Capítulo 32

891 Words

Bento narrando Entrei no quarto que Matteo nos reservou e bati a porta com o pé, sentindo o nó da gravata sufocar o pouco de paciência que ainda me restava. Aquele jantar foi um exercício de humilhação em doses homeopáticas. Joguei o paletó sobre a poltrona de veludo e fui direto para o frigobar, arrancando uma garrafa de gim dali. Eu não queria degustar nada; eu queria apagar o brilho daquele sorriso arrogante que o Christian ostentou a noite inteira. — Você viu a cara dele? — Vanessa disparou, entrando logo atrás de mim. Ela estava possessa. Começou a arrancar os saltos e a jogá-los longe, as joias brilhando sob a luz amarela do quarto. — Ele age como se fosse um deus intocável. E aquela mulher... aquela Albuquerque maldita se sentando na cabeceira como se tivesse nascido com o sangue

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