Carol Narrando Eu ia levar o Rafael pra conhecer a comunidade. Ia descer com ele, mostrar as vielas, as lajes, o campinho, a quadra, a vista lá de cima. Apresentar o Dendê do jeito que ele merece ser visto. Não da forma que passam na televisão. Não do jeito que o asfalto imagina. Mas do jeito que ele é de verdade. Com suas cores, seus becos, suas histórias. Com seu movimento, seu calor, sua gente. Com aquele cheiro de pólvora misturado com feijoada. Com aquele som de funk vindo de longe. Com aquela vida pulsando em cada esquina. Só que ele acabou conhecendo o Dendê… da janela da minha casa. Porque eu não tava me sentindo bem. Passei o dia esquisita. O corpo estranho. Um cansaço que não era normal. Uma moleza que não tinha explicação. Parecia que o peso do mundo tinha resolvido se aco

