"O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo... " – Mario Quintana. Eu vestia o blazer de Diógenes, que carregava minha bolsa e sandálias em uma mão, enquanto o outro braço estava em volta dos meus ombros. Caminhamos lenta e silenciosamente de volta para a casa, sendo guiados pela luz da lua e o barulho das ondas batendo contra as pedras no mar. **** — Não acredito que tive coragem de fazer aquilo... – parei na portaria do prédio, fitei meus pés descalços, completamente sem graça — eu não sei onde enfiar minha cara! – Meu rosto fervia. — Não... – ele interrompeu meu martírio. — Não fale assim... vai fazer com que eu me sinta um completo i*****l! – Se posicionou a minha frente, procurando meus olhos. Sorri timidamente. — Você? Um i*****l? – Entrelacei os dedos.

