Voltamos da delegacia em silêncio. O peso do que tinha acontecido parecia maior agora que tudo estava oficial. Não era mais só um susto. Existia um boletim, uma investigação, um rosto chorando pedindo desculpas. Entramos em casa e cada um se jogou na cama do meu quarto. Laura estava inquieta. Márcio parecia sério demais. — Eu ainda não acredito que ele fez isso — Laura murmurou. — Eu acredito — respondeu Márcio. — Homem rejeitado vira i****a com facilidade. Revirei os olhos, mas no fundo sabia que aquilo era verdade. Algum tempo depois, ouvimos o som da porta se abrindo. Laura e Márcio se sentaram imediatamente. Pedro. Ele não bateu. Não precisou. A chave girou na fechadura com firmeza, e o silêncio da casa mudou de atmosfera. Passos firmes pelo corredor. Meu coração acelerou. E

