Michel (Blade) narrando: O toque do celular me pegou no meio da contagem do dinheiro, notas espalhadas pela mesa, cheiro de pó no ar e a quebrada pulsando lá fora. Eu só atendi porque era o número do segurança da Nayla. Mas quando ouvi a respiração ofegante dele, o sangue gelou nas minhas veias. — Fala logo, c*****o! — rosnei, sentindo a pressão subir. Do outro lado, a voz saiu fraca, arrastada, misturada a gemidos de dor: — Chefe… atiraram em mim… a dona Nayla… eles levaram ela… não consegui impedir… — tossiu, o barulho de sangue preso na garganta me deixou cego. Por um segundo, o mundo pareceu parar. Eu só ouvi meu coração batendo no ouvido, forte, como tambor de guerra. Nayla… minha mulher… levada. A cadeira caiu pra trás quando eu me levantei de uma vez. Eu queria arrancar a p***

