No Obelisco dos Anciões havia tanta gente na porta que não se podia controlar a multidão apenas com os guardas do Reino de Sabanth. Muitas pessoas foram reclamar sobre o bloqueio do uso da quarta dimensão, o que afetou no uso do Mundo Etéreo. Muitas pessoas quais estavam seguras, principalmente crianças, voltaram para a terceira dimensão, muitos objetos valiosos, muitas coisas que não tinha como deixar dentro de casa, entre outras.
Foi a maior desordem que já tiveram ao longo dos anos naquela extensa área. Não podiam explicar o verdadeiro motivo da situação, ninguém sabia do cancelamento do portal interplanetário no Vulcão de Vírnam qual ninguém sabia dar uma resposta exata sobre o que verdadeiramente aconteceu, apenas levantar suposições. Disseram ser para a segurança do mundo e integridade do bom uso da magia, mas essas respostas não foram suficientes.
Os Anciões detestavam desordem, e aquele furdunço estava a incomodá-los, mas não podiam se voltar contra o povo, e não podiam retroceder dos seus planos de bloquearem o uso de algumas magias e encantamentos. Disseram, mais tarde que precisavam fazer algumas coisas para recuperarem a ordem e o equilibro do Cosmos, que estava afetado com tantas coisas que aconteciam no mundo, mas avisariam sobre o próximo bloqueio. Pediram que aguardassem até segunda ordem, que aquilo era necessária para o controle de tudo.
A multidão ficou mais agitada, queriam facilitar as suas vidas com magia e os Anciões dificultavam as coisas. Precisavam de um projeto de intervenção para aqueles problemas, então, fecharam os portões e foram meditar.
De qualquer maneira, depois de muito tentar, o Ancião que ajudava Zadahtric no Reino de Ic, Ozáuz, conseguiu cancelar o último portal interplanetário daquele mundo e o levou para o Obelisco no momento da confusão. Eles pegaram o Coração do Tempo Futuro contido numa esfera transparente e decidiram mandá-lo para o Reino dos Marianos, localizado no Oceano Cobalto, para fazerem a segurança do ítem.
Os Marianos eram um povo de seres pensantes que não usava magia e não conheciam as propriedades do Coração, não eram corruptíveis como os humanos, e se assemelhavam aos Elfos, porém, uma versão marinha. Além disso, os Anciões não sabiam como conter a Emissão do poder do Coração, e o fundo do mar era a melhor opção que existia. O Marianos ganhariam um localizador caso alguém tentasse roubar o Coração, eles acionariam e três Anciões imediatamente apareceriam no local.
Mais ninguém podia saber sobre aquilo.
¶
Passaram-se dois dias no mar e o terceiro dia estava perto de amanhecer. Sabryna não conseguiu nem mesmo dormir naquela noite trancada naquela cabine como se fosse um daqueles produtos contrabandeados do Capitão Geodabaj, e justamente naquele dia, Rammahdic e o Capitão dormiram fora da cabine.
Karen acordou bem cedo e na ponta do pé saiu para o convés, e Sabryna decidiu segui-la.
— Karen? — sussurrou a Allogaj para a Immunus que se assustou no mesmo instante qual abriu a porta com vagareza.
— Ai! Sabryna, que susto — ela pôs a mão direita no peito.
— O que está fazendo?
— Só saindo um pouco — ela continuou a ir para o estibordo do navio e a Allogaj a acompanhou.
— O capitão disse para a gente não sair.
— Eu sei, eu só quero ver o mar. Eu faço isso desde que cheguei aqui, volto para a cabine antes do amanhecer que é o horário que os homens levantam para fazerem sei-lá-o-quê no navio. Não consigo dormir.
As duas se debruçaram no parapeito do navio e observaram a lua a ir embora. As águas mais calmas tornavam a viagem um pouco agradável.
— Não é todos os dias que vejo isto, só queria aproveitar — disse Karen.
— É a primeira vez que vejo o mar de perto — falou Sabryna e Karen a encarou bastante impressionada.
