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A Filha do Traficante — Uma Aventura Fora do Morro

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Blurb

A FILHA DO TRAFICANTE – UMA AVENTURA FORA DO MORRO

Carol é a mulher que comanda o morro com a força de um império. Filha de um dos traficantes mais temidos do Rio de Janeiro, ela não é apenas a herdeira de um nome, mas a líder indiscutível das ruas. Com sua beleza arrebatadora e uma postura imbatível, ela é temida e respeitada por todos, principalmente os homens, que se sentem impotentes diante da sua autoridade. Durante o dia, ela é a patroa do morro, mas à noite, se transforma em uma caçadora implacável, à procura de liberdade e adrenalina nas baladas e noitadas da cidade.

Em busca de esquecer o peso da sua vida, Carol se entrega aos excessos das ruas, tentando se libertar da pressão de sua linhagem e das responsabilidades do tráfico. Porém, sua busca por prazer e descontração a leva a um encontro inesperado com um homem misterioso, o delegado do Rio. Um envolvimento arrebatador que, sem ela saber, carrega consigo um segredo devastador: o delegado é filho do juiz que está determinado a colocar seu pai atrás das grades e destruir o império que Carol conhece tão bem.

Quando Carol descobre que está grávida, sua vida vira um turbilhão. Entre o amor proibido e a lealdade à sua família, ela precisa decidir seu futuro. Envolvida em um jogo perigoso de traições, ambição e poder, Carol se vê em um dilema que pode destruir tudo o que conhece. Sua aventura fora do morro a leva a um confronto entre o que ela sempre foi e o que ela ainda pode se tornar, enquanto tenta sobreviver a um destino que ameaça consumi-la.

Em “A Filha do Traficante”, o poder da família, o amor proibido e os mistérios das ruas do Rio se entrelaçam em uma história de aventura, paixão e escolhas que podem mudar tudo para sempre.

