Amanheceu, ninguém viu quando Talita apareceu na Zingária para entregar o localizador para Rammahdic. A Princesa reuniu toda a sua equipe no gabinete para ser levada para o barco qual a Suprema Sacerdotisa disponibilizou para elas.
— Estão todas aqui? — perguntou Rammahdic.
— Sim, senhora — respondeu Kitga.
— Então vamos — sem dizer mais palavras, e sem cerimônia, a Princesa bateu o seu cetro real no chão e uma fumaça cinza com vários filetes de raios amarelos tomou todo o pessoal. Assim que a fumaça esmaeceu, Karen desmaiou na areia da praia (havia uma embarcação ancorada a alguns metros de distância a esperar por elas). — Oh! — exclamou Rammahdic quando viu a Karen cair na areia. — Esqueci da Immunus, depois eu dou a ela um objeto mágico, se ela atravessar outro portal desses pode ficar com problemas cognitivos. Muito bem, pessoal, vão para o barco, Fabiana e Bia, venham comigo e com a Sabryna, o restante, siga para o Reino de Barboa, a Sapiensis Débora ficará no comando.
O pessoal ficou estático por alguns segundos sem entender nada, depois a reverenciaram e fizeram o que ela mandou, antes, Rammahdic entregou à Débora um pergaminho selado e disse para ela entregá-lo ao Rei Farabáz que ficava sozinho no Castelo.
Agora, todas tinham um bastão mágico e usaram para transportarem-se para o barco que era encantado, logo, não tinha capitão, ele viajava sozinho para qualquer localização qual fosse acentuada no mapa.
Rammahdic iria deixar a Karen sob a responsabilidade da sua equipe, mas Sabryna achou melhor levá-la consigo para onde quer que fossem, era o que Karen iria querer se estivesse acordada, então a Princesa vasculhou os seus pertences na quarta dimensão para encontrar um amuleto mágico para colocar na Immunus.
— Sempre com uma surpresa na manga — disse Bia —, não é, Vossa Alteza? O que a senhora planeja?
— Vamos para o Vulcão de Vírnam, no Reino de Vírnam em Lappalidor — respondeu Rammahdic.
— A senhora não vai nos contar nada sobre o plano? — questionou Fabiana.
— Não, só confiem em mim.
Rammahdic as envolveu num portal e as transportaram para uma floresta de Kellengordi. Havia acordado a Karen para que ela as seguisse a pé, pois, já estavam sem localizadores.
A Princesa havia deixado a Zingária sob os comandos do Chefe dos Guerreiros, mas teriam que obedecer à Suma-Sacerdotisa sem hesitarem, era a ordem absoluta. O barco começou a se mover para o seu destino, e a equipe de Rammahdic estava ansiosa, porém, pronta para o que desse e viesse. Ela não revelou nada para o seu pessoal, mas confiavam nele cegamente, mesmo ela ter o enganado durante anos, mas tudo foi muito bem explicado. Era incrível como Rammahdic tinha a facilidade de convencer as pessoas a fazerem o que ela queria, nem entendiam porque ela já não era rainha. Também não entendiam porque ela não falou, apenas a Sabryna tinha acesso a toda a verdade.
Andaram para um dos portais Intercontinentais de Dorbis, lá havia um Imediato e um Guardião que, outrora, era a função de um Elfo, porém, todos os elfos daquele mundo usaram o portal interplanetário no Vulcão de Vírnam para voltarem para Virell, o seu mundo de origem. Antes de atravessarem, Rammahdic usou a sua máscara encantada para se transformar no Feiticeiro Mascarado, ainda não estava pronta para revelar ao mundo quem era de verdade. De lá, foram para Lappalidor e começaram a atravessar fronteiras dos Reinos daquele continente com a permissão que a Suma-Sacerdotisa dos Trealtas havia lhes dado.
Quando chegaram ao Reino de Vírnam, caminharam por ele tranquilamente, era um lugar bastante visitado e não chamaram atenção como um g***o de viajantes.
Caminhavam em paz e em silêncio até que Karen decidiu falar.
