Nayla Eu nunca imaginei que aquele dia, que parecia tão comum, terminaria marcado como um dos piores da minha vida. Acordei cedo, como sempre, com o barulho dos passarinhos da chácara invadindo minha memória, mesmo estando dentro do apartamento no alto do morro do Israel. Era engraçado como certas lembranças me perseguiam: às vezes eu fechava os olhos e conseguia sentir o cheiro da terra molhada, das flores, da grama da minha infância. Hoje, minha vida era feita de becos, vielas, asfalto quente e concreto, mas ainda assim, dentro de mim, havia essa menina que nunca deixou de sonhar com simplicidade. Olhei para o lado da cama, e lá estava ele: Blade. Dormindo de um jeito pesado, um braço estendido sobre o colchão, o outro sobre meu travesseiro, como se quisesse me prender até mesmo enqu