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Capítulo 01 Carol
Carol Narrando Tinha terminado os corres do dia mais cedo. A boca tava fluindo, o dinheiro contado e guardado, a segurança reforçada. Minha mãe, Dona Janete, sempre confia em mim. Diz que tenho mais cabeça que muito homem por aí. O problema é o coroa. Zeus ainda me vê como a princesinha de cinco anos que precisa de guarda-costas 24 horas. Só que eu já tenho 28, comando metade do Dendê, e sei atirar melhor que metade dos homens dele. Mas ser filha de traficante, herdeira de tudo isso, tem seus preços. O maior deles? Ser mulher. “Tu não é homem”, “tu não dá conta”, “leva alguém na tua contenção”. Cansei de ouvir. Cansei de provar que sou capaz e ainda assim ter que dar satisfação. Por isso hoje tinha um plano: sumir. Curtir uma noite longe do morro, longe do peso do sobrenome Batista. Passei na lojinha da Gørda, peguei um top preto justo e um short de couro que ia deixar qualquer um maluco. Meti um Jordan novo no pé, joguei um perfume brabo e desci. Tava toda arrumada quando dei de cara com a cena clássica: Zeus largado na poltrona, corrente reluzindo, olhar atravessado. Dona Janete do lado, braços cruzados, aquele olhar de mãe que já vê a merdä vindo antes de acontecer. — Vai pra onde toda arrumadinha assim? — ela jogou, sem rodeios. — Dar um rolé. — Fora do morro, né, Carol? — Ela perguntou sabendo a resposta. — Ué, agora tenho que pedir benção pra sair? Zeus ergueu a voz. — Não banca a doida. Sabe muito bem como essa p***a aqui funciona. — Sei. Sei que ninguém fala nada quando é meu irmão saindo, só quando sou eu. — Teu irmão é homem. Lá vem. Respirei fundo. — Ah, pronto. Lá vem essa ideia torta de novo. — É questão de segurança, não de gênero — ele falou, mas a gente sabe que é mentira. Sempre foi sobre gênero. A discussão foi quente. Ele falou de inimigos, de olhos em cima da gente. Eu falei de viver, de não passar a vida trancada. No final, o coroa deu a cartada final: — Leva o Babau e o Neguinho contigo. Quase revirei os olhos até ver o céu da sala. — Qual é, pai! — mas ele tava irredutível. Fingi que aceitei. Saí de casa fazendo a moto cantar no asfalto, e lá estavam eles, os dois cria, postados na esquina. Parei, joguei uma grana na mão do Babau. — Pega essa pørra e finge que não me viu. — Tu que manda, princesa do Dendê. — Ele falou rindo. O Neguinho fez um sinal discreto. — Vai de rolê e de resenha, mas vai segura, pô. O som da minha moto roncando era a trilha sonora perfeita pra liberdade. Quando cruzei a última curva do Morro do Dendê e avistei a avenida lá embaixo, iluminada e barulhenta, quase soltei um grito de vitória. Consegui. Driblei o coroa, despistei os cria que ele mandou me seguir, e agora tava livre. Pelo menos por algumas horas. A sensação foi de pura libertação. Gritei “LIBERDADE!” no meio do trânsito, empinando a moto de novo, só pra comemorar. — Zeus pode botar dez homens na minha cola que eu ainda vou sumir — falei sozinha, empinando a moto só por esporte, sentindo o vento batendo no rosto. E foi justo nesse momento de euforia que vi os giros vermelhos e azuis piscando uns duzentos metros à frente. — Ah, não… Blitz?! Meu instinto foi quebrar. Desviar, entrar numa viela, sumir. Mas aí lembrei: se eu fugisse e me pegassem depois, a merda seria maior. Zeus ia me prender em casa por um mês. Além do mais, ninguém no asfalto sabe quem eu sou. Sou só mais uma motora qualquer. Pelo menos é o que eu pensava. Respirei fundo e diminui. Tinha três viaturas, uns cinco policiais. Um deles, mais afastado, tava revistando um carro. Outros dois conversavam perto do cone. Eu me aproximei na velocidade certa, postura neutra, mas o coração batia forte. Era uma roleta-russa: se um deles resolvesse fuçar minha vida, poderia ligar os pontos. O policial mais perto me sinalizou pra parar. Era um cara mais velho, cara fechada. Desci da moto devagar, levantando as mãos num gesto automático. — Boa noite — falei, com a voz mais doce que consegui. — Documentos. Entreguei a CNH. Ele olhou, olhou pra mim, olhou de novo pro documento. Os segundos pareciam horas. Eu via os outros policiais pelo canto do olho. Um deles, mais novo, alto, parado perto da viatura, me olhava fixo. Não era um olhar de desconfiança profissional. É outro tipo de olhar. E eu percebi. O policial mais velho devolveu meus documentos. — Tá tudo certo. Só cuidado com a velocidade, hein? Tá tendo muita operação por aqui. — Pode