Capítulo 21

3061 Words
O mundo parou para Sabryna. Apesar de estar naquele estado, ela só perceberia ao observar Rammahdic que estava parada feito uma estátua de cera. Ela pegou o Medalhão e calculou quanto tempo tinha antes que o efeito do encantamento acabasse, então, ela correu para o lado de fora da cabana e foi para a frente de Vulcão. Sabryna olhou para a entrada da caverna no Vulcão, uma escadaria a levaria para lá, mas ela não tinha tempo para subir a pé, então, concentrou-se na capa, e sem mesmo ter usado antes, usou-o como se fosse algo de praxe, flutuou até à entrada da caverna onde havia quatro imediatos enormes a vigiarem. Do lado de dentro um portão de ferro que guardava o portal interplanetário estava fechado, Sabryna usou o feitiço Vibri Atomoj para atravessar e sentiu um leve tremor ao seu redor. A Allogaj não sabia que o portão era encantado pelos Anciões, assim que Sabryna o atravessou por meio de magia, o que não seria possível se ela fosse uma feiticeira comum, a magia dos Anciões foi quebrada, mas eles sentiriam isso somente quando ela voltasse ao seu ritmo normal já que o tempo estava parado para ela. A garota estava diante de uma passagem na parede da caverna, era uma membrana que se movia lentamente como um finíssimo véu a ser agitado pelo sopro do vento. Do lado direito e do lado esquerdo existiam duas passagens que levavam para o interior da caverna que era onde se encontravam as Pedras de Vírnam. Naquele espaço havia dez guardiões a guardarem o portal interplanetário, pela cena, conversavam tranquilamente. Sabryna empunhou o seu bastão de Ébano Encantado contra o portal e usou o feitiço que Lidarred criou para fechar o portal interplanetário da Ilha de Novéanor: Rompi Portala Sigelo. Em seguida um raio cósmico verde saiu do bastão de Sabryna a atingiu o portal que começou a vibrar bem rápido e lentamente foi mudando para uma cor amarelada e metálica, e quando ficou totalmente diferente, os umbrais da passagem explodiram. O bastão de Sabryna não aguentou a carga e explodiu na sua mão, os pedaços flutuavam no ar. Ela ficou triste pelo bastão, mas acreditou que receberia outro. Os pedaços da passagem também ficaram imóveis no ar e no centro havia uma porção de poeira amarela e metálica que se movia como pássaros agrupados. Sabryna se aproximou a retirar as pedras do caminho e sentiu um poder imensurável daquela poeira, então, ela estendeu o bracelete e apertou o dedo num dos côncavos qual Rammahdic lhe instruíra. Ao aproximar o bracelete ainda mais, a porção de poeira amarela vibrou e foi atraída como um imã para o côncavo que automaticamente se fechou numa cúpula transparente a segurar o Coração do Tempo Passado ali. Missão cumprida. Imediatamente, Sabryna olhou para o Medalhão de Cronos, ainda tinha tempo, e voltou apressadamente para a cabana onde estava Rammahdic. Chegando lá, ela segurou-a pelo b***o e flutuou pelo caminho de volta, mesmo no escuro, conseguiu chegar à cidade do Reino de Vírnam que de muito longe dava-se para ver o seu brilho. Ela entrou na pousada, abriu a porta do quarto, posicionou Rammahdic para ela cair na cama e desativou o Medalhão de Cronos faltando minutos para fechar uma hora. Agora, o tempo voltou ao normal. ¶ Karen, Fabiana e Bia estavam acordadas, elas conversavam alegremente quando se assustaram com o súbito aparecimento das mulheres. A Princesa Rammahdic, que se equilibrou mesmo tonta porque fora levada de um lugar para outro daquele jeito, olhou para a Allogaj com os olhos bem abertos, depois sorriu a bateu palmas. — Sim, sim, Sabryna. Você fez tudo como lhe ordenei. Deixe-me ver o bracelete. Sabryna mostrou o bracelete e Rammahdic analisou a poeira metálica e um pouco reluzente a mover-se lentamente dentro do côncavo. — Garotas — disse a Princesa —, contemplem o Coração do Tempo Passado, era o responsável por um portal interplanetário em Dorbis. Fabiana a Bia se aproximaram de Sabryna e admiraram o que viram. — Eu não consigo sentir o poder — disse Fabiana — O Bracelete de Saturnus pode anular perfeitamente a emissão do poder do Coração. Depois de um tempo a admirarem o objeto, Bia falou: — E agora, o que vamos fazer, Alteza? — Vamos embora, sem demora e sem deixar rastros. Os guardiões do portal devem estar confusos com o fato inusitado de o portal ter se fechado, vão notificar aos Anciões e provavelmente eles saberão o que ocorreu. Virão checar a área e questionar cada feiticeiros deste mundo até resolver