— Amiga? Você nunca viu o mar, nem na televisão?
— Bom! Eu nunca tive televisão.
— Sabryna — condoeu-se Karen pela declaração da Allogaj.
— Está tudo bem, eu também nunca tive interesse nessas coisas.
— E agora que você está vendo o mar bem diante dos seus olhos, como se sente?
— Normal. Sim, o mar é magnífico, mas a magia é mais. A minha atenção está agora voltada para outras coisas.
— Tudo bem, mas quando você fizer o que tiver que fazer, a gente tira um tempo para tomar um banho na praia e você n******e me negar isto.
— Está certo.
Sabryna e Karen ficaram por um momento em silêncio, apenas ouvindo e vendo o mar conversar com o céu, até que Karen percebeu que o dia começa a clarear e lembrou-se de uma coisa.
— Sabryna, meu Deus, temos que voltar para a cabine, vamos.
Assim que elas se viraram, dois tripulantes apareceram e olharam para elas, depois sorriram e andaram na sua direção.
— Não se aproximem — ordenou Karen e os homens pararam.
Karen ficou na frente de Sabryna para protegê-la, mesmo sabendo que Sabryna era bem mais poderosa, inúmeras vezes, que ela.
Os homens olharam-se e voltaram a andar bem devagar.
— Calma, belezinhas, não vamos machucar vocês — disse um.
— Jamais faríamos isto — disse outro.
— Só queremos conversar.
— Vocês vão gostar.
— São tão bonitas.
— Obrigada, mas não queremos conversar — disse Karen rudemente.
A medida que eles se aproximavam, elas recuavam até encostarem no parapeito do navio. Karen arrependeu-se de ter saído da cabine, acabou se passando no horário.
— Por quê? — insistia o primeiro. — Temos coisas tão boas para vos falar.
— Nos deixem em paz — Karen agora ficou desesperada, mas permanecia rude. — Por favor.
— Não precisa gritar — falou o outro —, não agora, porque depois vocês vão gritar de prazer.
As meninas ficaram encurraladas, atrás estava o mar e na sua frente, dois pervertidos que não viam mulheres há muito tempo. Sabryna saiu detrás de Karen e estendeu o braço para impedir que dessem mais um passo.
— Se afastem — falou com seriedade. — Agora.
De repente, o primeiro tripulante do navio segurou o braço dela a sorrir e disse:
— Você é ousada, eu sou apaixonado por mulheres... — ele parou de falar ao sentir que havia algo diferente no braço da garota, e sem permissão, com a outra mão levantou a manga da jaqueta e viu o Bracelete de Saturnus, ele não tinha conhecimento sobre o objeto, mas para ele parecia bastante valioso. Ele conseguiu ler um dos nomes no objeto e olhou surpreso para a Allogaj. — O que é isso...
Sabryna não deixou ele terminar de falar, usou a telecinesia para afastá-lo, porém, ela não entendeu que naquele mundo o seu poder se ampliava, e o que era para ser um simples empurrão tornou-se um arremesso tão forte que o homem se chocou contra o mastro do navio e desmaiou. O outro que viu a cena, levantou as mãos para o alto com medo de Sabryna e imediatamente Karen pegou no braço da garota para correrem de volta para a cabine como se apenas uma porta fosse protegê-las de qualquer perigo.
As meninas entraram na cabine, mas apenas Karen ficou bastante eufórica.
— Sabryna, desculpe-me, não era para termos saído, não era para isso ter acontecido.
— Gente, o que houve? — perguntou Fabiana, ela havia acordado assim que entraram.
A porta sendo fechada abruptamente a despertou do sono.
— Saímos da cabine — informou Karen com a voz de culpa.
Fabiana chegou mais perto das garotas para falar sobre aquilo com mais sigilo.
— Meninas, vocês não têm juízo? Estes homens respeitam as ordens do Capitão, mas até onde ele pode ver...
— Eu sei, eu sei. A culpa foi minha. Desculpa.
