Vanessa narrando Eu avisei que voltaria. Eu nunca fui mulher de aceitar derrota em silêncio, nunca fui do tipo que recolhe os cacos da própria dignidade e se esconde em um canto chorando pelo que perdeu. Eu disse, olhando nos olhos dele, que eu seria eterna. E não era promessa vazia de amante ressentida. Era ameaça calculada. Eu sempre soube que, mesmo quando ele vestisse a coroa e ocupasse o trono, eu seria a sombra atrás dele, a pedra constante no sapato, o incômodo que não desaparece por mais que se tente ignorar. Eu não vou me dar por vencida por mulher alguma. Muito menos por uma que apareceu por contrato, por dívida, por imposição de família. Eu não vou aceitar perder o amor da minha vida para nenhuma outra mulher. Seja por dinheiro, por poder, por posição na cama ou por sobrenom