deixar, doutor. Vou andar direitinho — respondi, subindo na moto com um sorriso falso. Senti o olhar do policial mais novo queimando nas minhas costas enquanto eu virava a esquina. Assim que somei da vista deles, soltei o ar que tava prendendo. — Por pouco, Carol… Por pouco. Mas a adrenalina tinha virado outra coisa. Uma energia elétrica. Eu tinha despistado a blitz, tinha escapado do olho do coroa, e agora tava livre na cidade. O medo deu lugar a uma euforia gostosa. — Hoje eu vou sair, não tem jeito… Vou curtir minha noite, ninguém me prende não! — cantarolei alto batendo do tanque da moto. Minha voz era desafinada, mas não importava. O vento levava. Eu tava viva, loka e solta. E tinha um plano: encontrar com as minhas amigas na boate Pandora, na Lapa. Andei mais uns quinze minutos, até chegar num prédio antigo com uma fachada discreta. A música já dava pra sentir da rua. Estacionei a moto num cantinho escuro, dei uma arrumada no top, passei a língua nos dentes e entrei. O ar gelado do ar condicionado bateu na pele suada. A música eletrônica pulsava, as luzes piscavam em ritmo de festa. E no canto mais reservado do mezanino, lá estavam elas: três mulheres que eram meu porto seguro fora do morro. Júlia me viu primeiro. Filha de um ex-comandante do Complexo do Alemão, loira dos olhos verdes, herdou o negócio do pai mas transformou tudo em empreendimentos legais. É a cabeça financeira do nosso trio. Acenou com a mão, segurando uma taça de champanhe. Do lado dela, Tânia, a filha do dono da favela do Jacaré. Morena espetacular, cabelo black power enorme, sempre com um sorriso maroto. Ela nunca quis saber do tráfico do pai, virou designer de moda e hoje vende pra grife famosa. É a nossa estilista pessoal. E no meio, Raissa, a “civil” do grupo. Conheci ela numa aula de defesa pessoal anos atrás. Ela é advogada, filha de pai juiz e mãe promotora – o oposto completo da minha vida. E é justamente por isso que nossa amizade funciona. Com ela, eu não sou a filha do traficante. Sou só Carol. — Finalmente! — Tânia gritou, abrindo os braços. — A rainha do Dendê resolveu descer do trono! Abracei as três, uma por uma. O cheiro familiar do perfume da Júlia, o abraço apertado da Tânia, o sorriso tranquilo da Raissa. Era meu ritual de purificação. — Cê tá radiante, Carol — disse Raissa, passando a mão no meu braço. — E essa energia? Tá parecendo que fugiu da prisão. — Quase — ri, pedindo uma água com gás ao garçom. — O coroa botou dois homens na minha cola. Driblei os dois e ainda passei por uma blitz na saída. — Blitz? E aí? — Júlia perguntou arregalando os olhos. — Nada. Me olharam, reviraram, me liberaram. Nem sabem quem tava passando na frente deles. Tânia deu uma gargalhada. — Imaginou se um desses botas descobre que acabou de liberar a herdeira do Dendê? Ia ter infarto coletivo na PM. — Pois é — falei, tomando um gole. — Mas hoje não. Hoje eu sou só uma morena qualquer curtindo a noite. — Cê precisa mesmo dessas fugidas, né? — Raissa perguntou, me olhando com aquele olhar penetrante de advogada. — Preciso — respondi, séria. — Senão eu enlouqueço lá em cima. É o morro 24 horas por dia. Aqui… aqui eu respiro. A música aumentou de volume, um funk pesado que fazia o chão tremer. Tânia já tava balançando os quadris. — Bora, meninas! Hoje a noite é nossa! — ela gritou, puxando a Júlia pela mão. Descemos para a pista. A multidão era um mar de corpos suados, luzes piscantes, sorrisos largos. Me deixei levar. Fechei os olhos, ergui os braços e dancei. Dancei como se não houvesse amanhã, como se o peso do Dendê tivesse evaporado. Aqui, eu não era responsável por ninguém. Não tinha que resolver treta de boca, nem acerto de conta, nem ameaça de facção rival. Era só eu, a música e minhas amigas. Em um momento, abri os olhos e vi um homem me observando do outro lado da pista. Alto, bem vestido, com um ar de quem não era muito de festa. Nosso olhar se cruzou por alguns segundos. Não era um olhar de policial. Era diferente. Intenso. Desviei, voltando a atenção para as minhas amigas. — Quem é? — Júlia sussurrou no meu ouvido, seguindo minha linha de visão. — Ninguém — respondi, mas fiquei com a sensação estranha. A noite seguiu. Bebemos, rimos, dançamos até os pés doerem. Por horas, eu fui só Carol. Uma mulher de 28 anos, livre, se divertindo com as amigas. Nenhum sinal do morro, nenhum eco dos tiros, nenhum cheiro de pólvora. Só perfume, suor e felicidade artificial. Quando saímos, já era quase quatro