— O que aconteceu mesmo? Fizeram alguma coisa contra vocês? — ela olhou para a Allogaj. — Sabryna fez alguma coisa contra eles?
— Bom, dois deles apareceram e tentaram nos agarrar à força, mas Sabryna usou os poderes dela com a mão e o homem voou até se bater contra o p*u do navio e morreu.
— Ele morreu? — Fabiana abafou o grito. — Espera, p*u do navio?
— Ele não morreu — falou Sabryna. — Eu só queria afastar ele, não sabia que iria ser tão impactante.
— Feiticeiras — falou Bia já acordada —, que reunião é esta?
¶
Depois da pequena reunião, as meninas não dormiram mais, de qualquer maneira já havia amanhecido, então se arrumaram e foram conversar sobre a situação por um tempo até o Feiticeiro Mascarado entrar na cabine.
— Expliquem-me agora o que aconteceu — falou o Mascarado com as mãos na cintura como se fosse um pai prestes a corrigir o erro das filhas. — Um homem entrou no interior do navio para dizer que encontrou duas garotas e o resto do assunto foi em particular.
Fabiana, que se expressava melhor, contou tudo o que as meninas havia relatado e Rammahdic ficou estarrecida com a situação, então, mandou que elas se organizassem para partirem, pois, a praia de Barboa estava perto. Enquanto isso, Rammahdic rezava em particular para quem elas não sabiam, mas deduziram ser para os Trealtas.
Quando saíram da cabine, depararam-se com toda a tripulação do navio a apontar os seus bastões mágicos para elas.
— Se fizer um movimento brusco todos nós atacaremos sem piedade — avisou o Capitão Geodabaj.
— Capitão? Por que isto? — questionou o Mascarado.
— Grão-Mestre — começou o capitão —, somos amigos há quase dez anos, mas eu sei que você esconde muitos segredos e um deles é a sua aparência, ninguém sabe quem você é, de onde vem e qual o seu propósito de vida. Sinto muito, meu camarada, mas não dá para confiar numa pessoa como você sem questionar. Um dos meus marujos que foi atacado por esta menina telecinética — ele apontou a mão para Sabryna — viu um bracelete muito curioso das suas amigas, eu quero ver. Quero saber o que vocês têm e o que pretendem fazer.
— Capitão, não interfira neste assunto, está além da sua compreensão, além do seu poder.
— Mascarado, eu não vou falar novamente. Esse discurso não vai me parar.
— Estou tentando salvar a sua vida, seu i****a.
— De que maneira?
— Você apagando a Chama n***a e liberando a nossa saída do seu navio sem qualquer intervenção.
O Capitão Geodabaj riu.
— Pensa mesmo que sou i****a? Você carregar uma coisa de muito valor, e tem uma telecinética como guardiã. Me entregue e depois eu deixo vocês irem embora ilesas.
— Capitão...
— Sinto muito, Mascarado, mas neste mundo, os espertos sobrevivem... — Geodabaj parou de falar quando algo muito forte acertou o casco do navio e fez toda a embarcação estremecer. — O que foi isso?
— Eu avisei.
— Você está blefando. Quero dez homens vasculhando o navio agora, procurem saber o que foi este impacto — ordenou o capitão. — E para vocês, vou contar até três para que a telecinética me entregue o bracelete, e a rechonchuda de aparelho nos olhos — falou de Bia —, entregue-me a esfera que você deu a ela no dia que o uso da quarta dimensão foi bloqueado. Pensa que eu não vi? Eu reconheço algo valioso de longe, entreguem-me logo antes que o pior aconteça.
— Grão-Mestre... — disse Fabiana, mas foi interrompida pelo próprio.
— Shhh!
— Vai ser assim? — indagou o Capitão depois de uns longos segundos. — Marujos — gritou Geodabaj, porém, não deu tempo de lançar nem uma ordem.
De surpresa, um tubarão gigantesco saltou do mar para cima da embarcação, contudo, como se estivesse a esperar, o Grão-Mestre fez o seu cetro real crescer e através da magia envolveu as meninas num globo transparente e resistente. O tubarão caiu em cima delas e estraçalhou o navio de madeira pelo meio a fazer com que todos e todas caíssem no mar.