o problema, porque é bem provável que eles terão a resposta depois de uma conversa bem tensa. Rammahdic e as meninas não se demoraram, no meio dos perigos da noite saíram do Reino de Vírnam às pressas. Haviam guardas do Reino a patrulharem pelas redondezas, mas não foi difícil despistá-los. Depois de uma longa caminhada pela região de vegetação rasteira, estavam a se aproximarem do portal intercontinental, de Lappalidor para Kellengordi, não podiam demonstrar suspeita e Rammahdic, que tinha permissão da Suma-Sacerdotisa para atravessar portais, já havia colocado a sua Máscara Mágica de volta no rosto. E atravessaram. Sabryna ficou um pouco intimidada com as púcas que observavam somente a ela, mesmo assim, Sabryna era tão apática que não levantou nenhuma suspeita. ¶ Um guardião do Vulcão de Vírnam estava na entrada do Obelisco onde se reuniam os Vinte e Quatro Anciões, era madrugada e ele parecia bastante desesperado. Dois Magos acompanharam o rapaz até a entrada e o Grão-Vizir do Reino de Sabanth, Ruffalônio, o levou até aos Senhores de Dorbis. — Senhores de Dorbis, apresento-lhes um dos Dez Guardiões da Noite, Jaidohof, do Vulcão de Vírnam. — Espero que seja de extrema importância, Ruffalônio — disse um dos Anciões —, para interromper a nossa conversação, um feitiço nosso foi quebrado, estamos tentando descobrir o que houve. — Sim, meus Senhores — Ruffalônio empurrou o rapaz para o centro. — Garanto ser importante e creio que tem a ver com o que conversam. Nervoso, diante dos Senhores de Dorbis, o guardião falou sem qualquer cerimônia: — Meus Senhores, o portal interplanetário no Vulcão de Vírnam explodiu inesperadamente e... — O quê? — berrou um deles a expressar a emoção de todos. O Ancião desceu, a flutuar, do seu posto e aproximou-se do guardião, depois, colocou as duas mãos nas têmporas do rapaz e vasculhou todas as suas memórias recentes, automaticamente, passou as memórias para os demais Anciões que receberam de maneira telepática. Assim que soltou o moço, ordenou que saíssem Ruffalônio e ele do recinto, haveria uma conversa muito séria no Obelisco do Organização Mundial da Magia Universal e ninguém podia ouvir. — Quem será que fez isso? — perguntou o Ancião Otasazadá — Alguém que usa o Medalhão de Cronos — afirmou Oín. — É a única explicação. Ninguém conseguiu ver ou identificar o feiticeiro que além de tudo o que podemos supor sobre ele, é muito poderosos ao ponto de cancelar um portal interplanetário. — Lidarred não voltou do Além — disse Ogumsá —, e se tivesse voltado, não teria mais poder mágico. Quem será? — Provavelmente alguém de Ic — sugeriu Ofumdá —, esse Reino vive nos causando problemas. — Ozáuz — falou o Ancião OfumdaGíodle —, você tem ajudado este Reino a cancelar possíveis cultos aos Treumilas, depois, procure investigar sobre a hipótese de estarem por trás deste evento que ocorreu em Lappalidor. Alguém cancelou o portal interplanetário no Vulcão de Vírnam, é certo que seja alguém que sabe qual a sua propriedade mágica. — O Coração do Tempo Passado — disse Ozáuz. — Sim — continuou OfumdaGíodle —, e é possível que tenha feito isso usando o Coração do Tempo Presente que está contido no Medalhão de Cronos. — Parece que alguém quer se tornar o Senhor do Tempo — disse Ozáuz. — Demoramos séculos para encontrar o Coração do Tempo Futuro — disse Otasamefá — e recentemente descobrimos que o portal interplanetário leva para a Terra e era usado como portal clandestino numa caverna gerenciada pelo feiticeiro Agolar, do Reino de Ic. — Tinha que ser lá — comentou um deles. — Quando finalmente temos o controle total do portal — disse Oémsa —, outro é cancelado. — O que devemos fazer? — perguntou OfumdaÍn. — Vamos ter que cancelar o portal da Caverna de Agolar — respondeu OfumdaGíodle —, e depois trazer o Coração do Tempo Futuro para nós para mantê-lo em segurança. — Eu farei isto imediatamente — disse Ozáuz. — Se me permitem, Senhores — Ozáuz nem esperou que confirmassem e transportou-se para o Reino de Ic. — Nosso propósito era de sermos os Senhores do Tempo de Dorbis — disse Otás. — Parece haver alguém no nosso caminho. Precisamos de outras medidas. — Vamos bloquear algumas magias e feitiços e encantamentos para dificultar o percurso de quem quer que esteja a pegar os Corações para o que quer que seja — falou Ozadá. — Ozadá teve a melhor ideia até agora — disse OfumdaGíodle. — Também, vamos mandar uns mestres para o Reino de Vírnam para fazerem uma perícia pelo