Carol Narrando O povo já tava dividido entre entender e não entender. Uns olhavam com raiva. Outros com curiosidade. Outros com medo. Eu olhei pro Rafael. O maxilar travado. O olhar duro. O corpo pronto pra avançar. Eu segurei o rosto dele. As mãos firmes nas bochechas dele. — Deixa que eu resolvo — falei, olhando nos olhos dele. — Resolver como, Carol?! — ele falou, baixo, mas cheio de raiva. A voz tremendo. Eu virei pro Dante. O corpo virado. A cara fechada. — Acabou — falei, a voz saindo gelada. — Tu falou demais. Agora tu vai embora. Ele riu. — Ou o quê? Meu pai deu um passo à frente. E o silêncio caiu. Porque quando Zeus anda… ninguém fala. O corpo dele imponente. O olhar pesado. A presença sufocante. — Tu já falou o que queria — meu pai falou, a voz baixa. — Agora tu va