da manhã. O ar fresco da madrugada carioca bateu no rosto, trazendo de volta um pouco de realidade. Ajudei a Raissa, que estava um pouco tonta, a entrar num táxi. — Vai direto, hein? Me manda mensagem quando chegar — pedi. — Pode deixar. E você, Carol… Toma cuidado. — Sempre. Abracei Júlia e Tânia, que iam dividir outro carro. — Até a próxima fuga, rainha — disse Tânia, com um sorriso cansado. — Com certeza. Fiquei sozinha na calçada, ouvindo o som dos táxis se afastando. A euforia da festa começava a escoar, deixando um vazio familiar. Respirei fundo, olhando para o céu escuro. Por umas horas, eu tinha sido livre. Agora era hora de voltar. Caminhei até minha moto. Quando sentei, vi o celular piscando. Várias notificações. Uma mensagem do Babau. — TD na paz por aqui, princesa. Zeus perguntou uma vez só. Disse que cê tava na casa da Júlia. Sorri. Pelo menos um dos cria era leal a mim. Mas tinha outra mensagem. De um número desconhecido. — Vi você na Pandora. Dança bem para uma mulher que anda tão rápido na moto. Fiquei gelada. Olhei em volta, mas a rua estava deserta. Quem seria? O homem da pista? O policial da blitz? Meu coração acelerou, mas não era mais a adrenalina boa da liberdade. Era o frio na espinha de quem sabe que pode estar sendo observada. — Quem é? — Digitei rapidamente. A resposta veio instantânea: — Um admirador. Até a próxima esbarrada ou até a próxima blitz, Carolina. O sangue pareceu parar nas minhas veias. Ele sabia meu nome. Não o nome da minha CNH, mas o nome que eu uso. O nome que me liga ao Dendê. Apaguei a mensagem na hora. Liguei a moto com a mão trêmula e saí em direção ao morro, mas a sensação de liberdade tinha evaporado completamente. Alguém estava me observando. Alguém que sabia mais do que devia. E a noite, que tinha começado como uma fuga perfeita, terminou com uma pergunta ecoando na minha cabeça: Quem diabos era aquele admirador? Continua... RECADINHO DA AUTORA 🔥 Pra você que ama um homem frio, calculista, daqueles que juram que mulher nenhuma é capaz de atravessar suas muralhas, vem conhecer o Rafael — um homem que sempre acreditou estar no controle de tudo, até o dia em que Carol cruza o caminho dele. Ela não chega fazendo barulho. Ela não força espaço. Ela simplesmente acontece. Essa história nasceu dentro do meu livro de contos, a pedido de vocês, leitoras. O que era um conto curto, intenso e provocante, cresceu, ganhou corpo, profundidade e passou a exigir mais páginas, mais conflitos e mais emoção. Assim como outras obras minhas que também nasceram de um encontro inesperados, A Filha do Traficante surgiu da conexão entre personagens que se recusaram a ficar apenas em poucas páginas. Algumas histórias pedem mais tempo, mais tensão e mais entrega. Aqui, você vai acompanhar Carol em uma jornada fora do óbvio, fora do morro, fora da zona de conforto. Um caminho perigoso, intenso, onde desejo, escolhas e consequências caminham lado a lado. Não espere um romance fácil. Espere uma história crua, quente, envolvente e cheia de limites sendo testados. De uma autora que ama dar asas à imaginação, pra vocês, leitoras e leitores que gostam de romances intensos, cheios de tensão e emoção. Te espero nas próximas páginas. Com carinho (e um toque de safadeza), JM MARTINS AVISO LEGAL Esta obra é fruto da imaginação da autora. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, lugares ou situações reais é mera coincidência. Uma ficção com toque de realidade de quem já viveu entre a cruz e a espada. 🚫 Proibido para menores de 18 anos. Contém cenas de violência, sexø e linguagem imprópria. ESTA OBRA É REGISTRADA. Todos os direitos estão reservados. A reprodução, distribuição ou compartilhamento, total ou parcial, em formato digital (PDF, ePub ou qualquer outro), sem autorização expressa da autora, é proibida por lei. A violação desses direitos constitui crime, conforme a Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, que regulamenta os Direitos Autorais no Brasil, sujeitando o infrator a sanções cíveis e criminais. Respeite o trabalho de quem cria com amor, suor e dedicação. 📲 Quer acompanhar novidades e postagens? Siga nas redes sociais: @aut_jm_martins_ 📢 BORA DE LANÇAMENTO! 🚀 Já adicionou na biblioteca? 👀 O capítulo de degustação já está disponível pra te deixar no clima. 📅 Pré-lançamento: 13/02 ✨ Lançamento oficial: 21/02 Anota na agenda e vem viver essa história com a gente! 🔥

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