— Amiga — falou a garota para Sabryna a mostrar a sua pulseira que tinha uma Pedra com propriedade mágica Protekti —, olha, eu acordei com esta pulseira linda no pulso — ela exibiu-o. — Ai! Eu amei, quem me deu?
— É um amuleto de p******o contra feitiços — disse Rammahdic. — Foi criado justamente para proteger os Immunus da força da magia. Cuide dele, este é um dos últimos cuja propriedade mágica é inesgotável. Esses amuletos fabricados atualmente só prestam por um tempo, depois, tem que comprar mais.
— É o capitalismo — comentou Fabiana. — Parece que este mundo está no mesmo caminho que a Terra seguiu, porém, aqui se usa magia.
— Humanos são sempre humanos — disse Bia —, em qualquer planeta ou lugar que seja.
— Bem observado, Bia.
Depois disso, ninguém quis falar mais nada, no entanto, Karen olhou para cada um daqueles rostos e disse:
— Eu, hein? Que clima de enterro é esse? Vocês estão muito para baixo. Vamos levantar o astral, meninas.
— Karen — disse Rammahdic —, o que você vai falar para os seus pais quando voltar para a Terra?
— Majestade, gostei da pergunta.
— É Vossa Alteza — corrigiu Bia.
— Eu gosto de falar "Majestade", "Vossa Alteza" é muito f**o. Deixa eu responder à mulher: Olha, eu já fugi de casa uma vez, eu tinha quinze anos, foi em janeiro. Lembro como se fosse ontem. Eu conheci um cara, ele era tão gostoso. Pense aí, Majestade, branquinho, olhos azuis, os cabelos jogados nos olhos, parecia um príncipe. Estávamos na fila da padaria, eu queria comprar um pão doce, eu olhava para ele e ele para mim, então ele comprou pão e me esperou sair. Daí ele me perguntou a minha idade, eu só tinha quinze, mas ele tinha dezessete, e me falou que sempre procurou uma menina como eu para namorar, foi tão emocionante...
Sabryna ignorou a menina, ela queria que estivesse como antes, na paz e silêncio, mas parecia gostarem da Karen, principalmente por ela ser bem otimista.
A Allogaj já havia ouvido aquela história. O menino da padaria morava em São Paulo, e passou a morar em Feira de Santana com os pais, mas não gostou do lugar, então juntou muito dinheiro o que deu para comprar duas passagens de ônibus. Karen saiu de casa sem ninguém saber e ficou dois meses lá na casa de um amigo do menino quem teve um romance rápido e confuso, ela teve que trabalhar muito e cansou, então ligou para os pais e eles mandaram dinheiro para ela comprar a passagem de volta. Nem se importaram com nada, só não queriam que estivesse grávida.
Estava escurecendo, as garotas instalaram-se numa pousada, pois, de lá, Rammahdic levaria apenas a Sabryna para o Vulcão, ela precisava fazer uma coisa e somente a Allogaj era necessária.
— Está acontecendo tudo tão rápido, não é? — indagou Fabiana a sós, do lado de fora da pousada, com Sabryna enquanto as outras estavam no refeitório do estabelecimento. Elas curtiam o friozinho da noite.
— Sim — respondeu Sabryna.
— Parece que foi ontem que eu era um manequim.
— Eu fiquei muito assustada naquele dia.
Fabiana deu risadas.
— Eu percebi, meu bem, e ao ver os seus olhos tristes e lacrimejantes, eu tive a certeza de que você era uma garota especial. Conta-me uma coisa, como foi usar o Medalhão de Cronos?
— Ah... — Sabryna não sabia descrever as coisas muito bem, se sentia péssima como contadora de histórias. — Foi legal.
— Legal? — Fabiana sorriu. — Sabe quantas pessoas já o usaram? Você é uma privilegiada.
— Por que vocês não podem usar o Medalhão de Cronos? — Sabryna queria fazer aquela pergunta há muito tempo, mas não havia achado a oportunidade.
