Ana Lis Assinei o maldito contrato. As palavras ainda ecoavam na minha cabeça quando entrei no carro e dirigi sem realmente enxergar o caminho. As ruas passavam diante de mim como se eu estivesse em piloto automático. O volante firme sob meus dedos era a única coisa concreta naquele momento. Quando foi que minha vida virou isso? Quando tudo começou a dar errado? Estacionei em frente de casa e fiquei alguns segundos dentro do carro, em silêncio. A aliança invisível já pesava no meu dedo, mesmo que ainda não existisse oficialmente. Respirei fundo antes de descer. Subi direto para o meu quarto. Assim que fechei a porta, desabei. Chorei tudo o que tinha para chorar. Chorei pela injustiça. Pelo orgulho ferido. Pela raiva dele. Pela culpa que eu sentia por envolver o sonho do Bento nisso

