Gabriel O morro não dormia. Em cada esquina, sentinelas à espreita, olhos famintos de vingança, dedos impacientes no gatilho. O cheiro de pólvora misturava-se ao da terra molhada, e no peito, o coração batia como um tambor antigo: pesado, ritmado, sempre à beira do colapso. Ali em cima, minha vida tinha o nome de uma mulher — e de uma promessa ainda não nascida. A noite tinha sido sufocante. m*l consegui fechar os olhos. Enquanto Carol dormia, vi o medo se acomodar no rosto dela — mesmo adormecida, ela parecia travar batalhas invisíveis, mãos fechadas em punhos pequenos sobre a barriga. Toda vez que a observava assim, sentia um frio na espinha: eu, que comandava exércitos de homens armados, não tinha controle sobre o que mais importava. Já era quase madrugada quando Caio entrou no quart

