— Mia ? Bryan acha por ela em desespero ao sentir um leve movimento dela.
O mundo de Bryan tinha sido reduzido a cinzas frias nos últimos dias. Cada batimento cardíaco era um eco do pavor que o consumia. Ele sentia o peso da coroa de Alfa, o peso das vidas que dependiam dele, e o terror paralisante de quase perder a única pessoa que dava significado a tudo. Agora, de repente, tudo mudou. Foi um clarão prateado que irrompeu, não apenas do seu corpo, mas da própria água, como se o líquido tivesse sido tocado pela varinha da Deusa da Lua.
O veneno que a aprisionava, que roubava sua luz, agora estava sendo forçado para fora, em ondas de névoa escura que se dissolviam instantaneamente ao tocar a superfície.
Os dedos tremeram. Os olhos se abriram apenas um pouco, revelando um brilho prateado por trás das íris humanas.
Aquele brilho... era o fogo da vida, o fogo de Mika, a loba, e o poder puro da Sigma. Era a prova de que o destino deles era inquebrável.
— Bryan...? — sussurrou, num fio de voz.
Aquele sussurro. Era a sua voz, a melodia que ele achava que nunca mais ouviria. A alma dele se estilhaçou e se recompôs num único instante de êxtase.
Ele engasgou. — Você voltou... meu amor, você voltou. — E puxou o corpo dela contra o seu, ambos submersos até os ombros, ofegantes, queimando e tremendo.
O calor dela era real. Não o calor febril da doença, mas o calor vulcânico da loba em chamas. Ele apertou-a com uma força desesperada, querendo fundir-se a ela, nunca mais deixá-la ir. As lágrimas, reprimidas por dias, escorreram pelo seu rosto e se misturaram à água.
O cheiro dela inundou seus sentidos, ancorando-o de volta à realidade.
A porta do quarto, do outro lado da parede, começou a tremer. Alguém batia. — Bryan?! O que está acontecendo? — era Benjamin.
Benjamin, o fiel Beta, sentia a explosão de poder que emanava do quarto, sacudindo a estrutura de mármore e madeira da mansão. O medo de que fosse um ataque ou uma crise final tinha Ben à beira de arrombar a porta.
Mas ele não respondeu. Porque, naquele momento, só existiam dois corpos dentro da água — dois corações, duas almas, e o eco da Deusa da Lua vibrando entre eles.
— Ela está bem Ben, não se preocupe! – Bryan respondeu lá de dentro e então as batidas cessaram.
A voz dele era rouca, m*l reconhecível, carregada de um alívio tão profundo que beirava a dor. Benjamin recuou, compreendendo que testemunhava um momento sagrado, a reafirmação de um Alfa e sua Sigma.
Mia voltou a respirar melhor. Seu coração, antes um tambor fraco, começou a bater forte e constante, pulsando com vida renovada. A recuperação que antes parecia impossível agora se movia freneticamente por suas veias. A ferida no pescoço se fechava, a pele se regenerando com uma velocidade sobrenatural. Não havia mais nenhuma gota do veneno nela; a substância sombria havia sido purificada, expulsa de seu corpo.
A cura não era apenas física; era um renascimento. Ela sentia o poder da Sigma pulsando, não apenas como uma marca de status, mas como a essência da própria Deusa da Lua em seu sangue. Cada nervo, cada músculo, cantava com uma nova força. Mika estava exultante, uivando de triunfo contra a morte, exigindo a celebração da vida.
Ela podia sentir tudo ao seu redor novamente, os sentidos aguçados, a energia transbordando. Os olhos brilharam com o fulgor prateado da Deusa, e sua loba, Mika, rugiu em alto e bom som em sua mente: "MIA! ESTAMOS CURADAS!" o poder brilhando através de sua pele. Mia arfou com a força da recuperação, e a luz da lua que entrava pelas duas paredes de vidro que adornavam o banheiro intensificou o brilho que emanava dela.
Ela olhou para Bryan, que a observava com devoção e alívio, e sentiu a conexão profunda deles, mais forte do que nunca. O desejo, puro e avassalador, começou a fluir entre os dois, que se observavam como dois animais famintos um pelo outro.
O olhar dele era uma promessa, a súplica silenciosa de quem quase perdeu tudo. O alívio de Bryan deu lugar a uma necessidade urgente de marcá-la, de fazê-la dele novamente, de expulsar a sombra da morte com a vida que ele trazia. O laço gritava por essa fusão, essa validação.
Bryan a puxou para si, e Mia, com um gemido, sentou-se sobre ele, sobre o m****o que já latejava de puro desejo. Os dois gemeram em uníssono, e a água na banheira balançava furiosamente com o movimento e a energia que os envolvia. Mia tomou a boca de Bryan com voracidade, e começou a cavalgar sobre ele com puro frenesi e adrenalina.