— Bem, vou explicar do começo: O Medalhão de Cronos é um objeto com um mecanismo potente, fabricado com materiais mágicos, ele consegue conter e canalizar o poder mágico do Coração do Tempo, o que é algo muito difícil e complicado, isso significa que apesar de ser resistente, tem alguns limites. Quando ele é usado, ele precisa de um tempo para poder ser usado de novo, senão, ele pode sobrecarregar. É até irônico ele precisar de tempo. Enfim, Lidarred, não conseguiu fazer com que o poder fosse contido cem por cento, nesse caso, somente pessoas de grau elevado de magia poderia usá-lo, e curiosamente, quem tem sangue-azul. Não sei o porquê. Quando viemos para a Terra, o Medalhão estava em processo de autorrecarga, ele já tinha sido usado por Rammahdic outra vez quando ela estava disfarçada de Feiticeiro Mascarado, por isso a gente tem se s****o tanto ao lado dela, tudo ficou mais fácil depois do Medalhão. Rammahdic nos entregou o objeto para usar na Terra, ela falou que a gente poderia precisar. Parando para pensar, nem foi tão necessário, mas você tê-lo usado comprovou que você era a Allogaj da Profecia...
— Meninas — saudou Rammahdic, ainda como o Feiticeiro Mascarado, a sua voz era tão grossa que era estranhamente boa de se escutar.
— Vossa Alteza — Fabiana a reverenciou enquanto Sabryna apenas se virou para encará-la.
— Do que estão falando?
— Estava explicando para a Sabryna sobre o Medalhão de Cronos.
— Ah! O Medalhão. Este artefato está em primeiro lugar como um dos mais cobiçados do mundo. Sabia que a única pessoa que fez um objeto parecido foi uma Criatura Primeva?
— Sim, a Grande Doninha do Desdobramento, fez um Medalhão que continha o Poder do Coração de Noldá. A Transcendentis era a minha amiga, ela me contou sobre isso.
— Falar em Medalhão de Cronos, quero dizer uma coisa para a Sabryna em particular.
— Sim, senhora — Fabiana faz uma reverência. — Com licença, Alteza, com licença, Allogaj.
Fabiana retirou-se dali para dentro do barco e Sabryna logo perguntou:
— Por que Ícaro conseguiu ver através de você se nem a Fong conseguiu quando a senhora era o Grão-Mestre?
— Uau! — admirou-se Rammahdic. — Eu não estava esperando esta pergunta, e pela primeira vez eu ouvi você dizer muitas palavras. Olha, ele viu porque eu permiti, fora que ele tem um talento incrível. Também, a Fong perdeu percentagem do seu dom quando foi obrigada a usá-lo a favor de Kanahlic, mas se recusava. Foi por uma boa causa, mas a prejudicou muito. Nunca oprima o seu dom quando ele quer se despertar, isso causa desequilíbrio no seu cerne — Rammahdic mudou de assunto. — Sabryna, lembra do que eu te disse ontem sobre o Unomodo?
— Sim.
— Ele é quem deu a Lidarred toda a sabedoria para fabricar tantas coisas, para fazer tantas proezas com a magia. Ele quer ser o mesmo com você. Você tem capacidade de superar o Lidarred. Unomodo está ansioso pelo seu encontro, disse que precisa te mostrar uma coisa.
— Como ele fala com a senhora?
— Através dos sonhos, mas com você, ele quer conversar face a face.
— Por que as meninas não podem saber sobre isso?
— Porque elas também não sabem que o Unomodo está por trás de muitas coisas. Quem saiba, até o rejeitem, e deuses se alimentam da energia da devoção, mas quando recebem más energias de uma massa majoritária, eles perdem conexão conosco, não quero que isso aconteça. Sabryna, eu vim aqui para falar com você que algumas coisas serão necessárias que aconteçam, para que o propósito de tudo isso venha fazer sentido, pois, o que é revelado para o futuro tem que se cumprir. É quase inevitável. O futuro é incerto, mas há coisas que são inevitáveis, porém, podem ser mudadas no momento certo, e é este momento que fará toda a diferença.
— Não estou entendendo.
— Só me prometa que não vai impedir as decisões de ninguém, senão o nosso plano não dará certo.
