PONTO DE VISTA DE EMILIA — Você é maligna! — Cuspi, as palavras saindo de mim como garras. Minha voz falhou, crua e trêmula, mas eu não me importava. — Pura e distorcida maldade. A mulher jogou a cabeça para trás e riu, brilhante, encantada, como se eu tivesse acabado de lhe fazer o maior elogio. — Maldade? — Ela enxugou uma lágrima imaginária do olho. — Não, querida. Inteligência. Eu os controlava a todos, e nenhum sequer suspeitava. O rei. A rainha. Maximus. Cada um deles. Marionetes. O sorriso dela se esticou demais, cortante demais. — Não é genial? Não conseguia respirar direito. Meus pulmões se sentiam esmagados. Ela se aproximou, devagar, saboreando cada segundo do meu horror. — Aquela pobre garota… — Ela murmurou. — Tão desesperada para agradá-lo. Tão desesperada para consert

