Lopes Narrando A boca dela ainda tava quente na minha. O corpo dela ainda tremia do orgasmo. E eu ainda tava dentro dela. Fiquei por um segundo, sentindo. Só sentindo. O calor. A respiração ofegante. O suor grudando a pele dela na minha. Puxei ela. Levantei. Ela enroscou as pernas em mim sem nem pensar, acostumada já com o meu corpo. Como se a gente fizesse isso toda noite. Como se fosse normal. Entramos no banheiro assim. Eu ainda dentro dela. Ela apoiada em mim, os braços enlaçados no meu pescoço. Pressionei ela na parede fria. Ela gemeu. O contraste do gelado com o calor da gente arrepiou a pele dela. — Ai, Lopes... — ela murmurou. Comecei a meter de novo. Devagar no começo. Sentindo cada centímetro dela me apertar. A parede fria, o corpo quente, o som da água do chuveiro que eu