— Por que eu impediria alguém de fazer o que quer?
— Isso só fará sentido depois. Tudo o que você precisa entender é que o que estamos fazendo aqui é para um bem maior.
— O que o seu deus está esperando para falar comigo?
— Unomodo não pisa neste mundo, ele é um ser de uma dimensão que humano nenhum no seu estado natural pôde chegar, e para chegar lá no seu estado sobrenatural, é necessário que se esteja preparada, porque senão pode haver sérias consequências. Sarah contou-me que descobriu que a Allogaj Valéria falava com os Treumilas, isso significa que ela se preparou para isto, ou foi preparada, mas se não fosse assim, ela própria já teria entrado em colapso. O Allogaj Cesar, que matou um Primevo e agora está com a Mancha da Morte, conseguiu ajudar os Sacerdotes dos Trealtas a mandarem os Treumilas materializados de volta para a sua dimensão, ele tinha muito preparamento para isso. Toda prática exige preparamento, conhecimento, poder, resistibilidade, entre outras coisas.
— Mancha da Morte? — aquele termo chamou a atenção de Sabryna.
— É quando você usa a magia de maneira imprudente, aí ela tenta fugir do seu cerne através do seu corpo e não sai, a depender do seu grau de magia, e acaba ficando com o corpo manchado. Usar magia de maneira imprudente pode resultar na morte do feiticeiro ou feiticeira, mas ao ter muito poder, a pessoa não morre instantaneamente, também quando não perde o domínio da magia. Porém, a Mancha vai se espalhar até tomar todos os órgãos vitais e levar o feiticeiro a uma morte sinistra. Mas isso tudo não vem ao caso, só me prometa que você aceitará os meios para determinados fins. Será preciso.
— Tudo bem — Sabryna respondeu sem pensar duas vezes, m*l sabia ela o que a aguardava.
— Somente para concluir, ainda hoje à noite, vamos para o Vulcão de Vírnam, você tem uma missão muito importante a fazer, e para isto, precisará de um artefato mágico criado por mim, graças a Unomodo que me instruiu assim como instruíra o Grandíssimo Mago Real Lidarred. Sabryna, entenda que este nosso ato precisa ser bem esquematizado e bem executado, senão poderemos entrar uma briga com os Vinte e Quatro Anciões, e não estamos preparadas para isso agora. Entende?
— Sim, senhora.
— Ótimo, agora, vamos para dentro, em alguns instantes teremos que partir.
Sabryna era uma pessoa que muito agradava à Princesa Rammahdic, ela não questionava as suas ordens, era muito obediente e bem submissa, uma excelente serva, porém, a sua passividade a preocupava, esperava que ao realizar o seu plano sobre a Allogaj, de alguma forma pudesse mudá-la drasticamente, pelo que viu, muita gente mudou, e o que estava preparado para ela era ainda maior.
¶
Rammahdic era intimidadora quando estava na forma de Feiticeiro Mascarado pelo seu tamanho e aparência. Quem via, pensava ser um híbrido com gigante. A Allogaj e ela caminhavam por vários minutos na escuridão da noite em direção ao Vulcão de Vírnam que era iluminado por luminares na entrada. Rammahdic estava com uma capa da levitação, porém, todas eram registadas no Organização Mundial da Magia Universal, não poderiam usar no momento, então tiveram que ir a pé.
— Vossa Alteza — disse Sabryna —, posso fazer uma pergunta?
— Sim.
— Em que ano estamos neste mundo?
— Estamos no ano dois mil novecentos e noventa e nove, estamos praticamente no fim do ano, bem perto do terceiro milênio. Antes que você pergunte, não contamos meses e sim semanas, também temos trezentos e sessenta e cinco dias, é tudo bem igual à Terra, só o que muda é o predomínio da magia.
Sabryna refletiu sobre aquela resposta.
— Na Terra ainda estamos em dois mil e sete, mas depois de Cristo.
— Sim, entendo. A nossa referência para a datação no nosso calendário é o mago Ludwik Zamenhof, ele era um Immortalis, largou toda a vida de magia para viver como Immunus na Terra. O seu verdadeiro nome era...