O impacto da penetração foi uma descarga elétrica que chocou o corpo curado de Mia e o corpo tenso de Bryan. Não havia delicadeza; havia apenas a fúria do alívio e a pressa da paixão ressuscitada. A água espirrava para fora da banheira, atingindo as paredes de vidro, como se o ambiente não conseguisse conter a força daquele reencontro. A cada subida e descida, Mia sentia a cura se completar, a vitalidade de Bryan a inundando, afastando para sempre o frio da morte.
O desejo e a paixão queimavam em suas veias, cada toque eletrizava sua pele, e a conexão entre seus corpos era uma descarga elétrica de prazer e renovação.
Mia se movia sobre ele, e o beijo se intensificava, a língua deles acariciando uma à outra em um frenesi delicioso. Mia deu uma leve mordida nos lábios dele, o que fez Bryan gemer de prazer.
O gemido de Bryan era um som profundo, gutural, a voz do Alfa cedendo ao prazer da sua Rainha. Ele precisava domá-la, possuí-la, mas a loba dela estava no comando daquele ritmo selvagem.
As mãos dele apertavam as nádegas dela com força, como se estivesse com medo de que ela escapasse, mas ela não sairia, não até os dois explodirem com o g**o.
A água da banheira balançava como um mar em fúria. Os dois rosnavam em prazer puro. Em um segundo, Mia estava em cima dele, e no outro, ele a colocou deitada sobre a borda de mármore da enorme banheira. Ele a penetrou novamente pós trás, estocando com força e ferocidade, puxou as pernas dela ao redor da própria cintura.
— Mais fundo… Bryan quero sentir você inteiro …dentro de mim – ela gemia pra ele.
A transição foi fluida e violenta, a força de Bryan em exibição, tirando Mia da posição dominante para a posição de pura entrega. O mármore frio da borda contrastava com o calor febril de seus corpos. O Alfa estava reafirmando sua presença, marcando território após quase perdê-lo.
Ele a olhava se contorcer abaixo dele com prazer, ela gemia e urrava, totalmente entregue. Os s***s dela batiam violentamente com a força da estocada profunda dele.
Ele se agachou e tomou um dos s***s dela com a boca, sugando com força. Ele amava o quanto eram grandes e macios em suas mãos, e o quanto ela se contorcia e gritava de prazer enquanto ele a sugava com intensidade e estocava em movimentos contínuos dentro dela. Era quente, apertado, ela o preenchia totalmente molhada.
Mia se contorceu e gritou seu nome: — Bryan... por favor! — ela implorou por mais. Ele rosnou com o som doce do gemido dela, e então ela gritou de puro êxtase, chegando ao clímax máximo, e ele foi junto com ela. Os dois, ao mesmo tempo, totalmente conectados em uma onda pura e genuína de prazer.
Sem sair de dentro dela, ele ergueu a cabeça e encostou na testa dela, arfando pesadamente. O corpo dela ainda dava leves espasmos sob ele; ele amava aquela sensação.
Mia ergueu as mãos e as colocou no rosto de Bryan, olhou profundamente nos olhos do seu companheiro, transmitindo todo o amor puro e genuíno que sentia naquele momento, e falou com a voz trêmula: — Você tomou a decisão certa, amor. Se tivesse escolhido o contrário, eu não estaria aqui.
As palavras dela perfuraram o último resquício de culpa em Bryan. Era um reconhecimento de sua devoção e um perdão tácito por qualquer dor que ele pudesse ter causado antes. A Sigma estava reafirmando sua fé em seu Alfa.
Mia aproximou a boca da dele, e os lábios deles se encontraram em um beijo menos intenso, mas igualmente quente. As línguas se encontraram novamente, os dedos dela se enroscaram no cabelo louro-escuro dele, e as pernas dela se apertaram na cintura dele. Mia se sentia sensível após gozar, e isso tornaria tudo ainda mais gostoso, ainda mais quente.
A sensibilidade pós-clímax a deixava à flor da pele, cada toque uma sobrecarga de prazer. Era a fome que nunca morre, o desejo do laço que exige mais, que clama pela repetição da união. Ela queria sentir o peso dele, o cheiro dele, a presença dele a preenchendo até que não houvesse mais espaço para a memória da dor. Sua b****a latejava, quente e sensível, apertando o p*u dele, fazendo-o gemer novamente. Ela se afastou um pouco para falar sobre os lábios dele: — Quero mais. — sussurrou de forma totalmente lasciva. — Quero tudo. E ela mordiscou a boca dele novamente, fazendo-o rugir. Bryan a levantou, e eles ficaram de pé com uma destreza e equilíbrio sobrenatural que só um lobo conseguiria. Sem sair de dentro dela, o que foi ainda mais gostoso, ela gemia e se movimentava, subindo e descendo.
Eles saíram da banheira, o corpo de Mia ainda suspenso no dele, o g**o recente não aplacando a urgência. Eles se moviam como um só, deixando para trás a água espalhada e a névoa do banho, indo em direção ao lençol de seda que os aguardava. O desejo não era mais sobre alívio, mas sobre posse, sobre a necessidade de consumir um ao outro completamente, de selar o milagre que acabara de acontecer com a força de um amor inquebrável.
O fogo os guiou. Em um piscar de olhos, eles estavam na cama.