cap 24 vou curtir

947 Words
Cecília Iniciei o meu dia da melhor forma, cheia de atendimento para poder fazer. Hoje é sábado, dia de baile, e as mona fica tudo a procura de um salão pra poder ficarem belas. Depois da discussão que tive na quinta com o Palhaço eu fiquei bastante pensativa. Minha cara não está das melhores, até porquê passei a noite virada revisando assunto novo da faculdade, mas bola pra frente que atrás vem gente. Abri o studio, dei aquela limpadinha de leve e fiz a reposição dos biscoitos que ficam na mesinha de entrada. A primeira de hoje vai ser bem aquela garota que eu ajudei com as sacolas, Laura o nome dela. — Opa cheguei. — Entra aí e fica à vontade. Comecei a fazer a limpeza da unha dela e em seguida iniciei os procedimentos com o gel. — Olha Cecilia, só falei contigo uma vez na vida, mas a primeira vez que falei você tava toda sorridente e agora tá com uma cara de quem comeu e não gostou — falou, me fazendo encarar ela. — Só é cansaço da faculdade. — Não parece que é só isso. Você não tá andando pra cima e pra baixo com o Palhaço como você costuma fazer. — Até porquê não nascemos grudados — soltei, e só depois reparei no que falei. — Desculpa pela minha intromissão — respondeu acanhada. — Foi m*l também, fui m*l educada contigo. É só que eu e o Palhaço não estamos em um bom momento. — Entendo, mas iai, vai pro baile hoje? — Vou sim, e você? — Vou, tenho que me enturmar com o pessoal — ela falou e eu concordei com a cabeça. Assim que terminei a unha dela atendi mais duas clientes e depois fechei, pois já estava no meu horário de almoço. Fiquei com preguiça de subir todas aquelas ladeiras pra poder chegar em casa, então resolvi comer no restaurante que tem aqui perto mesmo. (...) Cheguei no estabelecimento e tinha vários vapores com algumas mulheres do lado deles. Passei tranquila e me sentei em uma mesa mais afastada. Uma menina me trouxe o cardápio e disse que quando eu tivesse escolhido era só chamar. — Boa tarde Céci delícia, que milagre é esse vindo comer aqui — tirei meus olhos do cardápio e foquei na mulher em minha frente. — Digo o mesmo de tu Narinha, tô comendo aqui porquê deu preguiça de subir esse morro todo pra depois descer tudo de novo. — Eu vim porquê não deu tempo de fazer nada pra comer, fui no asfalto fazer uma entrevista de emprego — contou toda empolgada se sentando na cadeira livre que estava a minha frente. — Que legal, iai como foi? — Eu consegui a vaga, é em uma loja infantil no shopping. — Parabéns Nara, ainda bem que deu tudo certo. — Vamos pro baile hoje para poder comemorar? — Claro que vamos. — Vai nem fazer manha dizendo que tá muito cansada? — falou e eu neguei com a cabeça. — Aconteceu alguma coisa não foi? — O Moura não te contou? — Porquê ele me contaria? Se você falou alguma coisa pra ele é óbvio que ele não vai falar pra mim, até porquê é um assunto privado seu e dele. — Deixa eu só fazer o pedido que te conto tudo. Chamei a atendente e pedi um prato de lasanha com arroz, a Nara fez o mesmo pedido e rachamos uma Pepsi de 1 litro. Enquanto o pedido estava sendo preparado eu contei tudo pra Nara sobre o que aconteceu, desde as mensagens até os conselhos do Moura. — Caraca o Palhaço é muito bocó cara, ele pisou na bola legal contigo. — Nem me fala. A menina chegou com os pedidos e logo se retirou. — O que eu tenho a te dizer é... segue os conselhos do Moura, até porquê você é solteira e desimpedida. — Vou fazer isso mesmo, hoje a noite vai ser longa Narinha. — Chega me animei agora, mas deixa eu te falar um negócio aqui, você não acha que foi a Loira que armou aquela mensagem lá não? — Eu pensei nisso, mas depois deixei de lado. Foi como eu te falei, não me importaria se ele tivesse pegado outra mulher até porquê ele é solteiro, mas o que me afetou foi ver ele pegando a garota que estava fazendo um caos na minha vida. — Eu ficaria bolada também, a Loira não aprendeu com a surra. — Nem me fale disso, aquele dia eu tirei uma força do além. — Que nada, tu tinha a cara de ser boa de briga mesmo. — Tá é louca, só ganhei aquela por conta da adrenalina misturada com a raiva. Mas se ela tivesse vindo pra cima de mim enquanto eu estava de bobeira, eu tinha saído toda torta de tanto p*u que tinha levado. — Nunca briguei assim em rua. Uma vez eu briguei na escola por conta que a menina tava achando que eu estava namorando o crush dela, sendo gue o crush dela era meu irmão. — Não acredito nisso não — falei rindo. — Tô lhe dizendo, tomou um p*u e ainda ficou sem o meu irmão. — Nem sabia que tu tinha irmão. — Tenho, mas ele tá morando em Recife. Se tudo der certo depois do ano novo eu quero ir lá visitar ele, tu bem que podia ir comigo também. — Vou ver se dá. Depois de terminar de comer pagamos tudo e cada uma seguiu o seu rumo. Eu voltei para o studio e a Nara disse que iria no salão colocar novas tranças no cabelo dela.
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