculosa, enquanto ele a possuía com uma intensidade que fazia seu corpo tremer incontrolavelmente. Ele puxou seu rosto para um beijo selvagem, sua língua invadindo sua boca, fazendo-a sentir o próprio gosto nela enquanto continuava a f.od.er-la sem piedade. Quando finalmente explodiu dentro dela com um rugido gutural, seu corpo tremendo violentamente de prazer, Mia chegou ao clímax novamente, seu sexo pulsando em torno dele como uma luva quente. Ele permaneceu dentro dela, seus movimentos agora mais lentos mas ainda profundos e precisos, prolongando o prazer de ambos até o último segundo. Foi nesse momento de total conexão, com as testas suadas coladas e respirações ofegantes, que Mia sussurrou quebrada: "— Eu te amo, Bryan." Ele parou por uma fração de segundo, quase imperceptivelmente. O beijo que se seguiu foi lento, quase doce, antes que ele murmurasse contra seus lábios inchados: "— Eu também." As lágrimas encheram seus olhos imediatamente, escorrendo pelos lados do rosto. "— Você não consegue dizer que me ama, não é?" Bryan afastou-se bruscamente, esfregando o rosto com frustração. "— Ah, é sério isso, Mia? Eu acabei de dizer que sim!" Ela virou o rosto, o choro aumentando enquanto a adrenalina baixava. "— Por que você me odeia tanto? O que fiz para você não conseguir-me amar?" Ele soltou um suspiro longo e profundo, o seu peito largo subindo e descendo rapidamente. Dentro dele, uma guerra se travava. A primeira vez deles, o sangue dela, o coração quase parando… tudo o lembrava do quanto podia perdê-la. A maldita festa, ela com outro, a insegurança, o ciúme a maldição Blackwolf sempre mexia onde doía mais, amplificando sentimentos até virarem tormenta. Ele via Beto Blackwolf, seu pai biológico, morrer por amar demais. Via Nathanael, o pai que o criou, se consumir por não ser amado. Ambos engolidos pela mesma sombra emocional guiados por obsessão, dependência e pela maldição que corrói os Blackwolf por dentro. “Eu não vou ser como eles”, pensou, o peito apertado. “Não vou deixar a maldição me controlar. Não vou amar até ser destruído.” O medo não era amar Mia era de sucumbir a maldição. Era se perder dentro disso como todos os Blackwolfs antes dele. "Não vou ser fraco como eles", pensou com amargura. "—Não vou me entregar completamente só para ser destruído depois." Mas Mia estava ali, frágil e machucada, e ele não conseguia ignorar. " — Mia, você e eu somos companheiros destinados. Desde o nascimento. Você sabe disso." Sua voz era firme, mas havia uma tensão inegável nela. " - Eu tenho sentimentos por você. Como não teria? Eu disse 'eu também'. Isso não é suficiente?" Ela balançou a cabeça, as lágrimas escorrendo livremente enquanto tremia. " — Não. Não é." Bryan respirou fundo, tentando se controlar. Cada fibra do seu corpo respondia a ela - seu instinto de lobo gritava que ela era sua, mas seu medo de se entregar completamente era maior. " — Você está sendo guiada pela lua. Não está pensando direito." Estendeu a mão, puxando o lençol. "Vem cá. Vamos dormir." Mia hesitou, olhando para a porta e depois para ele. Para onde mais ela iria? Com um tremor final, ela cedeu, vestindo apenas a calcinha e a camisa larga dele antes de se deitar. Bryan a puxou contra seu corpo quente, como se, mesmo frustrado, não conseguisse resistir ao contato. Enquanto ela chorava até dormir, ele ficou acordado, observando seu rosto iluminado pela lua. Odiando-se por ter cedido, por ter dado a ela o que queria, mesmo que apenas parcialmente. Sabia que ela não acreditara totalmente em suas palavras. Mas também sabia que, por enquanto, ela não tinha forças para ir embora. E essa pequena vitória, por mais amarga que fosse, teria que bastar. Pelo menos até a próxima lua cheia, quando tudo se repetiria novamente. Porque esse era seu destino - amar e odiar, possuir e resistir, tudo ao mesmo tempo. O ciclo infinito de dois lobos destinados que não sabiam como ser felizes juntos, mas eram incapazes de ficar separados. FIM DO FLASHBACK
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