A criatura era tão grande que se equiparou ao tamanho do navio, que nem era tão grande como a maioria. As meninas puderam ver tudo de dentro do globo e debaixo d'água. Alguns homens não sabiam nadar — foram selecionados de modo aleatório —, não sabiam conjurar um feitiço sem a oralidade ou se concentrarem para conjurar feitiços em situações de grande pressão — inexperientes —, o que acarretou a morte de muitos, principalmente por o tubarão, Megalodonte, devorar a maioria. As meninas encobriram os olhos para não ver.
Agora que a Chama n***a havia se apagado, que não existia mais navio, Rammahdic usou o seu cetro para transportá-las para a margem da praia. As meninas caíram sentadas na areia enquanto ela continuou de pé, e de longe assistiram o tubarão gigantesco terminar o serviço.
A Princesa retirou a máscara e voltou ao normal, de repente, alguns feiticeiros abriam portais para a margem da praia e ela cancelava um por um. Voltaram para o local de onde saíram e eram exterminados pelo animal ou pelo afogamento.
— Princesa — Bia tentou adverti-la sobre o ato.
— Infelizmente, não podemos permitir que sobrevivam — disse Rammahdic. — Eles já sabem demais, não estão ao nosso favor e podem nos atrapalhar futuramente.
— Como a senhora pode saber do futuro? — questionou Fabiana. — E este tubarão, a senhora sabia sobre ele? Foram as suas preces?
— Eu sabia sobre as intenções do Capitão Geodabaj, mas não sabia do tubarão. Apenas aguardei.
— Como assim? — insistia Fabiana. — Não estou entendendo.
— Depois vocês entenderão. Agora, apenas me obedeçam.
Depois da chacina, Rammahdic e as meninas foram para a entrada do Castelo de Barboa, moradia do Rei Farabáz. Subiram por uma escada de pedras na encosta e foram para a ponte que ligava a baía ao Castelo. Sabryna questionou à Princesa sobre o tubarão, ela disse que o Megalodonte era um dos guardiões do Reino dos Marianos, e em particular contou que os animais mágicos eram criaturas controladas por Unomodo, no princípio, ele criou-os, e que ela esperava pela sua intervenção quando o Capitão Geodabaj tentou impedi-la de prosseguir com o seu projeto.
— Nós, das cinzas, precisamos ser guiadas por Unomodo, infelizmente, a maioria não reconhece isso — foi o que Rammahdic, também sacerdotisa do próprio Unomodo, disse para a Allogaj.
Entraram no Castelo e continuaram a caminhar, depois de um tempo, desceram uma escadaria larga e chegaram a uma área redonda e peculiar onde reencontrou o pessoal, ouve saudações e abraços.
Cada um dos dez andares daquele recinto era repleto de estantes e mais estantes de livros. Reverenciaram a Princesa Rammahdic e Débora entregou-lhe um rolo de papel.
— Aqui, Vossa Alteza, o documento que a senhora pediu que fosse encontrado.
— Muito obrigada, Sapiensis Débora — ela leu o documento. — Ah! Finalmente, eis aqui o registro do último Plenário Solene com as Sete Criaturas Primevas. Sabryna, leia, porque agora é com você, somente o seu cerne poderá sustentar uma magia tão forte.
— Vossa Alteza — disse Bia —, o que pretende com este documento? Os Primevos ascenderam aos céus há um bom tempo.
— Não entendeu ainda? Vamos trazê-los do passado para o presente — respondeu a Princesa.
Todo o pessoal da equipe de feiticeiras das cinzas de Rammahdic ficou boquiaberto com a revelação.
— Como? — perguntou Afrima, a mestra.
