Babau Narrando Eu juro que se eu pudesse, tinha jogado o Dante escada abaixo. Só não fiz porque tinha muito olho em cima, muito cria de fora, muito aliado de outros morros que não precisava saber que a gente tava rachando por dentro. Mas a vontade… a vontade tava ali, queimando no peito igual brasa. A gente acompanhou ele até a saída do morro não foi por educação, não. Foi pra ter certeza que ele realmente ia meter o pé e não ia tentar voltar pra causar mais ainda. O cara desceu falando alto, xingando, batendo boca com quem olhava torto. Igual cachorro doido que perdeu o dono. Quando ele finalmente entrou no carro e sumiu, eu respirei fundo. Mas não aliviou. A raiva ficou. Ficou presa aqui no peito, queimando. Porque ele não ia parar. Ele nunca para. Ele só recua pra dar o bote. — Ess

