Sem Rosto O local era afastado, uma mansão antiga no alto da serra, escondida por muros altos e câmeras discretas. Lá dentro, o silêncio era quase absoluto, interrompido apenas pelo estalar da madeira na lareira acesa. O homem conhecido apenas como o inimigo sem rosto estava sentado em uma poltrona de couro, o rosto oculto pela sombra do capuz que usava. Na frente dele, outro homem — mais jovem, nervoso, ansioso — aguardava instruções. — Então… você me trouxe tudo? — a voz dele ecoou grave, lenta, calculada. O outro assentiu, colocando um envelope grosso sobre a mesa. — Cada detalhe, cada passo. O CPX do Israel está sólido, mas não invencível. Michel Maia se acha invencível, mas até os gigantes caem. O inimigo sem rosto pegou o envelope, folheando calmamente as fotos e documentos ali