— Sabryna, retire a sua jaqueta — ordenou Rammahdic e a Allogaj obedeceu. — Vejam este apetrecho que está no braço de Allogaj Sabryna, o seu nome é Bracelete de Saturnus e foi criado por mim com o auxílio e a instrução de Unomodo, um dos Deuses Únicos da Sétima Dimensão, o Imparcial, mas agora toma medidas interventivas para melhorar a situação deste mundo.
— Unomodo? — indagou Ícaro, o único homem do meio. — E os Trealtas?
— O que tem eles?
— Não estão nos ajudando?
— As intenções dos Trealtas são diferentes das de Unomodo, as quais também são extremamente diferentes das dos Treumilas. Ícaro, não se escandalize, Unomodo tem um propósito para este mundo, ele está na mesma dimensão que os Trealtas, e podem se entenderem em diversas questões. Bia, me entregue o Coração de Noldá.
A mulher chamada Bia entregou à Princesa uma esfera e em seguida ela usou um feitiço com o seu cetro para romper a matéria que segurava a poeira amarela e reluzente, depois mandou que Sabryna apertasse o dedo em determinada concavidade do Bracelete e a poeira atraiu-se para lá até ficar aprisionada.
Seguidamente, Rammahdic pegou o Medalhão de Cronos e colocou-o no chão, pediu para o pessoal se afastar e ordenou que Sabryna se preparasse. Ela então aprontou o seu cetro real e conjurou o feitiço Rompi Ujon. O Medalhão de Cronos rachou-se no meio e de dentro dele outra poeira cósmica, amarela e reluzente flutuou diante delas como um g***o de passarinhos a voar em harmonia, era o Coração do Tempo Presente, e Sabryna a capturou para o Bracelete.
— Contemplem, fiéis companheiras — disse Rammahdic —, Os Corações do Tempo e uma porção do Coração de Noldá, juntos têm o poder surreal de trazer do passado para o presente qualquer ser vivo ou não-vivo de qualquer tempo referente a este mundo.
— Vossa Alteza — argumentou Débora —, mas isto não geraria uma falha na linha do tempo e não mudaria o rumo da história no presente ou no futuro? Não geraria o Efeito Borboleta?
— Sim, Sapiensis, porém, sempre depende. Sabryna vai trazer os Primevos para este tempo e levá-los de volta, sendo assim, a ordem do tempo se manterá e não causará nenhum caos ao Universo.
— Faz sentido.
— Para quem? — questionou Karen para Débora, não só ela como também outras da equipe não entenderam nada do que falavam.
— Não temos tempo, Sabryna, faça tudo o quanto eu te ordenar — disse Rammahdic.
A Princesa ordenou que Sabryna ficasse no centro de um patamar arredondado no meio daquele recinto, se concentrasse no Bracelete, conjurasse o feitiço Aliro para acessar o poder do objeto mágico e depois chamasse para o presente As Sete Criaturas Primevas a partir da data que estava registrada no papel, pois, naquele data específica houve o último Plenário Solene que a propósito, foi com a Allogaj Valéria, e por fim, cerrasse o punho bem forte, pois, com esse gesto, a Magia do Tempo seria acessada.
Sabryna fez tudo o que lhe foi ordenado, ela precisava entender que o poder do Coração do Tempo Presente com o Coração do Tempo Passado juntos trariam os Primevos para aquele momento, mas somente funcionaria se o poder do Coração de Noldá estivesse concatenado. Tudo estava pronto.
A Allogaj se posicionou no centro do patamar redondo, concentrou-se no Bracelete de Saturnus e disse:
— Aliro — conjurou Sabryna e os Corações brilharam uma luz fluorescente bem forte. — Venham para mim, Sete Criaturas Primevas — Sabryna fechou a mão a apertar o punho, com isso, seis esferas de luz surgiram do nada diante dos seus olhos e dos olhos do seu pessoal.
Da luz, formaram-se seis animais gigantes, um Jaguar, uma Serpente, uma Harpia, um Feneco, uma Doninha e uma Morsa, que pareciam confusos com a situação.
— Não são sete? — comentou Gisele, tão alto que chamou atenção de todas. — Cadê o Morcego?