Theo Estava em casa, sozinho, perdido nos meus pensamentos. A imagem dela vinha e ia, insistente, me assombrando. Lembrava dos olhos de Ana Lis, da decepção, da mágoa. Cada vez que recordava aquele olhar, meu coração parecia congelar dentro do peito. Era uma mistura de culpa e desejo, de medo e necessidade, e eu não conseguia me livrar dela, nem por um segundo. Fiquei ali, encostado na parede da sala, observando o pôr do sol pela janela, tentando me concentrar em outra coisa, mas era impossível. Ela dominava minha mente. E então, a campainha tocou. Um som comum, mas naquele instante parecia explosivo. Meu corpo reagiu instintivamente, e quando fui atender, ainda atordoado, fui surpreendido por algo totalmente inesperado. Antes que eu pudesse reagir, senti um soco atravessar meu peito, s

