Mia piscou os olhos, aqueles olhos cinzas tempestade. Ela piscou de forma lenta, a penumbra do quarto não a enganava. Ela o olhou. E depois, seus olhos deslizaram para o braço dela que ele segurava, a mão de Bryan ainda apertando a sua. — Desculpa — Bryan murmurou, a voz rouca, quase um sussurro no silêncio pesado do quarto. — Eu não queria te... te acordar eu... Ele se interrompeu, sem saber o que dizer. Mia não puxou o braço de volta. Seus olhos cinzas tempestade fixaram-se nos olhos azuis oceano dele, e uma enxurrada de pensamentos a atingiu. Ela entendeu o que estava acontecendo. Ele estava tentando sentir o vínculo, o vínculo que ela havia bloqueado para não sentir mais a dor que ele trazia. "Não é nada justo", ela pensou, a raiva misturada com uma familiaridade perigosa. "Eu se

