Capítulo 10 Carol

1235 Words
Carol Narrando Dentro da viatura, o clima está pesado, fogo. O motor ainda nem tinha roncado, mas eu já estou aqui, pronta pra dar partida em outra coisa. O silêncio foi mais pesado que qualquer música. Só dava pra ouvir nossa respiração — a dele, rouca e controlada; a minha, acelerada e desafiadora. A luz azul do painel pintava o perfil dele de sombras duras, destacando a linha do queixo tenso, a curva dos lábios cerrados. Ele se virou no banco, o corpo grande dele ocupando todo o espaço entre os bancos dianteiros. Os olhos, no escuro, eram dois pontos de brasa fixos em mim. — Última chance de desistir, Carol. — Nem pensar, doutor — respondi, e minha voz saiu mais rouca do que eu esperava. Foi quando ele se moveu. Não com violência, mas com uma intenção que fez o ar ficar elétrico. Em vez de ligar o carro, ele soltou o cinto, e num movimento fluido, passou por cima do banco e veio para o de trás comigo. A viatura balançou com o peso dele. De repente, o espaço que parecia grande ficou minúsculo, íntimo, quente. Ele se ajeitou ao meu lado, nossas coxas se tocando, o calor do corpo dele irradiando através da farda. — Cê tá brincando com fogo — ele repetiu, mas dessa vez era um sussurro quente contra meu pescoço, enquanto uma das mãos dele, grande e firme, encontrava minha cintura por baixo do cropped. — E você tá indo direto pro incêndio, doutor — retruquei, virando o rosto até nossos lábios quase se tocarem. Ele não beijou. Só ficou parado, respirando meu ar, os olhos vasculhando meu rosto como se procurasse uma saída que não existia. Eu podia vê o conflito dentro dele. Via nos músculos tensos do maxilar, na veia pulsando no pescoço. O policial e o homem travando uma guerra, e o homem estava ganhando. Minha mão, que até então estava pousada no meu colo, subiu. Encontrou o zíper da calça dele e puxou, devagar, com uma unha deliberadamente lenta. O tecido cedeu. Senti o volume quente e duro por baixo da cueca boxer, pulsando contra a ponta dos meus dedos. Ele prendeu a respiração. Os olhos se fecharam por uma fração de segundo. — Carolina… — meu nome saiu como um gemido preso. — Tá nervoso, cabo? — provocuei, deslizando os dedos por cima do tecido, sentindo a forma dele, o calor, a promessa. — Achei que policial era acostumado com situações de tensão. Ele abriu os olhos, e o que vi ali não era mais conflito. Era rendição. Era desejo puro, cru, igual ao meu. — Tu não sabe a tensão que tu tá causando — ele rosnou, e a mão na minha cintura apertou, puxando-me completamente para o colo dele num movimento brusco. Eu dei uma leve guinada de surpresa, mas logo me acomodei, sentando de frente para ele, com as pernas abertas de cada lado dos quadris largos dele. O short de couro roçou na lona grossa da calça dele. O cropped subiu, e a pele nua da minha barriga encostou no cinto de serviço, frio e duro. — Mostra então — desafiei, colando os lábios na orelha dele. — Me mostra como você lida com a tensão. — Caralhø. — Ele gemeu baixo, uma vibração profunda que eu senti no meu próprio peito. As mãos dele, grandes e ásperas, subiram pelas minhas costas, encontrando o fecho do meu crooped rendado. Com um movimento perito, ele o abriu. O tecido cedeu, e meus s***s ficaram livres, arrepiados com o ar gelado do carro e com a expectativa. Ele desceu o olhar, e a expressão de adoração bruta no rosto dele foi melhor que qualquer elogio. — Pørra, morena… — a voz dele saiu arrastada, e antes que eu pudesse responder, a boca dele encontrou meu pescoço, não com beijos, mas com mordidas leves e sugadas que me fizeram arquear as costas e gemer. — Isso… assim — saiu da minha boca, enquanto minhas mãos se enterravam nos cabelos curtos e grossos dele, puxando. Ele alternou entre o pescoço e os ombros, deixando marcas que eu sabia que durariam dias. Enquanto isso, uma das mãos dele desceu, passou pelo cós do meu short, e os dedos encontraram o elástico da minha calcinha. Ele não hesitou. Puxou o tecido para o lado e encontrou meu centro, já encharcado, pulsando de necessidade. — Já tá toda molhadinha pra mim, bandïda? — ele sussurrou contra minha pele, enquanto um dedo longo e firme deslizava por minha f***a, achando o clitórïs num movimento circular que me fez tremer toda. — Culpa… culpa sua… — gemi, tentando formar palavras enquanto ele tocava. — Sua… sua postura de autoridade… me deixa assim. Ele riu, um som baixo e vitorioso, e acrescentou um segundo dedo, entrando em mim devagar, me abrindo, me fazendo sentir cada centímetro. — Eu te deixo assim — ele corrigiu, a voz carregada de posse. — E vou te deixar pior. Ele tinha razão. Os dedos dele dentro de mim, a boca no meu pescoço, o peso dele sob mim… era uma combinação explosiva. Eu me movia no ritmo dele, gemendo baixo, perdendo o controle que sempre precisei ter. — Lopes… — gemi o nome dele, uma admissão de derrota deliciosa. — Fala de novo — ele ordenou, acelerando os dedos. — Lopes! Pørra, Lopes, assim… — minha voz quebrou quando ele encontrou o ponto certo, e uma onda de prazer começou a se formar, rápida e violenta. Ele sentiu. Retirou os dedos de repente, deixando-me suspensa no limiar. Eu soltei um grunhido de frustração. — Não… volta… — Tão ansiosa assim? — ele provocou, levando os dedos molhados à boca e os lambendo, os olhos fixos nos meus. O gesto foi tão obsceno, tão dominador, que meu estômago deu um nó de desejo. — Quer mesmo? Em resposta, eu me mexi, abaixando as mãos para a sua calça. Dessa vez, não fui devagar. Abri o zíper de vez, puxei a calça e a cueca para baixo, libertando o paü dele. Ele é grande, grosso, imponente como o resto dele. Eu o envolvi com a mão, sentindo a pele quente e a veia pulsante. Ele prendeu o ar, os músculos do abdômen contraindo. — É isso que você quer, Carolina? — a voz dele era um fio, cheia de tensão reprimida. — É isso que você quer, policial? — devolvi, passando a ponta do polegar na cabeça já úmida dele. — Me prender com isso aqui? Ele não aguentou mais. Com um rosnado, suas mãos pegaram meu quadril com força. — Vem aqui. E me levantou, só o suficiente para tirar o meu short com a calcinha e tudo. Ele puxou jogando no banco e me posicionei. Num movimento fluido e decisivo, ele me baixou de volta, ao mesmo tempo que enterrava o paü dentro de mim de uma vez. O gemido que saiu da gente foi em uníssono. Ele, de alívio e prazer absoluto. Eu, de preenchimento total, de dor gostosa de ser esticada, de satisfação selvagem. Paramos por um segundo, entrelaçados, adaptando-se. Ele dentro de mim, fundo. Eu engolindo ele por completo. Nossas testas se tocaram, a respiração ofegante se misturando. — Caralhø… — ele sussurrou, como uma oração. — É… é isso — concordei, ofegante, e então comecei a me mover. E foi quando o mundo lá fora desapareceu de vez. Continua...
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