Balde A madrugada cobria o Complexo de Israel com seu manto silencioso, apenas quebrado pelo som distante de cachorros latindo, sirenes ao longe e o vento cortando os becos iluminados por postes frágeis. No alto do morro, na fortaleza principal, Blede permanecia sentado à mesa de madeira reforçada, cercado por mapas, anotações, fotos e planilhas espalhadas pelo tampo. Seus olhos vasculhavam cada detalhe, como se cada risco e marcação representasse uma vida. Ao seu lado, Jeferson analisava o mesmo mapa, testa franzida, braços cruzados, calculando possibilidades e padrões. Centelha se mantinha encostado na parede, atento a qualquer ruído que pudesse indicar perigo, a mão sempre próxima da arma. — Isso não é coincidência — começou Blede, a voz rouca e firme, pesada como chumbo — alguém est

