cap 25 muitas loucuras

1338 Words
Cecília Já estou toda produzida. Coloquei um short jeans cintura alta desfiado, uma blusinha de tecido fino preta com manga no estilo cropped que tem amarração na frente, no pé um tênis branco. De acessórios, coloquei algumas pulseiras juntamente com uma correntinha, e o cabelo deixei solto com algumas ondulações. Combinei de encontrar a Nara na rua de baixo então me apressei em sair de casa. — Que isso em novinha, tá gata! — falei assim que vi ela com seu shorts jeans e uma blusa branca ciganinha. — Você também está muito gata. Fomos descendo em direção à quadra onde rolava o baile. Hoje a atração vai ser o DJ Gabriel do Borel, ou seja, música pra dançar muito, mas o show dele só vai começar lá pras três da manhã. Assim que chegamos na quadra fomos logo pegar uma garrafinha de Ice pra poder animar. Começou a tocar vuco-vuco bom e a Nara me puxou pra pista. — VAI QUERER ME DAR, MAS VAI SER TARDE! — Nara gritou rebolando e eu segui a onda dela. Não sou muito de ficar dançando na pista, geralmente eu fico no camarote, mas como eu não quero trombar com o Palhaço eu me divirto por aqui mesmo. Só sei que tocou mais de cinco músicas e eu lá na pista com a Nara se acabando. Chegaram uns carinhas querendo ficar com a gente, mas nenhum me agradou muito, então resolvemos voltar para pegar mais bebida. — Tô morta já — falei me encostando no balcão. — Pode parar de graça, nem começamos a se divertir direito ainda. Fiquei de marola bebendo minha boa Ice até sentir uma mão tomar a minha garrafinha e levar à boca. — Só tem ousadia e feiura — falei o encarando. — Sou um feio que você já deu altos pegas. — Eu estava necessitada — respondi e senti uma leve puxada no meu cabelo, o que me fez fazer uma careta. — Admite que eu sou lindo logo — falou se aproximando mais ainda. — Você até que é arrumadinho, Cobra. — Só não falo que tu é feia porquê eu vou tá mentindo. — E se tu falasse eu não iria acreditar né gato, minha autoestima é boa. — Boa igual a dona. Tô ligada na intenção dele e como eu tô na mesma deixei fluir. Cobra se aproximou deixando nossos rostos bem próximos, ele deixou um selinho em minha boca e logo depois me beijou com vontade. Ele pediu passagem com a língua e eu cedi rapidamente. As mãos dele intercalavam entre minha nuca e minha cintura, fazendo o meu corpo estremecer. Terminamos o beijo com ele mordendo meu lábio inferior e dando um aperto em minha b***a, me fazendo sorrir entre o beijo. O cara não vale nada, mas tem uma pegada cabulosa. — Poxa neguinha, mó saudade de tu papo reto — falou contra o meu pescoço e logo em seguida deixou um selo, me fazendo arrepiar. — Não empolga não — empurrei ele de leve fazendo o mesmo me encarar. — Bora sair qualquer dia desse? Sem maldade nenhuma, só pra comer e colocar o papo em dia. — Bora, mas tem que ser em algum final de semana por conta da faculdade. — Tô ligado já, fé pra tu aí minha n**a. Vou colar mais os cria ali no camarote, quer ir? — Não, tô suave. Ele saiu e eu comecei a procurar a Nara com os olhos até que achei ela saindo de fininho do canto da quadra. Fui logo atrás dela pra saber o que ela tava caçando ali por trás. — Deu fuga em gata? — Mas é claro, você tava no maior amasso com o teu ex peguete, eu que não ia ficar lá. — Arranjou alguém pra tu? — Até que arranjei mas ele quer uma amiga pra fechar como parceiro dele também, iai? — É gato? — É pô, pretinho, trajado, cara de tralha e eu nunca nem vi ele por aqui. — Bora então. Só sei que fiquei com esse bofe enquanto a Nara pegava o outro. O carinha beija bem mas faltou aquela pegada. Ele pediu o meu número mas falei que eu tava sem w******p e ele aceitou numa boa. Saí do canto da quadra com a Narinha e bati o olho no Moura no camarote rindo pra mim e apontando discretamente pro Palhaço, fazendo sinal de vapor. Ele começou a falar e eu li os lábios dele e entendi sair um "Tá aqui bolado". Fiz o mesmo gesto que ele e respondi um "Tô nem aí", fazendo ele rir. Continuei o meu rumo e me posicionei perto do palco já que o Gabriel do Borel já iria entrar. Senti alguém esbarrar em mim o que me fez cambalear um pouco para trás. — Aii desculpa, foi sem querer. Olhei pra frente e vi a Laura junto com outra garota. — Relaxa, tá tudo bem. — Podemos ficar aqui também? Tô me sentindo meio intimidada, tem várias meninas me olhando com cara de que a qualquer momento vão me dar um c****e. — É porque você é bonita mona, aí elas se sentem ameaçadas — Nara respondeu fazendo ela rir. O Gabriel entrou no palco já soltando um remix muito bom pra dançar, e foi o que eu fiz. Ficamos nós quatro dançando em sintonia, parecia até que tínhamos ensaiado de tão bom que ficou. — Aê Cecília, o dono do jacarézinho tá te secando bem dali do canto — Laura falou tomando minha atenção. — Qual? — olhei pra trás. — O que tá todo de preto, com boné da Nike. Me esforcei mais pra enxergar e vi o bofe que eu tinha pegado a algumas horas atrás. Olhei pra cara da Nara que tava com o olho arregalado igual a mim. — E o que tá do lado dele é quem? — Nara perguntou tomando atenção pra ela. — O sub de lá. Soltei uma gargalhada da cara da Nara e ela sussurrou um "o seu é mais bandido que o meu". Agora eu entendi o real motivo do Moura ter feito sinal de vapor e falado que o Palhaço tava bolado. Fudida era o que eu tava. Sempre me privei de ficar com os caras que são envolvidos e até agora já peguei o dono da Rocinha, o do jacarézinho e um vapor dele. Resolvi curtir o resto do baile e deixar pra pensar nas merdas que eu fiz quando estiver mais sóbria. (...) Quando o DJ Gabriel acabou o show dele resolvemos voltar logo pra casa. A amiga da Laura que estava com a gente se despediu e foi para o lado contrário, e nós três seguimos o mesmo caminho. Nara não estava muito sóbria já que resolveu virar o litro de whisky inteiro na boca. — Meninas eu ainda tô no pique de mais uma festa! — Tá nem se aguentando em pé Nara, quem dirás outra festa. — Que nada olha — falou e se agarrou em uma barra de ferro que tinha uma placa de não estacione e começou a dançar como se fosse pole dance. — A não perai — peguei meu celular e comecei a gravar aquela cena dela dançando e tentando fazer caras sexys, mas só estava resultando em diversas caretas. Quando a gata foi girar se desequilibrou e caiu com tudo no chão. — Narinha tu tá muito doida papo reto — falei rindo e indo ajudar ela. — Poxa vei, eu tava dando um show! — falou passando a mão na b***a pra poder tirar a sujeira. — Dançarina profissional Nara — Laura falou gastando ela. — Vão ficar de deboche mesmo é? Vocês vão ver agora — ela subiu no passeio, tocou a campainha da casa de uma mulher e saiu correndo nos deixando pra trás. — Nara sua vagabundaa! — gritei correndo atrás dela junto com a Laura, e a bandida só sabia rir. Nunca mais deixo a Nara beber desse jeito, nunca mais.
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