local, precisamos saber quem esteve por lá e concluir quem são os possíveis feiticeiros que atentaram contra a Organização Mundial da Magia Universal. Faremos isto agora, quem sabe tenhamos respostas frescas. Os Vinte e Quatro Anciões, que também tinham figuras femininas, cinquenta e dois por cento, continuaram com o diálogo telepático que apesar de parecer rápido, na mente demorava muito mais tempo, era como se o tempo parasse para eles na dimensão da mente. ¶ Estava de manhã e Rammahdic e as meninas estavam na beira da praia. Um navio de um amigo da Princesa passaria por Barboa naquele dia e ela e as suas companheiras pegariam uma carona. A Princesa estava disfarçada como Feiticeiro Mascarado, era bem mais conhecida assim, fora que somente a Zingária e a Suma-Sacerdotisa sabiam quem era ele de verdade. De repente, uma poeira reluzente desfragmentou-se na frente de Sabryna e ela segurou o seu bastão mágico de Ébano Encantado antes que caísse no chão. Sabryna e as meninas olharam para a face do Feiticeiro Mascarado sem acreditar no que viram. — Pensei que ele se destruiu — disse Sabryna. — Esta madeira da Ilha de Novéanor é encantada por um motivo — respondeu Rammahdic como Grão-Mestre —, e os outros bastões foram apreendidos pelos Anciões por uma razão. — Por que não me contou antes? Rammahdic deu de ombros. — Gosto de surpresas. Depois de alguns minutos, quais Karen passou todo o tempo a falar e a falar, ouviram um som como de uma corneta de lugar nenhum, de repente, apareceu do nada, um navio que parecia pirata e um homem, de longe, acenava para elas, então, a Princesa envolveu as suas meninas num portal e foram todas transportadas para o convés. Não era um navio encantado como o barco que a Suma-Sacerdotisa conseguiu para a equipe da filha de Ic, mas era conduzido por meio de magia também, e o capitão era quem o conduzia. — Grão-Mestre, meu camarada — disse o capitão quando deixou o leme com o co-capitão para abraçar um velho amigo, e no proa, acenderam uma Chama n***a feita por bruxas que tinha o poder mágico, porém, efêmero, de impedir que abrissem portais em determinados pontos. — Capitão Geodabaj — disse o Mascarado —, há quanto tempo? — Quantas surpresas Rammahdic ainda tem na manga? — cochichou Fabiana para as outras. — Quem são estas belas mulheres? — perguntou o Capitão Geodabaj ao observá-las, ele usava um chapéu, tinha olhos escurecidos, manchas ao redor das pálpebras, e uma enorme barba parcialmente grisalha. — São as minhas aprendizas. — Pensei ter mais, meu amigo, o Grande Feiticeiro Mascarado. Para as meninas era estranho se referirem à Rammahdic no gênero masculino, sendo que agora sabiam sobre a sua verdadeira identidade. De qualquer maneira, elas entendiam as conversas na própria língua porque aquilo era obra da Voz Universalem, pois, não havia gêneros nos vocábulos da língua dorbiana. — E tenho — respondeu Rammahdic —, mas estão espalhados por aí. — Venham para a minha cabine — chamou o capitão —, temos muito o que conversar. O Capitão Geodabaj levou as mulheres para a sua cabine enquanto o restante da tripulação as observava como hienas a esperarem os leões terminarem a refeição para atacarem a carcaça. Ele acolheu-as como um bom homem cavalheiro que era, exceto Rammahdic, como estava na forma de homem, foi tratada como igual, mas por ser enorme e intimidador, não mexiam muito com ele. As meninas teriam que ficar na cabine por três dias para não serem assediadas pelos homens daquele navio, a única que se empolgou com aquilo foi a Karen, gostava de se sentir desejada. — Sabryna e você são extremamente diferentes — comentou Fabiana. O capitão era um importante feiticeiro das trevas mercador de matéria-prima para fabricação de artefatos mágicos. Era assim que ele ganhava a vida. Contudo, a matéria-prima era retirada ilegalmente e não podia ser passada através dos portais intercontinentais e menos ainda pelos portais fronteiras dos reinos sem burocracias que poderiam atrasá-lo muito. O único espaço que podia usar e que era livre de magia e encantamentos era o marítimo. O mar é inconstante e instável, além se ser imensurável, não era possível marcar território de maneira mágica. A Organização Mundial da Magia do Universo estabeleceu um decreto sobre compra e venda ilegal de recursos naturais mágicos, mas os a***********s continuavam a existir através do mar, então criou vários grupos de guardiões marítimos para combaterem esses criminosos em embarcações