Elas ouviram um som no meio da escuridão e Rammahdic apontou o cetro real para iluminar o ambiente, mas era apenas um lagarto que correu para a sua toca, então, continuaram com o percurso.
— Como se larga a vida de magia? — perguntou Sabryna.
— Se auto-desmagnificando, e vinculando o ato com a própria magia para que ela reconheça que você quer ser um humano comum. Na verdade, eu não sei como se faz isso, pouquíssimas pessoas deste mundo se autodesmagnificaram, mas Zamenhof deixou tudo por amor ao que fazia. Ele criou a língua qual usamos para fazer magia. Depois de alguns anos foi que ele atualizou a sua língua artificial e levou para a Terra, a sua inspiração. Há um código secreto no Esperanto, mas somente quem é feiticeiro pode decifrar. As palavras mais carregam magia do que quem as reproduz.
— Há cento e vinte anos que se faz feitiços com o Esperanto. Por que mudar de língua para fazer magia?
Finalmente chegaram ao destino, ao pé do Vulcão, na lateral, havia uma pequena cabana que funcionava como uma Biblioteca Pública para visitantes. Somente estudiosos iam naquele lugar, pois, todos os textos guardados naquela biblioteca estavam escritos em antigo-dorbo. Entraram e o lugar iluminou-se automaticamente.
— Desde sempre — responder a Princesa — a Ordem dos Magos era responsável por criar feitiços e patenteá-los na Organização Mundial da Magia Universal com os Vinte e Quatro Anciões, até mesmo maldições e contramaldições, ainda existem maldições tão complexas que somente o amaldiçoador pode retirar, porém, pessoas comuns, mas poderosas, começaram a criar feitiços. Não se sabe ao certo quando isso começou e por que, então, Zamenhof, que era um Immortalis e o Mago Supremo, o líder da Ordem dos Magos, resolveu criar uma língua para se praticar magia, ele fez a primeira baseada no antigo-dorbo, mas não deu muito certo, as pessoas continuavam a criar feitiços, então ele foi à Terra, estudou algumas línguas de lá e trouxe-nos uma artificial qual ele deu o nome do Noxúkio depois de muito tempo ele batizou-o de Esperanto e decidiu espalhar pela Terra também. Tudo começou aqui, no mundo mágico, então, ele viajou no tempo, colocou a língua no passado e mudou o destino do mundo, sacrificou tudo para realizar isso.
— Como ele conseguiu viajar no tempo?
— Um segredo, revelado a ele por Unumodo, e agora revelado a mim — ela retirou a máscara do rosto e voltou ao normal.
Rammahdic estendeu a mão para o ar e retirou do nada um bracelete dourado bem grande e cheio de relevos com quatro concavidades, cada uma estava num hemisfério e havia umas escrituras ao redor. Ela mandou que Sabryna retirasse a jaqueta para mostrar o antebraço e colocou o bracelete nela que coube perfeitamente.
— O que é isto? — indagou Sabryna.
— Eu chamo de o Bracelete de Saturnus.
— É lindo.
— Sabryna, preste atenção, o que você fará agora vai mudar a história deste mundo completamente, só você tem poder para fazer tal coisa. Se nos descobrirem, vamos entrar numa briga qual teremos uma chance enorme de perder ou até mesmo sermos mortas, você entende?
— Sim — a resposta de Sabryna saiu quase inaudível, a Princesa a deixou constrangida.
— Ouça, eu confio em você, eu sei que dará tudo certo, este plano foi arquitetado durante muitos anos, a última peça para que tudo dê certo é você, agora, só falta executá-lo. Lembra dos feitiços que te ensinei hoje na pousada?
— Sim.
— Ótimo, está na hora.
Rammahdic retirou da bolsa a capa de levitação para Sabryna vestir, e em seguida retirou o Medalhão de Cronos e o colocou em volta do pescoço de Sabryna, ela se virou para a saída e assim que Rammahdic deu a ordem, Sabryna desapareceu.
Um segundo depois, a Princesa viu tudo girar ao seu redor e agora estava na pousada, no quarto com as meninas.