Nayla Eu ainda sentia o peso da noite do baile na pele, o perfume do sucesso, da admiração e, principalmente, da autoridade que agora carregava. O Complexo do Israel estava em paz, pelo menos aparentemente. As crianças brincavam nos projetos sociais, as mulheres aprendiam artesanato, manicure, cabeleireira e outros ofícios que eu havia implementado para dar oportunidades reais à comunidade. A Manchovane Engenharia continuava crescendo fora do morro, e eu sentia que finalmente havia encontrado o equilíbrio entre minhas duas vidas. Então, no início da manhã, tudo mudou com uma simples caixa de flores entregue na portaria. Benita, sempre atenta, me chamou imediatamente. — Nayla… chegou isso. Não sei se é ameaça ou… — ela franziu a testa, mostrando o bilhete com flores vermelhas e brancas.