como a que levava a equipe de feiticeiras de Rammahdic. Assim que voltaram à rota de navegação, acenderam a Chama n***a para p******o do navio e colocaram um feitiço de invisibilidade, não era muito eficaz contra Admunus muito bem treinados e possantes de magia, mas era melhor prevenir-se. O Capitão Geodabaj e a Princesa Rammahdic na forma do Grão-Mestre, Feiticeiro Mascarado, conversavam um de frente para o outro, enquanto as meninas ficaram num canto da cabine, que era muito grande, parecia uma sala de estar, sentadas e em silêncio. Ainda eram oito horas da manhã e o capitão mandou que preparassem um banquete para o Feiticeiro Mascarado e as suas aprendizas sentaram-se à mesa, comeram e conversaram. — Mascarado — disse Geodabaj com a sua voz áspera —, por qual motivo está indo para Barboa, não tem nada lá a não ser um Castelo quase abandonado e uma cidade imensa, porém, tão chata que faz eu querer me enforcar com as minhas próprias tripas. — Sinto muito, meu amigo, estes assuntos são de extrema confidência — respondeu Rammahdic com a voz grossa e abafada do Grão-Mestre. — Qual é? Vai mesmo me negar a resposta? — Vou. — Mascarado... — Capitão, este segredo está vinculado com magia, não posso quebrá-lo. — Poderá se você usar um medalhão que eu tenho aqui. — Capitão... — Rammahdic parou de falar quando ela sentou um calafrio na espinha. — Sentiu isso? — perguntou para o capitão. — Sim — respondeu Geodabaj. Em seguida, ouviram um trovão diferente abalar todo o céu e fez a terra tremer. — Afastem-se — ordenou Rammahdic. Todas levantaram da mesa e afastaram-se, ficaram distantes uns dos outros e Sabryna ficou sem entender o que acontecia, logo após, um monte de coisas foram surgindo do nada atrás de cada feiticeira e feiticeiro. A maior quantidade foi a do capitão, em segundo lugar foi Rammahdic, em terceiro lugar foi a Bia e em quarto, com pouquíssimas coisas, foi Fabiana. Sabryna não teve nada e Karen era uma Immunus. — O que é isso? — questionou Karen. — Oh! Que desgraça — praguejou o capitão. Geodabaj mandou que as meninas permanecessem na cabine e chamou o Mascarado para sair com ele para ajudá-lo a entender o que houve e administrar o seu navio. A tripulação devia estar totalmente atribulada naquele momento. Ele disse para as meninas não tocarem em nada do que era dele, havia muito minério, muitos cristais que pareciam preciosos, mas Rammahdic assegurou a honestidade das suas aprendizas, depois ele falou que disse aquilo por brincadeira. Rammahdic pegou, cautelosa e sutilmente, uma esfera pequena do chão, que fazia parte dos seus pertences, a única coisa de tantas espalhadas pela cabine, e entregou à Bia, depois saiu com o Capitão. — Gente? — insistiu Karen depois que ficaram a sós. — Os Vinte e Quatro Anciões bloquearam o acesso à quarta dimensão para uso pessoal — respondeu Bia —, tudo o que colocamos lá por meio de magia retornou para nós. — Bem que Rammahdic nos falou, ainda bem que deu tempo de retirar algumas coisas mais valiosas. — disse Fabiana, ela abaixou-se e pegou um livro. — Olha só, eu tinha esquecido que este livro estava lá. — Vocês sabiam? — questionou Sabryna com a voz bem baixa. — O quê? — indagou Bia. — Ela quer saber por que vocês sabiam que isso ia acontecer — falou Karen bem alto. — Fala baixo, menina — sussurrou Fabiana. — Sim, o Grão... Rammahdic havia nos contado, quando não sabíamos que era ela como Grão-Mestre, que ela faria uma coisa muito importante para o mundo depois que encontrássemos o Allogaj, e que por causa disso os Anciões bloqueariam o uso de algumas magias para dificultar as nossas atividades contra eles. — Isso já aconteceu no passado — falou Bia —, mas eles desbloquearam o uso da magia assim que controlaram a situação. — Eu não entendo isso de bloquear e desbloquear — disse Karen. — Achei que vocês eram livres para fazer o que quisessem. Não é assim que funciona a magia? — Não aqui. Há tantos protocolos que só não desistimos de fazer magia devido à perniciosidade deste mundo. — Por causa do quê? — Dos perigos que nos rodeiam. — Por que não falou antes? Bia revirou os olhos. — Foi exatamente o que falei. — Hum! — resmungou Karen. — Vocês têm que falar é tudo o que vocês sabem. Chega de surpresas. Sabryna quer ajudar vocês e a coitada está tão perdida quanto eu. Sabryna achou graça por Karen, mas não se atreveu a demonstrar, era tímida até mesmo para saberem que estava contente.
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